Lembre se que um dia eu te Amei
Talvez amanhã ainda eu seja a mesma de hoje
Ou talvez não...
Estou sempre a caminhar, estou sempre a aprender...
E se amanhã eu não for mais quem sou hoje, é porque me tornei uma melhor versão de mim.
BORDERLINE
_
Eu sentirei a dor do meu coração vazio,
Mas percebo que a alegria não está em seus braços.
Sobre as fumaças de seus pulmões eu percebo
Que não tenho espaço para ser uma parte de seu oxigênio,
Então segure toda minha fé em suas mãos
E me guie como um lampejo em uma noite nublada.
Sempre que nossos corpos refletirem sobre as águas deste alento
Me prometa que renasceremos,
Não precisamos de correntes em nossos sentimentos
Só me prometa que manterá essa chama,
O ardor estupido do desejo em nossos corações vagabundos.
Por que me deixou se eu era o seu amor?
E o fim da nossa história se concretizou.
Ela foi o motivo pelo qual parei de escrever
E o mesmo motivo pelo qual voltei à o fazer.
Eu descobri que esta pode ser uma das diferenças entre a juventude e a velhice: quando somos jovens, inventamos diferentes futuros para nós mesmos; quando somos velhos, inventamos diferentes passados para os outros.
SEM INSPIRAÇÃO
Às vezes uma poética me entala
Nesta lacuna em que eu ando
Sofro, cá no cerrado, quando
A saudade dentro do peito fala
Inspirações sufoquei nefando
Sem as trovas numa luz sincera
Ah! Cada rima com força quisera
No senso, e não o cântico calando
Sinto que nas quimeras fui rude
Choro cada outrora desta sandice
Já alquebrado, foi-se a juventude
Os versos que não criei por tolice
Por desventura escrever não pude
E assim tornar a prosa na mesmice
© Luciano Spagnol- poeta do cerrado
Cerrado goiano, 09 de dezembro, 2019
Olavobilaquiando
Quando você paga o preço de ter vendido toda a sua espécie? Eu nem posso te culpar. É o que acontece quando você dá um grande poder às mentes pequenas.
É incrível o quanto ingênuo e frágil eu fico quando estou perto de você. Pareço aquela criança boba, que se apaixonou ao te ver pela primeira vez no corredor da escola.
Dizem que os cachorros não falam. Eu discordo disso, cachorro fala sim. Os humanos é que não conseguem entender, já que nem todos são fluentes na linguagem do amor.
Eu aprendi que as crianças são as peças de construção da raça humana. Se elas forem tortas, a próxima geração será torta também.
Meus amigos vivem me dizendo: “Ei, a vida vai continuar”
O tempo vai garantir que eu vou superar você
Este jogo bobo de amor
Você joga e você ganha apenas para perder
Diario de Sara
Em dias de chuva eu fico triste sabe,
Levi é a cor que eu não consigo ver do lado de cá da cerca.
As minhas lágrimas as vezes se misturam as gotas da chuva,
Não se vêem borboletas amarelas
Nem cor de uva.
A grama alta às vezes como tapete felpudo que eu vou mesmo descalça sem medo de cortar os pés, estão encharcadas.
Eu tenho medo dele me achar
Uma menina boba.
Eu nem sou como Arethusa toda, toda.
Ah bobagem ele não pode ver.
Que cheiro deve ter meus cabelos pra Levi?
Amêndoas e baunilha o deixaram suspirando.
cheiro de leite
E leite combina com o quê?
Eu me pego pensando sem querer
Eu até que quero pensar,
Se ao invés de cheiro ele pudesse provar o gosto?
Talvez as amêndoas de Arethusa ficassem no bolso.
Levi parece um menino saidinho
Qualquer dia desses sem querer
Querendo dou um beijo nele com gosto de jaca.
Será que depois disso poderei vê-lo sorrindo?
Eu tenho medo.
Às vezes tenho medo da cerca.
Corremos risco do arame nos cortar
E se a gente sangrar?
É coisa de gente grande ter medo
Aposto.
Eu dormiria grudadinha ao pé da cerca
Se Levi estivesse lá.
Eu confio nele
Mas eu penso um tantão de coisas
Que me dão medo.
Que ele não leia nunca meu diário
Amém.
Ah que Arethusa vire uma bruxa descabelada,
Com cheiro de alecrim com pimenta do reino.
Sara Cindy
Holambra , 06/11/19
Eu acredito em uma Energia Superior, que significa
não gerada, sempre existiu, assim como todos os
universos, e por alguma razão desconhecida, a uma
parte dela, foi concedida o Existencialismo. E na transformação,
voltaremos para a Energia Superior. Como parte integrante da
mesma. ou existencialismo, junto a mesma.
(Psicografia: Edson Nelson Soares Botelho)
O mar não mais me faz brisa
A brisa não mais me sopra o rosto
E agora, que faço eu?
Perdido num mar d'aquilo que me vem
Em minha divagações taciturnas
O brilho da lua realça tuas ondas
Teu brilho negro-prateado me sorri
Tuas garras afiadas me prendem o pescoço
Que sou eu?
Refém, diz tu
Refém do quê?
Refém de si
Refém de teus pensamentos
Refém de tua luxuria insalúbre
Refém desse mundo sórdido
Refém das pernas abertas projetadas à vista
Mas que faço eu? Que sou tão pequeno homem
Quero tu, apenas tu, além de tu, perco-me em mim
Mas a ti me encontro, e reencontro-me dentro de tu
E a lua realça teu corpo
E a brisa volta a meu rosto
E o sopro é bom
E as tuas ondas batem contra meu peito
E tu respira suave
E tu é meu mar
E tornamo-nos um
Eu sei que não é fácil lidar com sentimentos que machucam.
Mas sei também, que só os corajosos tem coragem de enfrentá-los...
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