Lembre se que um dia eu te Amei
Eu te amo no tempo que não cobra, no passo calmo de quem cuida.
Um amor que não invade, aprende a permanecer.
Não te quero por medo do vazio, mas pela alegria de te ver livre. É afeto que não aperta,
é presença que respira contigo.
Se um dia teu sentir encontrar o meu, que seja por vontade, não por urgência. Se não for, sigo inteiro, porque amar também é saber soltar.
E quando o mundo cansar teu peito, que em mim exista silêncio e abrigo. Eu fico — não por posse ou promessa, mas porque te amar é onde sou verdadeiro.
Nós dois em um
Você me chamou de seu,
e o mundo inteiro mudou de endereço.
Como se eu deixasse de ser apenas passagem evirasse porto no seu peito.
Depois me chamou de sua,
e eu senti o cuidado
escondido na palavra.
Não como posse
— mas como promessa,
como quem diz “fica”
semprecisar falar.
Ser seu é repousar na sua certeza,
é ter abrigo no tom da sua voz.
Ser sua é florir nos seus braços,
é pertencer ao instante que é só de nós.
E entre “seu” e “sua” eu me encontro,
inteiro, entregue, sem medo algum.
Porque quando você me nomeia assim, amor deixa de ser verbo
— e vira nós dois em um.
Eu fiz da espera uma forma de fé,
do abandono, um hábito discreto.
Enquanto eu sangrava tentando ficar,
você partia sem olhar pra trás
— ileso.
Onde o Tempo Para
O teu olhar é um rio que corre devagar,
leva comigo segredos que eu nem sabia ter.
Cada gesto teu é poema silencioso,
que insiste em me encontrar mesmo sem querer.
Teu riso é música que não se explica,
ecoando dentro do peito, leve e inteiro.
É brisa que bagunça os cabelos
e deixa o mundo mais bonito por inteiro.
No toque da tua mão, o tempo para,
e tudo que era incerto se faz certo.
És promessa de paz e tempestade,
mistério doce que me prende e me solta.
Se o amor tivesse cheiro, teria teu nome,
seria feito de instantes como este:
olhos que se encontram sem pressa,
e um coração que finalmente sabe onde repousar.
Talvez eu tenha feito da solidão um abrigo, não por desprezo ao amor,
mas por respeito ao estrago que ele sabe fazer.
Porque perder alguém não é sobre despedidas, é sobre as partes de nós que nunca voltam.
Eu almejava tão pouco
Eu almejava tão pouco,
um sorriso teu ao amanhecer,
um toque leve que dissesse
que meu mundo cabia em ti.
Mas o amor, sempre vasto,
transbordou silencioso,
pintando nossos dias com cores
que eu nem sabia que existiam.
E agora sei que pouco ou muito
não mede o que sentimos,
porque te amar é infinito,
mesmo nas mínimas coisas que compartilhamos.
Entre Linhas
Se eu pudesse escolher
um lugar pra morar,
não seria casa, rua ou cidade…
eu moraria no intervalo do teu riso,
onde o mundo esquece de doer.
Teu olhar tem algo de horizonte,
quanto mais eu olho,
mais longe quero ir.
E no silêncio entre um segundo e outro é teu nome que meu coração aprende a repetir.
Há em você uma calma rara,
tipo mar quando o vento decide descansar.
E quando tua mão encontra a minha,
até o destino parece parar pra olhar.
Se amor fosse tinta,
eu pintaria o tempo inteiro com você.
Porque desde que teu sorriso me encontrou, minha vida virou poesia
que só faz sentido…
quando rima com você.
Um mergulho sem volta
Amar você
não foi um começo…
foi um mergulho sem volta,
onde eu me perdi e,
ainda assim,
nunca quis me encontrar.
O teu olhar me abriga,
mas também me desmonta
— porque quando você
me atravessa por dentro,
eu deixo de ser inteiro
em qualquer lugar que não seja você.
Você foi um acaso bonito demais
pra alguém como eu suportar.
Desde que chegou,
carrego teu nome em silêncio…
e esse amor cresce tanto
que às vezes dói
— não por falta,
mas por não caber dentro de mim.
E quando você não está…
o mundo continua,
mas nada em mim acompanha.
Porque a minha felicidade
aprendeu a depender do teu riso,
do teu jeito,
da tua presença.
Se amar é liberdade,
por que eu me sinto preso a você?
Talvez porque, no fundo…
eu nunca tenha querido ser livre
— só teu.
Eu Estou Forjando Corações Apaixonados
Eu estou forjando corações apaixonados,
como um artesão que trabalha em silêncio sob a luz das estrelas.
Em cada olhar encontro um novo verso, e em cada sorriso, a centelha que transforma sentimentos em eternidade.
Moldo sonhos com a delicadeza do amor verdadeiro,
unindo almas que se reconhecem mesmo antes do primeiro encontro.
E quando suas mãos se tocam, nasce uma melodia que só dois corações podem ouvir.
Eu estou forjando corações apaixonados,
para que nunca falte esperança
aos que acreditam no amor.
Pois o mais belo dos tesouros não é o ouro nem as joias, mas duas vidas que escolhem caminhar juntas para sempre.
Gelado
A neve,
Um urso,
Muitos pinheiros,
Alguns salmões no balde a beira do rio,
Eu x medo,
E muita história de pescador pra contar.
E Ele Será Amado
Um Hino à Perseverança e Cumplicidade no Amor Jovem
E ele será amado, eu sei,
Não só em dias de sol,
Mas nas tempestades que virão também.
Nem sempre são arco-íris e borboletas,
Mas é um acordo que nos ajuda a seguir,
Meu coração está cheio, e minha porta, sempre aberta,
Venha a qualquer hora que quiser.
Jovens somos, enfrentando mares emocionais,
O desejo constante de estar ao seu lado,
Oferecendo amor e apoio incondicionais.
Nós rimos juntos, brincamos na simplicidade,
E em cada momento, a cumplicidade se faz.
Desentendimentos virão, eu sei,
Mas nosso amor se fortalece,
Na vontade de estar juntos,
No desejo ardente de sua companhia.
Toda a sua beleza, cada sorriso,
Observarei com atenção e carinho,
Um amante dedicado, persistente,
Pronto para enfrentar qualquer tempestade.
O amor verdadeiro é paciente,
Persiste, mesmo diante de rejeições,
É a luz que guia, a força que inspira,
E ele será amado, com toda a intensidade,
Nos momentos de sol e nas noites sombrias.
Porque amar é estar presente,
É oferecer o coração,
E saber que, apesar de tudo,
O amor sempre prevalecerá.
Eu posso te amar,
mas quem me assegura
que esse amor encontraria em ti
um lugar para repousar?
Se o teu coração não quiser abrigo,
que destino teria o meu?
Eu posso te oferecer minhas marés,
minhas mariposas de ternura,
meus silêncios cheios de cuidado.
Mas o que me garante
que tu não deixarás tudo escapar
pelas frestas da tua distância?
Há amores que nascem pássaros
e outros que vivem como sombra.
O meu — este que te busca —
é feito de voo e entrega,
mas precisa de mãos abertas
para não se perder no ar.
Se não fores tu,
se teu peito não desejar,
que eu não me transforme em vento triste
rondando a tua porta.
Que eu aprenda a voltar para mim,
mesmo querendo tanto ficar.
Minha luz das estrelas, imenso e desmedido amor, que invade e fim.
Se eu pudesse eleger um amor puro, atravessaria os oceanos sob o infinito céu azul para encontrar-te, meu bem-querer.
E, se necessário fosse, mil vezes transporia a Linha do Equador, desafiando distâncias, ventos e destinos, somente para repousar meu olhar no teu.
Pelas horas silenciosas da noite, caminharia solitário, com a coragem serena de um samurai, percorrendo ruas e esquinas, na esperança de encontrar-te escondida em um simples e precioso "boa-noite".
A doidice invade-me a mente; então, faço-me milagreiro, recorro à alquimia dos sentimentos, na vã tentativa de curar o mal de mim, essa ausência que me consome e me faz sentir como quem vive faltando um pedaço da própria alma.
Abro a janela e contemplo a vastidão do Cerrado: o capim dourado, que no outono se reveste de tonalidades ainda mais nobres e formosas, capazes de seduzir até mesmo o mais errante dos corações ciganos.
Eu te devoro com a avidez de quem, após longa peregrinação, encontra enfim o alimento que lhe restaura a vida, como quem sacia a fome numa tigela de açaí oferecida pelos deuses da abundância.
É fato consumado, já não existe rota de fuga, nem refúgio possível.
O tempo acelerou seus passos, e eu não posso permanecer sem ti.
Tu és minha Flor-de-Lis, passado que me habita, presente que me ilumina, e futuro que me chama.
És a síntese de tudo o que fui, de tudo o que sou e de tudo o que ainda sonho ser.
Uma casa para morar,um doce lar para eu viver
Um lençol para eu me embrulhar, teu sangue para me aquecer
Teu coração para me bombear, tua mente para me entender.
💕✨️"...eu queria ter apenas mais um momento...apenas um momento...junto aos seus braços...um abraço...olhando e te beijando...se declarando...a falta que faz...este momento...guardado no tempo...que não volta mais...não volta."✨️💕
"Preocupar-se com o que os outros pensam é um luxo que eu não posso pagar.
Até porque o banco não aceita a opinião do meu vizinho como forma de pagamento para as minhas dívidas."
eu tô bem.
Tem uma mentira que a gente aprende a contar tão bem que, depois de um tempo, começa a acreditar nela. “Eu tô bem.” Sai automático, quase educado. A pessoa pergunta como você está e você responde sem pensar, porque explicar o que acontece por dentro dá trabalho demais e, sinceramente, tem coisa que nem cabe numa resposta curta.
Eu tô bem, é o que ele diz. Só que ninguém vê o silêncio depois que a porta fecha, o quarto escuro, a cabeça procurando respostas onde já não existe pergunta. Ninguém vê as coisas que ele deixou de falar porque percebeu que algumas verdades, quando ditas em voz alta, deixam de ser esperança e viram despedida.
E talvez estar bem não seja ter esquecido. Talvez seja conseguir carregar sem deixar cair tudo o que ainda pesa. É passar pelos lugares onde antes existia alguém e continuar andando. É ouvir uma música e não precisar procurar significado em cada palavra. É lembrar de uma conversa sem imaginar como ela poderia ter terminado diferente.
Porque tem gente que vai embora, mas deixa uma versão sua morando no lugar onde ela esteve. E demora até essa versão entender que acabou. Ela continua esperando uma mensagem, uma ligação, qualquer sinal de que aquilo não foi só mais uma coisa bonita que não soube durar.
Mas uma hora a gente entende.
Nem tudo que foi verdadeiro precisava ser eterno. Nem todo amor que marcou a vida precisava ficar nela. Algumas pessoas chegam para mostrar uma parte do mundo que você ainda não conhecia e depois seguem o caminho delas, levando algumas versões antigas suas embora junto.
Então, sim, eu tô bem.
Não porque nada mais dói. Não porque eu virei pedra. Não porque deixei de sentir.
Eu tô bem porque finalmente entendi que sentir falta não é o mesmo que precisar voltar. Que lembrar não significa esperar. Que amar alguém também pode significar aceitar que aquela história terminou antes que o coração estivesse pronto para terminar junto.
E talvez esse seja o verdadeiro significado de estar bem: não é quando você para de sentir. É quando aquilo que um dia te derrubava começa a caber dentro de você sem te destruir.
Eu tô bem.
E dessa vez, talvez eu esteja falando sério.
Como fugimos da rota original?
Os caminhos acabam com um muro de tijolos e eu não me sinto o lobo mau.
Os porquinhos moram comigo.
O meu eu de 1975
Tenho vários “eus” dentro de mim.
Gosto de todos eles. Cada um viveu seu tempo, enfrentou suas dificuldades, teve seus sonhos, seus medos e suas escolhas.
Mas existe um que é especial.
Ele nasceu em 1975.
Foi assim.
Eu trabalhava como vendedor externo em uma empresa de materiais elétricos. Visitava empresas de grande porte na região de Guarulhos e, naquela manhã, estava na antessala do comprador da Philco, aguardando para ser atendido.
Havia outros vendedores esperando também.
Por curiosidade, comecei a mexer em um rádio que estava fixado em um painel de demonstração dos produtos Philco.
Não estava exatamente olhando para ele.
Estava tentando ligá-lo.
E não conseguia.
Foi quando um dos vendedores que estavam ali se aproximou, apertou alguma coisa e o rádio funcionou.
Ele olhou para mim e disse:
— Demorei para aprender. Outro dia fiquei um tempão tentando ligar. Fui mexendo nele até ele funcionar.
Rimos.
Como o comprador estava demorando para nos atender, começamos a conversar.
Foi uma conversa simples, dessas que normalmente começam e terminam ali mesmo.
Mas aquela conversa mudou a minha vida.
Ele trabalhava em uma empresa de Belo Horizonte, uma multinacional do setor energético, dividida em vários segmentos de produtos elétricos. Em um deles, estavam procurando uma pessoa para uma determinada função.
Ele perguntou se eu não gostaria de tentar.
Eu era jovem e solteiro, dois requisitos importantes para o trabalho, principalmente porque seria necessário viajar muito. Ele não poderia assumir a função porque era casado.
Fiquei interessado naquele “projeto”, mesmo sem saber exatamente do que se tratava.
Ele pediu que eu passasse no dia seguinte pela filial de São Paulo, onde me explicaria melhor.
Marcamos.
Foi então que descobri que aquela multinacional fabricava ferramentas especiais para trabalhos em redes elétricas de alta tensão.
Eram ferramentas fabricadas em fibra de vidro que permitiam ao eletricista trabalhar com a rede energizada, sem precisar desligar o sistema.
Para explicar melhor, ele fez uma comparação:
— É como se você estivesse tomando banho e precisasse trocar a resistência do chuveiro sem desligar a energia da casa.
Achei aquilo meio loucura.
Mas minha vontade era maior do que minhas dúvidas.
Talvez eu já fosse assim naquela época.
Tem pessoas que nascem como postes: ficam sempre no mesmo lugar.
Outras nascem como vento.
Eu nasci vento.
Não paro. Nunca.
Na semana seguinte, eu estava em Belo Horizonte para uma reunião com o presidente e o vice-presidente da empresa.
A entrevista foi objetiva.
Fiz o psicotécnico, acertamos a parte financeira e, quinze dias depois, lá estava eu mudando para Belo Horizonte.
Comecei estudando o material técnico.
Pela manhã, lia e estudava.
À tarde, tinha contato direto com as ferramentas.
Eram inúmeras.
A técnica de trabalho em linha viva, ou linha energizada, ainda estava começando no Brasil. Nos Estados Unidos e no Canadá também era uma tecnologia relativamente recente.
A empresa possuía um campo de treinamento onde os trabalhos eram simulados.
Ali eu treinava todos os dias.
Montava as ferramentas.
Desmontava.
Subia nos postes.
Descia.
Montava novamente.
E começava tudo outra vez.
Durante aproximadamente noventa dias fiquei naquele ritual.
Até que chegou o momento de sair do treinamento e enfrentar a realidade.
A empresa possuía um técnico que havia sido treinado pelos americanos. Ele seria responsável pela entrega das primeiras ferramentas vendidas no Brasil e também ministraria o treinamento aos eletricistas.
Agora seria de verdade.
Era junho de 1975.
A primeira operação aconteceu na Celpe — Centrais Elétricas de Pernambuco.
As ferramentas haviam sido adquiridas para trabalhos em uma linha de 69.000 volts.
Durante aproximadamente um mês, quase todos os dias, subíamos e descíamos das estruturas, trabalhando com a rede energizada.
Depois fomos para Curitiba, para a Copel.
Agora a tensão era de 230.000 volts.
Mais um mês de treinamento.
Na sequência, fomos para Paulo Afonso.
Ali o desafio era ainda maior.
A tensão da rede chegava a 500.000 volts.
Nessa operação, a empresa americana enviou um técnico para ministrar um treinamento chamado bare hand — trabalho com contato direto do eletricista com a rede energizada.
Quanto maior a tensão, maiores são as distâncias necessárias entre os componentes que isolam os cabos da torre.
Chega um momento em que o eletricista precisa ser conectado ao próprio potencial da rede, no ponto energizado, para realizar determinados serviços.
Para isso, utilizava-se uma roupa especial, extremamente condutiva, além de uma plataforma isolante que permitia levar o eletricista até o ponto de trabalho.
Era uma tecnologia que, para mim, parecia quase inacreditável.
Hoje, trabalhos desse tipo também podem ser realizados com o auxílio de helicópteros.
Depois de todo aquele período de treinamento, começamos a ministrar cursos para outras empresas.
Passei a atender São Paulo, trabalhando principalmente com a Cesp, a Eletropaulo e a CPFL.
Meu amigo ficou responsável pelo Norte e Nordeste.
Como aquela tecnologia era uma novidade no Brasil, algumas escolas de engenharia nos convidavam para fazer apresentações aos alunos e explicar aquela nova maneira de trabalhar com redes energizadas.
Aquela atividade acabou se tornando muito mais do que um emprego.
Era uma profissão.
Era uma especialidade.
E, de certa maneira, era uma parte da minha identidade.
Depois de alguns anos, meu instrutor abriu sua própria empresa e eu passei a atender também os clientes do Norte e Nordeste.
Foi quando comecei a perceber que estava sobrecarregado.
Eu já era casado.
E quase não parava em casa.
Vivia dentro de aviões.
Às vezes ficava quinze, vinte dias fora.
Até que surgiu um convite irrecusável.
Uma empresa de São Paulo havia se associado a uma empresa americana, concorrente daquela onde eu trabalhava, e me fez uma proposta.
O salário e a possibilidade de voltar a morar em São Paulo pesaram muito na minha decisão.
Aceitei.
Não foi fácil deixar a empresa que havia mudado a minha vida.
Foi ali que eu havia aprendido uma profissão que jamais imaginara existir. Foi ali que conheci a linha viva e descobri um caminho profissional que me levaria a lugares que eu nunca tinha imaginado.
Mas não havia outro jeito.
Fui admitido na nova empresa.
Comecei fazendo aquilo que sabia fazer: divulgando a tecnologia, visitando clientes e trabalhando com as empresas que já conhecia.
Parecia que começava uma nova etapa.
Mas seis meses depois aconteceu algo que eu não esperava.
A empresa americana que era sócia da empresa onde eu havia acabado de ingressar comprou a parte brasileira.
Mais uma vez, minha vida profissional mudou de direção.
Pedi demissão.
E recomecei.
Hoje, quando olho para trás, percebo que aquele rapaz que, numa manhã qualquer, estava tentando ligar um rádio na antessala de um comprador da Philco não fazia ideia do que aquela conversa iria provocar.
Ele só estava esperando ser atendido.
E, enquanto esperava, a vida apareceu.
Foi assim que nasceu o meu eu de 1975.
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