Lembre se que um dia eu te Amei
Talvez eu até consiga ajudá-los a Romantizar a Separação, quando eu não tiver mais que lutar para normalizar o Direito das Mulheres continuarem Vivas depois dela.
É curioso como a sociedade adora transformar dor em poesia quando ela não lhe pertence.
Falam sobre términos como quem fala sobre crescimento pessoal, liberdade, reencontros consigo mesmo.
Publicam frases bonitas e bem embaladas sobre recomeços, maturidade emocional e finais necessários.
Tudo muito elegante — desde que a separação não tenha o rosto de uma mulher ameaçada, perseguida, humilhada ou morta por não aceitar permanecer onde já não existia amor, respeito ou segurança.
Romantizar a separação é um privilégio que muitas mulheres ainda não possuem…
Porque, para elas, terminar não significa apenas reorganizar a vida emocional.
Significa calcular riscos.
Medir palavras.
Avisar amigas.
Compartilhar localização em tempo real.
Trocar fechaduras.
Pedir medida protetiva — ou que finge ser.
Significa descobrir que o momento de maior perigo em uma relação abusiva não é durante o relacionamento, mas justamente quando ela decide partir.
E há algo profundamente cruel em uma cultura que ainda pergunta “mas o que ela fez?” antes de perguntar “por que ele acreditou ter o direito de destruir?”.
Como se a decisão de ir embora ainda precisasse ser justificada.
Como se a Liberdade Feminina fosse uma concessão masculina e não um direito inegociável.
A sociedade ensina homens a lidar com a conquista, mas raramente os ensina a lidar com a rejeição.
Ensina posse disfarçada de amor.
Controle disfarçado de cuidado.
Ciúme tratado como intensidade emocional.
E depois se surpreende quando alguns transformam frustração em violência.
Enquanto isso, mulheres seguem aprendendo estratégias de sobrevivência para exercer um direito básico: o de mudar de ideia, partir, recomeçar.
Talvez um dia seja possível falar sobre separação apenas como um rito humano — triste às vezes, libertador em outras, mas natural.
Talvez um dia os textos sobre términos possam ser apenas sobre cura, autoconhecimento e novos caminhos.
Mas, até lá, ainda existe uma urgência muito maior que a poesia: garantir que Mulheres sobrevivam ao simples ato de dizer “não quero mais”.
Se eu não tivesse cerrado meus ouvidos aos que não se atreveram a ir além das arquibancadas, talvez não tivesse sido exitoso na arena.
Existe um tipo de crítica que nasce da experiência, da boa intenção e do desejo sincero de contribuir.
Essa merece ser ouvida!?!
Mas há outra, muito mais comum, que vem daqueles que nunca aceitaram o desafio de entrar em campo.
Pessoas que observam de longe, analisam sem riscos e julgam sem se importar com consequências.
É confortável opinar quando não se carrega o peso da decisão.
Quem está na arena conhece o preço de cada tentativa.
Sabe que a vitória não elimina o medo, apenas demonstra que ele não foi suficiente para impedir o passo seguinte.
Também sabe que o fracasso não é um certificado de incompetência, mas uma possibilidade inevitável para quem escolheu agir em vez de apenas bisbilhotar.
Muitas oportunidades são desperdiçadas porque damos às vozes da arquibancada a mesma autoridade de quem (com)partilha o combate.
Permitimos que o ceticismo alheio se transforme em limite pessoal.
Esquecemos que quem nunca enfrentou a batalha dificilmente compreenderá o valor das cicatrizes.
Silenciar certas opiniões não é arrogância; é discernimento.
Nem toda voz merece ocupar espaço na nossa consciência.
Há momentos em que proteger a própria convicção é uma necessidade, não um capricho.
O êxito muito raramente pertence a quem agradou a plateia.
Geralmente pertence a quem suportou as vaias, ignorou os palpites vazios e permaneceu concentrado no propósito.
Porque, no fim das contas, a arena recompensa a coragem de quem entra para lutar, não a eloquência de quem escolheu permanecer sentado na zona confortável das arquibancadas.
Quantos Sonos eu deixei de dormir com medo do Sono Profundo me abraçar e alguém Precisar de mim?
Há pessoas que passam a vida em estado de vigília.
Não necessariamente só porque sofram de insônia, mas porque carregam a estranha sensação de que descansar é um luxo muito perigoso.
Vivem acreditando que, se baixarem a guarda por alguns instantes, algo dará errado, alguém chamará por socorro ou uma responsabilidade inesperada baterá à porta.
É curioso como o Amor, o Dever e o Medo podem vestir a mesma roupa.
Quem ama, cuida.
Quem é responsável se faz presente.
Mas, quando o medo de falhar se torna maior do que a necessidade de repousar, o cuidado deixa de ser virtude e passa a ser prisão.
O Sono Profundo simboliza muito mais do que o descanso do corpo.
Ele representa a confiança de que o mundo continuará girando mesmo sem o nosso controle.
Dormir é um ato silencioso de entrega.
É reconhecer que nem tudo depende de nós e que há batalhas que precisam esperar, sim, pelo amanhecer.
Quantas noites foram roubadas por preocupações que jamais se concretizaram?!?
Quantas madrugadas foram preenchidas por cenários imaginários, enquanto a vida seguia seu curso sem exigir a nossa vigilância permanente?
Talvez a maturidade também consista em aprender que estar disponível não significa estar esgotado.
Quem nunca descansa acaba oferecendo aos outros apenas os restos da própria força, da própria existência.
E ninguém sustenta uma luz acesa para sempre sem, um dia, ver a chama enfraquecer.
Permita-se dormir em paz.
Se alguém realmente precisar de você, que o encontre inteiro, renovado e capaz de estender a mão com serenidade.
Porque há um Tempo para Velar, mas também há um Tempo Sagrado para fechar os olhos, confiar e simplesmente Descansar.
Talvez, se eu não tivesse cerrado meus ouvidos para as Arquibancadas, a Arena tivesse me Sucumbido.
Há momentos em que sobreviver exige uma espécie de surdez voluntária.
Não porque toda voz externa seja inútil, mas porque, quando estamos no centro da arena, há sempre quem torça pela nossa queda, quem exija espetáculo, quem confunda coragem com imprudência e quem, protegido pela distância, tenha certeza de como deveríamos lutar.
Às vezes, as arquibancadas são muito barulhentas.
Julgam sem carregar o peso da espada, aconselham sem sentir o golpe e comemoram tanto a vitória quanto a derrota — desde que o espetáculo continue.
Aprendi, então, que nem toda voz merece chegar até nós.
Algumas palavras esclarecem; outras apenas confundem.
Algumas críticas nos aperfeiçoam; outras pretendem apenas nos diminuir.
E há aquelas que parecem preocupação, mas são somente a expectativa de assistir ao nosso fracasso de um lugar confortável.
Cerrar os ouvidos, nesse sentido, não foi covardia.
Foi preservar dentro de mim um espaço onde ainda fosse possível ouvir a própria consciência.
Porque a arena não destrói apenas quem perde.
Às vezes, ela sucumbe quem passa tempo demais tentando corresponder aos gritos das arquibancadas.
No fim, talvez maturidade seja justamente isso: saber quando escutar, saber quando responder e, sobretudo, saber quando permanecer em silêncio — não por falta de argumentos, mas porque algumas batalhas terminam no instante em que deixamos de lutar para convencer quem já decidiu o que quer enxergar.
E talvez eu só tenha conseguido atravessar a arena porque, em algum momento, compreendi que o que gira em torno da minha vida não precisava ser um espetáculo para ninguém.
Eu já fui torcedor fanático por futebol. Até que percebi que quando meu time perdia, os jogadores perdiam uma partida e eu perdia o sono. Essa percepção mudou minha forma de assistir às partidas da vida. Hoje não desperdiço meu sono com o que não vale um bocejo. Não é sobre futebol..."
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j.
Se sou lúcido, aí é que sou louco. Lúcido, eu vejo... Louco, descrevo tudo o que vejo, escrevo...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
E quando os braços da noite me envolvem... Eu sou enamorado da lua, admirador das estrelas, amante... De mim mesmo. Com o que sou, e com o que penso. Em algum lugar... Alguém, eu sei que tem...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Acho que louco é quem dá ouvidos às loucuras que escuta... E pior: escreve. Eu estou rindo de mim mesmo.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Pensamentos ilógicos...
Eu queria na minha morte... a vida.
Entoando uma canção sem despedida...
Soneto de fatalidade,
dueto em uma só voz...
incoerência coerente...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
STB....? ou STT?...??? O psiquiatra e o psicólogo juntos no sofá do analista... Na verdade... Eu nunca consigo entender o homem bipolar. Ele é evolutivo, não criativo... É aí que a ciência pede paciência. Pai, Filho, Espírito Santo... Corpo, alma e espírito, feitos a imagem e semelhança. O louco, o poeta e o filósofo... O triângulo da trindade com o olho no centro...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Brincar com aforismos filosóficos... Eu hoje sou definição com afirmação... Amanhã? Se houver... Contradição..!!
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Eu já senti o drama de Hamlet
e até vivi o de Romeu com Julieta,
e sobrevivi ao inferno de Dante.
Com isso, aprendi que sou único como todos...
Alguém que poucas mentes entendem
e que a ciência não sabe explicar.
A minha história não faz parte da História,
nem a História a incorpora.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Quem escreve como eu, escreve cartas sem endereço no mapa, mas sempre chega ao destinatário final. O conselho sussurrado ao vento sempre chega ao ouvido certo...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Enquanto o mundo discute, eu penso. A razão não se deixa ver, porque quem tem não mostra... reivindica.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Se eu pudesse voltar ao passado, faria tudo diferente... Que mentira.
Se isso fosse possível, certamente eu nem existiria.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Eu estou cansado... Olhando o desperdício de vida no cultivo do ódio, que consome a própria vida da vida que se consome...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Raul preferia ser a 'metamorfose ambulante'. Eu tive que me aceitar como 'a contradição em movimento'. Tudo bem. Ele foi humano, eu sou também.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
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