Lembre se que um dia eu te Amei

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As vezes, sinto minha presença tão insignificante que talvez eu não esteja errado, talvez eu realmente não signifique nada.

Era de fato realmente estranho de tudo que eu já havia visto, não sei bem o que dizer nem mesmo como me expressar, o que sinto agora é inédito, e se não é negativo é bem parecido... Quero me abrir agora mais ao mesmo tempo não quero me abrir... acho que na verdade a paz esta no palavrão que eu não digo.

Engraçado como eu sinto quando as pessoas querem se afastar de mim... o pior ainda é compreende-las, ninguém aguenta meu gênio forte, minha personalidade.
Sei que sou insuportável em determinado momento, mais é ruim esse sentimento, essa sensação das pessoas te evitar pelo que você realmente é, sem mascara nenhuma.
Mais a vida continua, uma coisa nessa caminhada eu aprendi:
As pessoas veem e vão, é sempre assim...
Queria que fosse diferente, mas talvez se fosse diferente não teria sentido nem lógica, a lógica que eu ainda não entendi.

Não vou falar o motivo, mais eu to muito feliz porque acontecerão muitas coisas ao mesmo tempo que estão me dando muita, mais muita vontade de querer viver cada vez mais e mais... agora o motivo eu quero que vocês se fodam, vão fica na curiosidade mesmo... (risos).

E depois de dez meses refletindo eu descubro que meu erro foi tentar ser feliz demais.

⁠O único final que eu gosto de chegar
É o dos livros.

⁠Na vida eu vivo remando contra a maré.

⁠Hoje eu sou feio. Mas já fui o menino mais desejado da escola. Uns desejavam me bater, outros me matar.

Talvez eu nunca consiga ser o irmão que os meus merecem, mas fui agraciado com os melhores. Minha eterna gratidão, Pai!

Há 18 anos eu já tinha fé, mas descobri — às duras penas — que ainda não era fiel o suficiente para não lamentar a “volta para casa do Pai” do meu pai.

⁠Só está faltando isso aqui, para eu entrar na fila dos mal-educados e ir tomar café na sua casa, sem nem te avisar.

Ainda bem que eu acordei. Se há coisa que me deixa com raiva é gastar o inconsciente sonhando besteira.


_ Mafalda⁠

⁠Entre a
indiferença e a imposição,
eu fico com a que
fere menos:
a indiferença.


A imposição já chega fazendo barulho demais, atravessando vontades, atropelando silêncios…


Ela não pergunta, determina.


Não escuta, ordena.


E quase sempre se disfarça de cuidado, de verdade absoluta, de “é para o seu próprio bem”.


Mas deixam marcas — profundas, invisíveis e até persistentes.


A indiferença, embora gélida, ao menos respeita nossas fronteiras.


Dói, sim.


A ausência pesa, o vazio ecoa…


Mas nela ainda há espaço para respirar, para escolher, para não ser moldado à força pelo desejo do outro.


A indiferença não invade a alma; apenas passa ao largo dela.


Entre ser ignorado e ser violentado em nome de certezas alheias, há uma diferença crucial: um fere pela falta, o outro fere pelo excesso.


E excessos, quando impostos, quase nunca constroem — apenas nos quebram.


Talvez o ideal fosse o cuidado que escuta, o amor que propõe sem impor, a presença que respeita.


Mas enquanto isso não acontece, que ao menos nos poupem da brutalidade das verdades empurradas goela abaixo.


Entre a indiferença que não pede para ir nem ficar e a imposição que já chega metendo os pés na porta, que fique a indiferença.


Porque aquilo que não toca pode até doer,
mas o que força… costuma ferir demais.


Me abandone, mas não me atormente!

⁠Que ninguém, jamais, experimente esses corredores e quartos para curar somente o corpo.


Eu espero que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses corredores e quarto hospitalar, consiga se curar e se reinventar…


E que todos se tornem pessoas — físicas e espiritualmente — melhores!


Que ali não se trate apenas da carne ferida, do osso quebrado ou do órgão cansado…


Mas também das certezas empedernidas, das pressas inúteis e das arrogâncias silenciosas que infelizmente costumamos carregar.


Que os corredores hospitalares, com seus passos contidos e silêncios deveras constrangedores, nos revelem o que muitos anos de saúde insistem em esconder: que a vida é frágil, o controle é ilusório e a empatia não é opcional.


Entre um leito e outro, o tempo desacelera e até se arrasta para que a alma, finalmente, alcance o corpo.


Que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses quartos consiga, sim, se curar — mas que vá além.


E consiga se permitir se reinventar.


Que saia dali com menos soberba, mais gratidão; menos indiferença emais humanidade.


Que aprenda a ouvir, a esperar, a respeitar o ritmo do outro e o próprio limite.


E se a medicina restaurar o corpo, que a experiência lhe restaure o olhar.


Que todos saiam melhores: fisicamente fortalecidos, espiritualmente mais atentos, e profundamente conscientes de que viver bem não é apenas sobreviver — é aprender a cuidar, de si e do próximo, antes que a dor precise ensinar novamente.


Amém!

⁠⁠Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.


Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.


Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.


Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.


E está tudo bem.


Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.


Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…


Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.


Nem toda ausência precisa virar ruído.


E nem todo silêncio é pedido de aplauso.


Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.


Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.


Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.


Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.


Que se contente com ela.


E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.


Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.


O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.


É o berço do descanso da alma…


O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.


É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.


E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.


Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.

⁠Noutros tempos, eu também já tropecei em vários infortúnios: o mais desonesto deles era me preocupar com opiniões alheias.


Alguns vinham disfarçados de acaso, outros de destino.


Mas o maior deles não caiu do céu nem brotou do chão:
nasceu do excesso de atenção às opiniões alheias.


Enquanto eu media meus passos pelo olhar dos outros, perdia o ritmo do que realmente era meu.


Cada julgamento externo virava régua,
cada expectativa alheia, uma pedra a mais nos ombros…


Mas não era o mundo que me limitava — era eu, entregando minha autonomia à aprovação de quem não podia caminhar meus passos, ainda que suportasse o peso das minhas sandálias.


É curioso perceber que o medo de desapontar
quase sempre nos faz abandonar a nós mesmos.


E, nessa tentativa constante de agradar,
vamos nos desencontrando do que sentimos, pensamos e somos.


O dia em que compreendi isso foi muito menos Libertador do que Honesto.


Doeu admitir que muitas quedas não foram empurrões,
mas escolhas deliberadas feitas para caber em opiniões que nunca me pertenceram.


Hoje, quando tropeço, sei diferenciar:
há infortúnios que ensinam,
e há distrações que aprisionam.


Preocupar-se demais com o que pensam de nós
é uma das mais silenciosas —
porque parece prudência,
mas cobra o preço da própria liberdade.


Definitivamente, é impossível bancar um aluguel tão caro por um imóvel sem a menor condição de habitar: a aprovação alheia.

⁠Eu sei que a Salvação é uma decisão muito pessoal, mas até a Eternidade eu quero Dividir com você.


A Salvação é um encontro íntimo entre a consciência e Deus, um “sim,” que ninguém pode dar por nós.


É travessia solitária, é escolha que nasce no silêncio da alma, é responsabilidade que não se transfere.


Mas a Eternidade…


Ah!?!


A Eternidade é grande demais para ser caminhada sem as amorosas sandálias da empatia.


Porque amar alguém é desejar que o tempo não seja suficiente.


É querer que os dias não terminem no calendário, que os abraços não sejam interrompidos pela finitude, que as conversas não se percam na poeira das horas.


Amar é desejar continuidade — não apenas no presente, mas para muito além dele.


Se a Salvação é pessoal, o Céu que imagino é relacional.


Não faz sentido sonhar com a luz sem querer compartilhar o seu brilho.


Não faz sentido falar de paz eterna sem desejar que quem amamos também a experimente.


Talvez seja isso que o amor faz com a fé: ele a expande.


Ele transforma a oração individual em intercessão.


Transforma a esperança silenciosa e solitária em promessa compartilhada.


Eu sei que a decisão é sua…


E respeito o seu tempo, suas dúvidas, suas batalhas e seus caminhos…


Mas até a Eternidade eu quero dividir com você — não por imposição, não por medo, não por obrigação…


Mas por amor.


Porque quando o amor é verdadeiro, ele não quer apenas estar junto na vida finita.


Ele quer atravessar o infinito de mãos dadas para viver a Eternidade.


Te amo!

⁠Talvez eu até consiga ajudá-los a Romantizar a Separação, quando eu não tiver mais que lutar para normalizar o Direito das Mulheres continuarem Vivas depois dela.


É curioso como a sociedade adora transformar dor em poesia quando ela não lhe pertence.


Falam sobre términos como quem fala sobre crescimento pessoal, liberdade, reencontros consigo mesmo.


Publicam frases bonitas e bem embaladas sobre recomeços, maturidade emocional e finais necessários.


Tudo muito elegante — desde que a separação não tenha o rosto de uma mulher ameaçada, perseguida, humilhada ou morta por não aceitar permanecer onde já não existia amor, respeito ou segurança.


Romantizar a separação é um privilégio que muitas mulheres ainda não possuem…


Porque, para elas, terminar não significa apenas reorganizar a vida emocional.


Significa calcular riscos.


Medir palavras.


Avisar amigas.


Compartilhar localização em tempo real.


Trocar fechaduras.


Pedir medida protetiva — ou que finge ser.


Significa descobrir que o momento de maior perigo em uma relação abusiva não é durante o relacionamento, mas justamente quando ela decide partir.


E há algo profundamente cruel em uma cultura que ainda pergunta “mas o que ela fez?” antes de perguntar “por que ele acreditou ter o direito de destruir?”.


Como se a decisão de ir embora ainda precisasse ser justificada.


Como se a Liberdade Feminina fosse uma concessão masculina e não um direito inegociável.


A sociedade ensina homens a lidar com a conquista, mas raramente os ensina a lidar com a rejeição.


Ensina posse disfarçada de amor.


Controle disfarçado de cuidado.


Ciúme tratado como intensidade emocional.


E depois se surpreende quando alguns transformam frustração em violência.


Enquanto isso, mulheres seguem aprendendo estratégias de sobrevivência para exercer um direito básico: o de mudar de ideia, partir, recomeçar.


Talvez um dia seja possível falar sobre separação apenas como um rito humano — triste às vezes, libertador em outras, mas natural.


Talvez um dia os textos sobre términos possam ser apenas sobre cura, autoconhecimento e novos caminhos.


Mas, até lá, ainda existe uma urgência muito maior que a poesia: garantir que Mulheres sobrevivam ao simples ato de dizer “não quero mais”.

Onde eu nasci fraqueza nunca foi opção, garimpando a sabedoria divina no meio da tempestade. - No topo com humildade e gratidão. 🏆

Onde eu nasci fraqueza nunca foi opção, porque a meta é ver a mãe sorrindo e o prato cheio. - Fé em Deus e marcha no corre! 🔥