Lembre se que um dia eu te Amei

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Hoje eu decidi que quero mudar a minha vida. Fazer valer todos os meus sonhos. Entre grilhões e rachaduras, darei o meu melhor por tudo aquilo que me importa, ainda que tropece algumas vezes. Não quero mais intrigas nem discussões. Não quero mais ódio fora o necessário para a minha humanidade, assim como aquele que impulsiona. Hoje renasço mais uma vez, na luz daquele que nunca aceitou as correntes. Na minha luz, pois não sou diferente dele, se somos todos a fonte em uma prisão.
- Marcela Lobato

Talvez lá seja bem melhor
E se lá for o meu lugar?
E se lá estiver todo o amor
Que eu vivo tentando encontrar?


Não aguento mais essa dor
Sei que nunca vou me encaixar
Não que eu queira ser "normal"
Mas e se não puder ficar?


Aqui o sol nunca vai nascer
Entre palavras que cortam a alma
Talvez lá seja o fim da dor
Talvez lá eu possa encontrar
Alguém igual a mim
Alguém que possa me amar.
- Marcela Lobato

Eu esperei
Sempre esperei
E sempre esperaria.
Enquanto viver
Inevitavelmente vou esperar.
Só que não posso mais.
Não vou mais tentar
Nem lutar.
Não é que eu não queira
Eu sempre vou querer
Mas não posso mais ficar
Nas grades dessa prisão
E não posso mais fingir
Que tudo será melhor depois.
Eu desisti do mundo.
Eu desisti dos planos.
Eu desisti.
- Marcela Lobato

Eu daria a eternidade por aquele momento
E na minha mediocridade, então, entrego
O que restou de cacos encaixotados
Na resina do tempo
Que gira, mas não roda
Que foge, mas não apaga
E por detrás de todo o ódio
O oposto se exala.
- Marcela Lobato

Tem momentos onde percebo muito claramente que nunca vou encontrar alguém como eu, e nem que seja capaz de me entender em algum nível. Eu sempre vou estar sozinha. Sempre será assim. Mesmo que houvesse milhões de pessoas aqui, ainda estaria completa e absolutamente só.
- Marcela Lobato

Com ou Sem Você


Eu vou seguir, com ou sem você. Vou realizar os meus sonhos, e bater de frente com tudo o que combato, com ou sem você. Vou trazer ao mundo o que resta dos meus sentimentos, de toda essa arte, com ou sem você.
No fim, escolherei a partida. Direi o último adeus, quando meus passos não forem mais os mesmos, e não restarem motivos. Enquanto viver, posso até amar, mas não estarei mais esperando pelo que pode acontecer. Não vou mais te esperar. Eu vou seguir, bem ou mal, com ou sem você aqui.
- Marcela Lobato

Eu queria que, ao menos, tivesse sido algo, mesmo que acabasse. Mesmo que o fim viesse depressa, queria que tivessemos sido mais que um "quase um quase". Preferia uma tragédia grega do que essa realidade. Ao menos assim você seria mais do que um fantasma, e eu poderia, talvez, seguir em frente. Ao menos assim essa dor valeria a pena.
- Marcela Lobato

Talvez meu maior defeito seja essa necessidade imparável de expressar o que sinto pela arte. Eu não sei fazer uma música "do nada". Não sei ver um filme e criar inspirada em uma história fictícia ou longe da minha realidade. Se não escrevo ou canto, sufoco. E não basta criar, preciso mostrar ao mundo.
As vezes seguro coisas que faço por medo de consequências. Por medo que alguém entenda errado, ou que aquilo machuque alguém que me importa, mas me machucou e gerou aquilo em algum momento. O problema é que sinto que sufoco a cada segundo que seguro algo que precisa ser dito, e não sei o quanto ainda posso resistir segurando tudo isso.
E se quem gerou o que me fez compor ou escrever nunca tivesse acesso ao que fiz, sinto que seria como guardar tudo só pra mim. Não quero atingir, apenas falar. Por muitos anos calei todas as minhas dores. Na infância, sempre fingia estar bem, mesmo quando todos os dias era humilhada em ambientes escolares extremamente hostis. Talvez isso tenha me feito ser assim hoje, e talvez o que chamo de "grande trauma primordial" tenha tido tanta força por isso, me afetando até hoje, em 2026, mesmo que tenha acontecido quase em outra vida, em 2011.
Quando eu escrevo, é porque já não tenho opção. Quando escrevo é porque é isso ou desaparecer. É porque é a única forma de suportar e sobreviver a mim mesma. É porque ou grito, ou deixo o que calei continuar me corroendo por dentro. Eu queria poder ser sincera, e explicar as coisas para quem precisa saber, mas na maior parte do tempo isso não é uma opção, e muitas vezes, tentando me explicar, parece que só consigo estragar tudo de vez.
- Marcela Lobato

Escrevo sob corpos. Cada música é uma morte. Em todas, eu sou a vítima, deixando sobre o chão o meu próprio cadáver. Renasço como uma vampira, e sugo o meu próprio sangue para fazer da dor uma nova arte, enquanto gasto todas as minhas vidas, até que chegue o dia onde sol me queime, e não me deixe mais voltar a abrir os olhos. Quando terei escrito a última poesia, a última música e o último poema. Quando finalmente a dor cessará e não terei mais que morrer para me manter viva.
- Marcela Lobato

O que é a felicidade pra mim?


Antigamente, eu diria que amar e ser amada, preferencialmente trabalhando com o que ama também. O que, pra mim, já que essa é uma pergunta muito subjetiva, seria tudo o que eu queria e precisava. Hoje, eu digo que a felicidade só existe realmente em filmes e séries onde a justiça sempre acontece e geralmente o amor dá certo de alguma forma, por mais improvável que seja. Hoje eu não acredito em felicidade, só em momentos felizes que nunca duram o bastante e raramente acontecem.
O nosso mundo é uma fábrica de dor, não de sorrisos. É inútil esperar pela felicidade. Raramente alguém consegue isso. A dor é a única certeza da vida, tanto física quanto emocional. Quando você para de esperar por algo bom, é quando para de sofrer tanto pela falta disso. Você entende o jogo.
Se há felicidade, não é aqui. Talvez do outro lado, em outra vida, em outro mundo. Mas não aqui. Raros sortudos conseguem isso, mas mesmo assim, costuma acabar em algum momento. Se a gente considerar o amor como parte da felicidade de alguém, que é sempre subjetivo, a vida sempre vai dar um jeito de arrancar a pessoa de você, ou te arrancar dela se você tiver mais sorte e viver menos. Mesmo que encontre o "felizes para sempre", em algum momento vai perder ou será a perda. Claro, eu preferiria viver isso, mesmo que perdesse, do que não, mas... Pra os raros que conseguem isso de verdade, além da fachada, ou de relações de plástico, por conveniência, onde seria fácil deixar o outro pra trás, mesmo esses não costumam ter um final feliz, ainda que consigam, contra todas as probabilidades, uma vida assim.
As vezes sinto falta de acreditar nisso, mas raramente eu sinto de novo como se o impossível fosse possível. Talvez, por crescer entre o fim dos anos 90 e início dos 2000, vendo comédias românticas, me tornei uma romântica e tive, desde que me entendo por gente, o amor como a razão da tudo. Hoje o amor é algo fora de moda, considerado tosco e até estranho. Essa não é mesmo a minha época. Sinto que perder isso foi como perder o sentido de tudo. Isso era a felicidade pra mim. Antes eu dizia, e realmente acreditava, que poderia morar embaixo de uma ponte e ser feliz, contanto que estivesse com quem amo. Eu sei, é estúpido. Mas essa é a verdade sobre mim. Felicidade, pra mim, é ilusão.
Hoje o dinheiro é o que mais importa pra tornar a vida um pouco menos insuportável, já que ele vale mais que a vida de qualquer pessoa no sistema que vivemos. Além disso, por minhas questões de saúde, jamais poderia morar embaixo de uma ponte hoje. No fundo, ainda daria tudo pra reencontrar o que perdi e mudar de ideia, mas... Aqui é a vida real, não é?
- Marcela Lobato

Não Há Ninguém


Eu sei que sou como o pó levantado na calçada de uma rua qualquer, esquecida em um beco sem saída. Sei que caminho em passos tortos, de uma espécie de rascunho mal feito e mal passado. Sei que minhas sombras me engolem nas noites em que o coração se parte.
Busco aquilo que talvez não haja, no labirinto estreito de memorias perdidas. Tantas perdas sentenciaram o peito pelo nó de uma corda amarrada em espinhos. Ao afundar, não tive ninguém. Quando me afogar, não haverá ninguém.
- Marcela Lobato

A verdade é que, eu não quero que isso mude. Eu não sei o que do passado ficou, ou o que em outra vida acessei, mas sei que mesmo que eu sofra pra sempre e morra sozinha, não quero te esquecer. Não quero deixar de sentir, de te amar.
Ainda que seja em vão, que isso me dilacere dia e noite. Ainda que sinta sua falta para sempre, e que você nunca se lembre, eu não vou te deixar partir, não de dentro de mim. Te liberto, mas em mim sempre haverá essa chama, de algo que não compreendo, que me destroça, mas que também é a minha única força.
- Marcela Lobato

Eu vou pra longe
Onde a foice me encontre
Nesse mar de breu
A escuridão é minha luz


Se o monstro sou eu
Caminho entre os véus
Subi além dos céus
E cai por você.
- Marcela Lobato

Eu queria ser a princesa
Mas por algum motivo
Alguma fúria do universo
Eu sempre serei a plebeia...
Quando o universo
Me da uma chance
De finalmente ser a princesa...
Eu sem perceber e aos poucos
A quebro no meio...

Parando pra pensar, talvez eu nunca tenha sido a primeira opção de ninguém. Nem alguém que a pessoa pensasse em apresentar pros pais num almoço de domingo. Talvez eu sempre tenha sido visto como uma aventura, a história de uma noite ou um relacionamento escondido, enquanto por dentro a única coisa que eu queria era construir algo sólido e duradouro.
​Com o tempo, compreendi que talvez eu nunca devesse fazer parte do destino, mas sim do caminho. Talvez eu sempre tenha sido o ensaio pra vida real de quem passou por mim. O porto seguro onde as pessoas aprendem algo, viram versões melhores de si mesmas e partem pro verdadeiro amor da vida delas.
​E tá tudo bem. Sigo em paz com o que entreguei.

Desculpem me os emergentes que buscam quadros coloridos para combinarem com a cor do sofá.Eu não realizo a intermediação de quadros e sim de importantes obras de arte. Também não busco intermediações de " estautuas" e sim de esculturas significativas para a historia da arte. O comum e o abundante das feirinhas de arte e de antiguidades, não são meu foco. Busco obras primas, para um grupo seleto com historia e qualidade que por si só são investimentos únicos, patrimônio diferenciados e cada vez mais raros, pelo mundo de hoje, todo.

Particularmente eu não gosto de aquários, nem de gaiolas e muito menos de prisões. Na minha exclusiva filosofia de vida creio que todo o ser vivo existe para viver em plena liberdade, desde que cumpra seu personalíssimo papel por formas consciente ou instintiva, sustentável e responsável no continuo ciclo da natureza.

Todo artista cria, produz na mesma proporção que vende e comercializa seus trabalhos. Eu particularmente, nunca conheci um artista que tenha um mercado, mesmo que pequeno ou regional, produzir e guardar um grande números de obras magnificas. Dificilmente o artista é um acumulador, ele produz e espalha para o mundo. Por que sabe fazer, ele não guarda a não ser o material, por que quando quer, faz. Já vi artistas guardarem, estudos, desenhos, esboços e obras não acabadas. Sendo assim, quando me deparo com uma super produção inédita e com um grande numero de obras magistrais, desconhecidas do mercado, fica em mim a suspeita se são verdadeiramente originais do artista ou um releitura ao modo de, realizadas por um hábil copista.

⁠Entre tantas palavras e pensamentos trocados, ao longo de vários encontros nas noites cariocas, eu e o decano Arthur Poerner temos a mesma visão e convicção. Acreditamos na arte e na cultura como plataformas de resistência jovem e dinâmica neste "multimundo" de imagens, é por si a objetiva linguagem plena, a favor da verdadeira liberdade.

"Eu tive o melhor momento da minha vida
Nunca me senti assim antes...
Juro que isso é verdade
E devo tudo a você"