Lembrança

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Porque cada erro virou mais distância,
cada escolha uma nova lembrança.
E no fim dessa história que ninguém escreveu,
descobri tarde demais: eu ainda era seu.

⁠Na madrugada, frequentemente recordo algo ao despertar; contudo, ao retornar ao sono, a lembrança desse exato pensamento se esvai. Com o amanhecer, tudo se desvanece na obscuridade dos meus pensamentos. Coisas da minha mente que se dissipam com a luz do dia.

Algumas lembranças existem apenas para nos confundir, como se o passado brincasse de esconder o que realmente aconteceu.

Enquanto a lua pintava a sombra do sol perdido, o silêncio aprendia a dançar com as lembranças.

Meu olhar se perde triste nas lembranças de nós dois.
Momentos que ficaram na fotografia e na memória antiga.

A surpresa da tua presença inesperada me trouxe uma breve lembrança do gosto de estar perto de mim.
É curioso como eu sempre me perco no que sei, para encontrar o que realmente preciso descobrir.


Eu já tinha te visto, mas nunca tinha te encontrado.
Incapaz de decifrar o teu olhar, torço para que eu possa caminhar até você sem medo.
Mesmo que seja breve, eu quero sentir esse gosto de mim —
e, quem sabe, encontrar um vestígio do caminho de volta.


Entre toques disfarçados, sorrisos escondidos e a mentira da verdade,
eu senti algo.
Não sei o quê, mas algo que me trouxe o medo…
e aquela sensação de volta.


Analiso teus passos na minha mente enquanto minha confusão cresce.
Tua silhueta me chama.
Eu tento não perder meus sentidos,
mas vejo teu disfarce —
e torço para que você decifre o meu.


Para que então eu possa atravessar nossa linha,
mesmo que às vezes pareça que não há nenhuma.
Quem sabe ela só exista na nossa cabeça.


Me ajuda a te entender…
o que queres que eu faça?




( ..legra )

"Me trate como opção, viro lembrança."

Não fosse o saudosismo, nem as más lembranças de você sobreviveriam.

⁠A rigidez do pensamento lógico e racional, fará com que a existência seja uma mera lembrança.

“A Permanência do Teu Nome”


Há lembranças
que não se despedem do coração.
-
Ficam —
como o cheiro do café recém-passado
na cozinha de uma manhã antiga,
ou como a luz morna da tarde
escorrendo pela janela da memória.
-
Teu nome
ainda repousa nos cantos do meu silêncio,
como um livro aberto
que o tempo nunca terminou de ler.
-
Às vezes penso
que o amor não morre —
apenas aprende
a morar nas coisas pequenas:
-
na música distante de um rádio esquecido,
no perfume de chuva tocando a terra,
no gesto automático de olhar ao lado
quando algo bonito acontece.
-
Porque a memória,
quando nasce do afeto,
não obedece ao calendário.
-
Ela cresce quieta
como hera sobre os muros da vida,
entrelaçando os dias
até que o passado e o presente
respirem o mesmo ar.
-
E assim compreendo,
com uma ternura quase dolorida:
-
talvez a verdadeira eternidade
não esteja nas estrelas distantes,
mas no simples fato
de alguém continuar vivendo
dentro do pensamento de outro.
-
Pois quem foi amado
não desaparece do mundo —
-
apenas se transforma
em lembrança luminosa
caminhando conosco
pelos corredores do tempo.
-
E enquanto eu respirar,
em algum lugar do meu peito
teu nome ainda florescerá
como uma primavera
que a memória
se recusa a deixar morrer.

Dê valor na vida enquanto ela existir, para a morte dê apenas lembrança.⁠

Muitas são as lembranças que o tempo não desfaz...
as doces lembranças da infância, das brincadeiras de criança.
Lembranças de momentos em que a felicidade parecia sonhos que se realizavam...
Não se vive de passado, mas sem passado não existe presente...Não existe o agora!
" Que seus melhores sorrisos ilumine todos os seus espaços"
23/12/16

Lembranças...de ontem!

Desabam no mar pingos celestiais
Anseio ascender em ondas de sussurros
Porque deixei de voar nas ilusões...
Mas vejo pássaros trajados de tantas cores
E Gaivotas voando sobre o mar...

O silêncio da solidão mostra-se aos meus olhos
Eu queria mais um tempo no teu infinito e
incomensurável mundo...

Como nos acalma as juras de amor
Ainda me inflama à alma tuas palavras...

Na voraz caminhada dos difíceis dias
Tão-somente quero esquecer as mágoas...

Será na primavera que tua alma posso achar
Para onde se ausentou teu coração?

Mais tarde quando estiver silencioso meu espírito
porque meus pássaros silenciaram...e não mais houver o amanhã
Uma voz fale aos teus ouvidos....de todos os meus sonhos
E guardes de mim dentro de ti....as lembranças deste amor de ontem!

Decisões não apenas definem destinos, mas moldam veredas, desenham jornadas e gravam lembranças na tessitura de nossa existência.

Tudo o que temos na Terra — objetos, coleções, lembranças guardadas em caixas e prateleiras — um dia deixará de ser nosso. Por mais que cuidemos com carinho, nada disso nos pertence de verdade. São coisas que o tempo devolve ao mundo, e que, depois de nós, talvez caiam nas mãos de pessoas que nem saibam o valor que tiveram para o nosso coração.
Aquilo que um dia foi precioso, para outros pode ser apenas um objeto qualquer. Podem rir, vender, ou simplesmente deixar de lado algo que, para nós, tinha história, afeto e significado.
É então que a gente entende que o que realmente vale é o que o tempo não pode levar — o amor que cultivamos, as palavras boas que deixamos, os gestos de bondade que florescem em outros corações. Essas são as verdadeiras riquezas: invisíveis, mas eternas.
Os objetos ficam, mas o amor caminha conosco — e é a única coisa que segue além da Terra. 🌸

⁠Nas asas do tempo, as lembranças voam suavemente, trazendo consigo os suspiros de momentos que jamais esquecerei.

Na sua ausência momentânea, me vem as lembranças de nossas loucuras e consigo te inventar e reinventar. Arrancar por outras e várias vezes os mesmos sorrisos que já me proporcionou... Os desejos que em mim revelou e todas as vontades que me despertou.

Não transforme espinhos em lembrança. Que só as rosas habitem sua memória.

O fogo de um olhar irá queimar as velhas lembranças de teu passado não esquecido... incendiar teu coração gelado... se encontrar no teu olhar perdido.

Dizem por aí
Dizem por aí, que sou eu quem rouba as tuas lembranças,
quando estás pensativa.
Dizem que sou eu quem rouba os teus amigos,
roubo alimentos e delírios e levo embora a tua bússola de destinos.
Dizem por aí, que roubo a tua água, sabão e esponjas que lavariam os teus erros.
E dizem mais.
Dizem que fui ligeiro, ao encher os teus olhos de areia e pendurar aranhas nas luas cheias plantadas em teus jardins.
A Globo não diz, mas teus seios cresceram me esperando.
Não diz que os meus arbustos floresceram, exercitando os seus músculos, dentro da solidão e saudade de ti.
Dizem por aí, que eu me fiz passar por alguém que a levaria ao cinema.
Mas, de bolsos vazios? Claro que não apareci.
Te neguei refúgio, neguei-te a claridade e roubei os teus cigarros.
Fiz desenhos alunares e a deixei sonhando com o altar.
É claro que todos estão certos, afinal, sou esse monstro repleto de traças e de brochuras. Sou único, a montar e desmontar os teus quebra-cabeças.
Dizem as esquerdas, que conhecestes a liberdade, através de mim!
Não dou testemunhos falsos.
Juntos, caminharemos firmes rumo ao massacre.
Deixe que falem que sou romanesco e até simplório. Deixe que chorem.
Lágrimas salgadas de oceano são sintomas sem vidas. Foi o Fernando quem falou essa coisa.
Loucuras sem método? Aguarde notícias.
Só não interfira no que faço. Deixe-me errar. Eu sei errar sozinho.
Quando o poeta está errando, deixe que enlouqueça.
Não afugente os seus delírios.
De mãos dadas, rumaremos ao desastre.
Pode ser que nos matem e que nos rasguem, e até nos apaguem. Se a direita ressuscitar, isto é certo.
Mas vamos nos pertencer. Formaremos uma só ideia. Alimentaremos a tudo que de certa forma possa gerar futuros.
Chegaremos ao futuro expondo nossas vísceras. Seremos dois gigantes destemidos. Não vamos perpetuar orçamentos em segredo.