Lavar
AMO
Poder pular da cama bem cedinho,
Lavar a carinha com a mão em conchinha
E fazer deste lugar o infinito lar, o colorido bonito
Do infinitivo amar, já que é aqui que com o dedinho
Transponho tudo o que na casinha da alma eu sonho!
Guria da Poesia Gaúcha
Se viver for apenas acordar, ir lavar o rosto, tomar café da manha, ir trabalhar
Se viver for apenas caminhar pela calçada, pagar as contas, atravessar a rua
Se viver for apenas chegar em casa, tomar um banho, assistir a novela, dormir
Se viver não for chorar, sentir...
Se viver não for imaginar, sorrir...
Se viver não for pensar, sonhar...
Então que venha logo a noite, pra eu dormir e não acordar...
Sinto o vento lavar meu rosto,
A chuva que cai. O aroma da terra.
O clarão impotente ilumina minha essência,
minha alma chora como as nuvens hoje.
Na escuridão tenho raios de bom senso.
Sou noite chuvosa, sou estrela e cometa,
sou tempestade e trovão.
Sou só
Ta tudo bagunçado.
Ta na hora de organizar tudo.
Lavar as paredes do coração;
Pintar as lembranças boas com cores vivas;
Levantar as colunas da felicidade que estavam quase quebrando;
Colocar livros de poesias na estante;
Comprar um espelho, preciso olhar mais por dentro de mim;
Fazer uma decoração com flores e borboletas, combinam muito comigo
E o mais importante, trocar o segredo da fechadura.
Depois de tudo isso pronto,
Um belo sorriso no rosto como sinal de INAUGURAÇÃO
Novo centrifugador de roupa suja no mercado: Facebook
aqui você pode lavar sua roupa suja sem muitos gastos!
Hoje esta chovendo novamente, penso comigo, são muitos sentimentos que a chuva trás. Ela pode lavar a terra e regar às plantas, ela pode destruir árvores e criar pontes. Porem, qual sentimento profundo que você senti quando a brisa do ar fresco bate na sua pele? Sim, bem naquele momento que você escuta o cair da água e os olhos enxergam às nuvens escuras? Talvez seja o sentimento mais nobre de gratidão. Gratidão pelo que essa chuva vem entregar, as vezes também chove por dentro do nosso peito, alaga à alma e transborda nos olhos. Aprendi com o tempo a trabalhar esses temporais e tenho muito pouco tempo. Talvez eu aprenda mais e mais a cada dia com essas gotas ,que de maneira cientifica, é explicada pelos cientistas e por filósofos é pura poesia. Nesses temporais encontramos nosso próprio ser, esse dom de pararmos de olhar o exterior e olhamos pra dentro; de certa forma encontrei nesse momento o motivo de sorrir. Pode sorrir comigo?
Veio a chuva intermitente
Lavar o campo e cidade
fazer brotar a semente
trazendo a prosperidade
Manhã assim tão bonita
onde a chuva faz melodia
nenhum coração se agita
e ganha da vida mais um dia !
O que seria da minha casa sem eu pra lavar a louça do almoço,
só funções primordiais para o bom funcionamento da logística do país...
Não Vou Mais Lavar os Pratos
Não vou mais lavar os pratos.
Nem vou limpar a poeira dos móveis.
Sinto muito. Comecei a ler. Abri outro dia um livro
e uma semana depois decidi.
Não levo mais o lixo para a lixeira. Nem arrumo
a bagunça das folhas que caem no quintal.
Sinto muito.
Depois de ler percebi
a estética dos pratos, a estética dos traços, a ética,
A estática.
Olho minhas mãos quando mudam a página
dos livros, mãos bem mais macias que antes
e sinto que posso começar a ser a todo instante.
Sinto.
Qualquer coisa.
Não vou mais lavar. Nem levar. Seus tapetes
para lavar a seco. Tenho os olhos rasos d’água.
Sinto muito. Agora que comecei a ler quero entender.
O porquê, por quê? e o porquê.
Existem coisas. Eu li, e li, e li. Eu até sorri.
E deixei o feijão queimar...
Olha que feijão sempre demora para ficar pronto.
Considere que os tempos são outros...
Ah,
esqueci de dizer. Não vou mais.
Resolvi ficar um tempo comigo.
Resolvi ler sobre o que se passa conosco.
Você nem me espere. Você nem me chame. Não vou.
De tudo o que jamais li, de tudo o que jamais entendi,
você foi o que passou
Passou do limite, passou da medida,
passou do alfabeto.
Desalfabetizou.
Não vou mais lavar as coisas
e encobrir a verdadeira sujeira.
Nem limpar a poeira
e espalhar o pó daqui para lá e de lá pra cá.
Desinfetarei minhas mãos e não tocarei suas partes móveis.
Não tocarei no álcool.
Depois de tantos anos alfabetizada, aprendi a ler.
Depois de tanto tempo juntos, aprendi a separar
meu tênis do seu sapato,
minha gaveta das suas gravatas,
meu perfume do seu cheiro.
Minha tela da sua moldura.
Sendo assim, não lavo mais nada, e olho a sujeira
no fundo do copo.
Sempre chega o momento
de sacudir,
de investir,
de traduzir.
Não lavo mais pratos.
Li a assinatura da minha lei áurea
escrita em negro maiúsculo,
em letras tamanho 18, espaço duplo.
Aboli.
Não lavo mais os pratos
Quero travessas de prata,
Cozinha de luxo,
e joias de ouro. Legítimas.
Está decretada a lei áurea.
O Shampoo Sempre Termina Antes
Justamente! Primeiro é preciso lavar, massagear, eliminar a sujeira, aliviar o peso da moleira, para só depois condicionar e confortar os poros, pois para respirar o ar benéfico precisamos estar de coração limpo e com a alma leve.
Ninguém jamais conseguirá adentrar no mundo dos sonhos sem antes conseguir eliminar as crostas da alma. É imprescindível passar por uma limpeza caprichada. O contrário é antiestético, séptico.
Então, vamos deixar escorrer pelo ralo tudo o que nos causa esqualidez, ardência e pruridos, para que assim tenhamos mil razões para prosseguir em busca dos nossos objetivos.
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