Lar

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"Obrigado, Senhor, por mais um dia vivido plenamente, por mais um retorno ao meu lar!Abençoe a minha família e os meus amigos! Que nosso descanso seja reparador, para que possamos ter forças e fé para mais um dia na jornada da Vida."

Meus olhos se abrem com estranheza, não reconhecendo o meu entorno, sem conhecer aquele sorriso largo que está brincando entre meus lábios com ironia;
Sem entender o motivo que minha mente tanta divaga em qualquer coisa que não seja eu; sem compreender o motivo de tanta angustia mesmo quando tudo parece bom.
As crises sempre voltam e junto com aqueles pensamentos, que são como adagas pequenas fincadas em meu dedo mindinho. Pequenas, quase bobas mas ainda, dolorosas e insistentes, me fatiando por dentro e me tornando cada vez menos eu.

A família é o coração de um lar, onde o amor é o alicerce e a união é a força.

Quando o amor de Deus é a base, o lar se torna um refúgio de paz, mesmo em meio à tempestade.

A maior rebeldia contra um mundo corrompido é manter-se uma pessoa de bem, fiel aos valores do lar e útil à sociedade.

⁠Antes de se fazer morada em alguém, certifique-se de que você já construiu um lar dentro de si.
Amores passam, pessoas partem. Mas a paz de estar em si… essa permanece.

⁠Onde o Invisível se Faz Lar
Dizem que a vida é feita de grandes passadas,
De conquistas sonoras e palcos de luz.
Mas a alma da loba, em suas jornadas,
Sabe que é o detalhe o que mais nos conduz.


------- Eliana Angel Wolf

Obrigado, meu Deus, por esse elo sagrado,
Por cada riso, por cada abraço, pelo lar abençoado.
Em Ti encontro a paz para tudo vencer,
E a alegria infinita de, por eles, viver.


------- Eliana Angel Wolf⁠⁠⁠

O lar é o melhor lugar para descansar, sonhar e dividir as emoções.

⁠Luz da Estrela


Eu vim das estrelas, De um lar onde o amor é brisa suave, Onde o tempo dança em silêncio, E a alma floresce em paz.


Aqui, neste chão que ainda busca luz,
Minha essência brilha serena, Como um farol gentil na noite, Que guia corações perdidos ao lar.


Mesmo quando o mundo parece frio, E a injustiça tenta apagar meu brilho, Eu carrego o calor da estrela — Um abraço eterno de luzes,


Que sussurra: “Eu pertenço,
Eu sou luz que nunca se apaga,
Um viajante do cosmos,
Um coração que sabe amar.”

“Não tenho pais, irmãos nem parentes. Vivo apenas lamentando o meu sofrimento, sem ter um lar, esposa ou amigos. Assim prossigo neste mundo até morrer.”

SOU BELA, RECATADA E DO LAR!

SOU NATURALMENTE BELA... Amo-me como sou, mesmo não me achando perfeita. Nunca fui escrava da beleza, de frequentar academias, de ficar me analisando no espelho e fazendo selfies o dia inteiro. Não tenho cirurgias plásticas, tintura no cabelo, lente colorida; odeio maquiagem e exercícios localizados. A genética me favoreceu e - até o momento - me alimento de tudo sem muito engordar ou prejudicar minha saúde. Não me considero vaidosa, somente o suficiente para me sentir confortável, pois me cuido para me sentir bem e não para ser admirada. Odeio me preocupar com decotes em que preciso tapar com a mão para me curvar, saias curtas e justas em que eu tenho que ficar puxando enquanto eu ando ou cada vez que me sento, roupas transparentes demais ou agarradas demais que mostre ou marque cada detalhe do meu corpo. O fato de eu não ser vaidosa não significa que eu seja relaxada, do tipo que usa saia até o pé e camisas de mangas pra não ter que depilar as pernas e as axilas usando a desculpa de que a religião não permite. Amo perfume, mas não para substituir a higiene. Minhas roupas não são de marca, mas tem marca de patas e pelos de cachorros, é só lavar que sai... Acredito que a beleza está em não precisar ficar se enfeitando muito para ter que desmontar tudo na hora de dormir e acordar alguém irreconhecível.

SOU MODERADAMENTE RECATADA... Moderadamente porque não sou santinha e nem tenho a pretensão de ser, pois não levo jeito para ser hipócrita. Já fui sim meio porra-louca (ops, soltei um palavrão), na minha época de solteirice e juventude, fase em que nada nos intimida, amedronta e que não medimos muito as consequências dos nossos atos. Fazemos protestos por causas patéticas (e achamos bonito), nos revoltamos por idiotices, fazendo coisas que não resolvem os velhos problemas e ainda acrescentam novos. Já me importei demais com a aprovação e aceitação dos outros. Já fiz coisas para chamar a atenção e atrair admiração. Já experimentei coisas, por revolta ou mesmo curiosidade, buscando nelas um modo de ser quem eu nunca fui ou seria por causa de uma ilusória insatisfação de ser quem eu era. Eu já quis ser o que quisesse, quanto e até quando quisesse. Já quis ser o centro e o motivo das atenções. Já quis ser ouvida, falando o que vinha na cabeça e nos moldes do “doa a quem doer”. Enfim, poderia dizer que aproveitei bem tudo o que pude na juventude e solteirice, e que só me arrependo das coisas que não fiz. Já pensei assim, no entanto não penso mais. Hoje me dou ao “luxo” de ser mais recatada (no sentido de me resguardar, ser cautelosa, ponderada, criteriosa); e não só porque sou casada, mas principalmente porque ser porra-louca não me fez feliz. (Ops, falei palavrão de novo). O que ganhei sendo assim? O vício do cigarro, algumas decepções amorosas, relações oportunistas e rasas, olhares desejosos (outros invejosos e outros raivosos), noites sem dormir chorando ou “amando” quem não merecia, prazeres momentâneos de risos fáceis, fúteis e inúteis. Arrependo-me da maioria das coisas que já fiz e o que me conforta um pouco hoje é ter aprendido algumas lições, ainda que na dor, e ter tido a chance de corrigir algumas coisas sem me prejudicar ainda mais. O bom em conseguir se arrepender das coisas (e deixar de praticá-las) é ter a convicção de que não somos psicopatas, o que é um alívio! Na verdade, a ideia de prejudicar os outros sempre me incomodou e toda a minha porra-louquice prejudicou apenas a mim. (Cacete, falei palavrão mais uma vez)... Bom, eu disse que sou recatada e não santa, ok?).

SOU OPCIONALMENTE DO LAR... Fui criada pra casar, mas não tive casamento planejado e nem fui dada através de dote num casamento de conveniência. Ainda bem que algumas coisas melhoram com o tempo e o casamento por amor foi finalmente admitido (mesmo nas famílias nobres, ainda que alguns se utilizem de chantagem ameaçando deserdar filhos desprendidos de status). Fui educada pro casamento - por amor - com um homem de bem, direito, responsável, respeitoso... Enfim, atributos automáticos de quem ama... Na verdade o que minha mãe me aconselhava era casar por amor e de preferência com alguém que me quisesse como esposa pelo mesmo motivo, pois ela queria me ver uma mulher realizada. Mas paralelamente, ela me incentivava a estudar, trabalhar e buscar minha independência e realização pessoal. Muito sábia minha mãe! No entanto, nasci numa geração em que a sociedade jovem já pedia por mudanças... As meninas já não aceitavam mais serem as “Amélias”; e os meninos, quando não “saiam do armário”, exigiam dividir a conta e não abriam mais a porta do carro, afinal, as mulheres estavam ficando cada vez mais “independentes” e cada vez menos “românticas” (quando não eram interesseiras e preferiam joias em vez de flores ou caixa de bombons). E eu cresci nessa geração meio doida, sempre ficava dividida entre conservar tradições ou me livrar delas aceitando novos valores. Como ser alguém normal? Sobrevivi, tive uma boa educação em casa, me formei, trabalhei bastante (ainda trabalho) e me tornei uma mulher com muita bagagem e maturidade precoce, apesar de não parecer pra quem vê esse meu rostinho "de 15" e não conhece minha história. No entanto, meu maior sonho sempre foi o de constituir uma família. E após diversas tentativas frustradas, pude finalmente conhecer o amor. Sim hoje eu sei o que é o amor e tenho certeza de que não foi nada daquilo que vivi antes (pena ter demorado tanto para conhecê-lo). Casei-me, da forma moderninha que já está batida (juntando as escovas de dente), com um homem que não é rico e não me dá joias, porém me proporciona o que de mais precioso pode haver numa relação. Entendi o significado de ser esposa, que não é o de andar atrás (à sombra do marido), nem tampouco à frente, e sim ao lado. Tive a sorte de ter como esposo um amigo, um parceiro, um cavalheiro que faz questão e se sente honrado em ser o provedor do lar e um homem de família. Não me proíbe de trabalhar, mas tenta me proteger de ter que enfrentar estresses e aborrecimentos, seja de condução lotada, trânsito, ou de passar mais de oito horas na rua aguentando pressões externas e principalmente sem valer o esforço; tendo inclusive de lidar com o fato de que neste país talento e capacidade é o que menos importa e não enriquece ninguém. Ele me deixa a vontade para escolher, pensar, agir e fazemos isso sempre juntos... Mas tenho ciência de que a cada escolha há uma renúncia e definitivamente não quero correr o risco de sacrificar meu casamento, pois sei como é difícil chegar bem em casa depois de um dia cansativo na rua e não ter a mãe pra fazer a janta e colocar comida no seu prato. Então, sou do lar sim! Um lar de amor, paz, companheirismo, respeito, onde um não faz nada sem a aprovação do outro, onde um conhece muito bem o outro, onde um coopera com o outro e ambos trabalham juntos em prol do bom funcionamento desse lar. Um lar acima de tudo cristão no qual o Senhor habita, tendo como projeto perfeito de Deus a união da uma só carne em que um é dependente (e suficiente) ao outro e ambos de Deus.

Casamento não é negócio. Não é sociedade em que o contrato permanece enquanto se tem dinheiro ou estoque. Não foi feito pra ser “eterno enquanto dure”. Não se sustenta dos “ismos” do machismo e feminismo, ou qualquer outro fanatismo em que a motivação seja o “EU” e não o “NÓS”. Se não for um pelo outro e ambos pelo lar, melhor não casar.

Ass: uma esposa, com orgulho!

O lar é o primeiro púlpito do cristão. O amor que habita dentro de casa deve atravessar as ruas, alcançar os vizinhos e incendiar a cidade com o evangelho de Cristo.

Quem atravessa fronteiras descobre que o verdadeiro lar não está em paredes ou cidades, mas na coragem de manter o coração aberto para o mundo.


Marcilene Dumont


Londres
2023

Quando o amor encontra seu lar, ali permanece, não por inércia, mas por escolha. Ele se acomoda nos gestos mínimos, na repetição dos dias, no reconhecimento silencioso de um no outro. Ficar não é fraqueza, é decisão cotidiana. O amor cria raízes, aprende o ritmo da casa, conhece seus ruídos, suas sombras e suas promessas.


O vento não chega de uma vez. Ele começa como estagnação, como descuido quase imperceptível, como a falsa segurança de que tudo está garantido. É a falta de escuta, a ausência de curiosidade pelo outro, o adiamento constante do cuidado. O vento é o silêncio que se prolonga, a palavra que deixa de ser dita, o toque que vira hábito sem presença.


A casa não cai por ódio, nem por grandes tragédias. Cai porque deixa de ser habitada por dentro. O vento apenas revela o que já estava frágil. O amor não acaba quando o vento sopra; ele se desfaz quando ninguém mais sustenta as paredes.

Andressa


Encontrei em ti um porto, um lar, um querer,
Um universo inteiro para florescer.
E que este amor, que em nós se faz presente,
Seja a melodia que ecoa eternamente.


Nos fios de fogo que emolduram teu semblante,
O sol se esconde, num tom vibrante.
Teu riso é melodia, um doce encanto,
Que afasta a sombra, dissipa o pranto.


Você é chama que me aquece,
Em teu olhar, meu mundo enaltece.
Cada detalhe, um verso a compor,
O amor que sinto, puro e sem pudor.


No teu sorriso, a doçura que me acalma,
Na tua força, a coragem que me espalma.
És a chama que guia, a luz que me conduz


Que venham outonos, que o tempo passe,
Nosso amor, raiz que jamais se desface.
Em cada abraço, um porto seguro,
Meu eterno amor, meu presente e futuro.


Daniel Vinicius de Moraes

⁠O universo não seria grande coisa se não fosse lar das pessoas que amamos.

Stephen Hawking

Nota: Trecho de declaração da família Hawking após o falecimento do físico Stephen Hawking.

Não existe uma igreja forte, sem um lar forte.
Cada Cristão precisa arrumar a sua casa. Todos temos este compromisso.

E ela estara la no canto dela
Cuidando do seu precioso lar interior
De cada célula do seu corpo
Feitas com tanto carinho por Deus
Imponente
Seu corpo e mente, seu templo
Com um amor seguro para se guardar no tempo
Levinho, solidificado
Ela não abre mão de se acolher, para permanecer a um lugar que não lhe pertence
E que sua busca seja apenas um colo familiar e o “Seja bem vinda” brilhando nos olhos de quem a recebe
E segue, preservando os grandes e pequenos sonhos que ainda habitam em si
Porque tudo é possível depois de tanto
É o milagre da vida acontecendo despercebido
Ela deposita atenção nas coisas que abrem caminhos
Movida a base do Amor
Sempre sendo um lugar bom de voltar
E ela quer voltar para casa
Com a sua fé, o suficiente para tudo se transformar.

Pode-se suportar qualquer situação quando se tem um lar para onde regressar e uma família disposta a dar todo o apoio.

George Orwell
A filha do Reverendo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.