Lamento pela Morte de um Ente Querido
Naquele homem cético, moderado e taciturno, havia uma paixão verdadeira, exclusiva e ardente: era a filha. Camargo adorava Eugênia: era sua religião. Concentrava esforços e pensamentos em fazê-la feliz, e para o alcançar não duvidaria empregar, se necessário fosse, a violência, a perfídia e a dissimulação. Nem antes nem depois sentira igual sentimento; não amou a mulher; casou porque o matrimônio é uma condição de gravidade. O maior amigo que teve foi o Conselheiro Vale; mas essa mesma amizade que o ligara ao pai de Estácio, nunca recebera a contraprova do sacrifício; aliás apareceria em toda a sinceridade a natureza do médico. Ele só conhecia os afetos, por assim dizer, caseiros e inertes, os que não sabem nem podem afrontar as intempéries da vida. Nas relações morais dos homens possuía somente o troco miúdo da polidez; a moeda de ouro dos grandes afetos nunca lhe entrara nas arcas do coração. Um só existia ali: o amor de Eugênia.
A verdadeira felicidade deve se alicerçada em uma filosofia de vida que nos sustente diante de qualquer circunstância, pois ser feliz é saborear cada momento sem perdermos a perspectiva nos aspectos “positivos” da vida, no “lado bom” das experiências, sendo sobretudo esta disposição uma escolha e posicionamento interno personalizado.
A vida vale a pena ser vivida. Erga sua cabeça, tenha fé! Nunca foi dito que não teriamos momentos de dificuldades. E ironicamente, muitas vezes são estas mesmas dificuldades que praguejamos, as que estão disfarçadas em grandes oportunidades e nós não sabemos reconhecê-las, porque aprendemos somente a ver o lado ruim das coisas.
Observe as possibilidades a sua volta, não se fixe tanto nos problemas, pois tem coisas que embora queiramos controlar, estas fogem do nosso controle. Então, dê um tempo para que o caos se reorganize. Não entenda isto como uma postura passiva. Faça o que estiver ao seu alcançe, faça o que você puder fazer, mas não pretenda ter o controle de tudo, além de impossível, é desgastante.
Tudo na vida passa e traz aprendizados. Procure se autoconhecer, você deve aprender a desenvolver seus recursos internos. Cuide-se mais, trate-se melhor; ame-se mais. Aprenda técnicas de relaxamento, respiração e meditação; se tiver tempo, pratique esportes. Procure conhecer algo novo, desenvolva novos propositos de vida, busque construir uma nova realidade, se renove, se reinvente!
Seja capaz de colocar em primeiro plano as coisas boas da vida e aprenda a nao dar importância relevante às coisas menos agradáveis, já que tudo passa, é transitório.
A vida humana e espiritual é constituída de infinitas consequências, desencadeadas por uma causa Divina que se chama Deus.
DADOS BIOGRÁFICOS
(Paulo César De Miranda)
Nasceu aos 16 de Janeiro de 1955 na cidade de Dom Silvério – MG.
Dos 5 aos 12 anos viveu numa fazenda, em cidade próxima a cidade natal. Morou em Nova Era - MG, na adolescência, onde trabalhou no comércio local e posteriormente mudou-se para João Monlevade – MG.
Em João Monlevade trabalhou na Cia. Siderúrgica Belgo Mineira, hoje Arcelor Mital, durante 10 anos (1974 a 1984) como metalúrgico em área de produção de fio-máquina (arame). Foi também em João Monlevade que estudou no Centro Tecnológico Dr. Joseph Hein, formando-se Técnico em Metalurgia.
Em 1984, já casado com Sônia e pai da Maria Angélica, foi trabalhar no Município de Barcarena-Pa, cidade próxima a capital Belém. Na metalúrgica ALBRAS – Alumínio Brasileiro S/A, subsidiária da Vale do Rio Doce, trabalhou por 22 anos, exercendo a função de Gerente de equipe de produção de alumínio em fornos eletrolíticos. Foi também neste novo ambiente e período de sua vida que nasceu a segunda filha, Ana Paula. Aí, junto aos seus familiares, construíram várias amizades com pessoas de diversas localidades do Brasil.
Por volta de 1995, como estudioso e curioso, adotou como filosofia de vida o Espiritismo, frequentando e trabalhando no CEPAZ – Centro Espírita Trabalhadores da Paz, concretizando um sonho antigo e satisfazendo a necessidade de se esclarecer sobre vários aspectos da vida até então incompreendidos: filosóficos, científicos e religiosos. Já ingressado por convicção na Doutrina Espírita, exerceu a função de Diretor Financeiro do CEPAZ por 2 anos, coordenou grupos de estudos, criou e editou o Jornal “O Pacífico” e tornou-se Evangelizador Espírita, disseminando os Ensinamentos do Cristo para Evangelizandos a partir da idade da pré-adolescência.
Em 2006, já aposentado e desligado da ALBRAS, mudou-se para Belo Horizonte – MG, onde havia adquirido moradia. Dando continuidade aos trabalhos voluntários com foco no Espiritismo, passou a frequentar a Fraternidade Espírita Camilo Chaves, tornando-se em 2007, Evangelizador do 3º Ciclo na “Evangelização Pequeninos de Meimei”. A partir de Janeiro de 2011, como trabalho contíguo à Evangelização Espírita, criou e passou a editar o “Jornal Pequeninos de Meimei”, enfocando fatos e fotos relativos a esta Evangelização.
Com coragem, determinação e criatividade, neste ano de 2015, está completando 8 anos como Evangelizador no Camilo Chaves, escrevendo textos e crônicas, a luz da Doutrina Espírita e que fazem parte desta antologia.
Belo Horizonte – MG, 15 de Maio de 2015.
"" Seu cheiro ainda está aqui
em mim
colado feito bronze de verão
posto feito eternidade
não é o agora o que conta
nem falarão por nós
todas estrelas pensarão
cadê aqueles dois
que antes caminhavam na praia...""
"" De longe só posso acenar e esperar que a distância seja encurtada por você, caso contrário seremos apenas dois a não chegar a lugar algum...""
UMA VISÃO, PESADELO
Ela era velha, simples e horrenda.
Unhas compridas, cabelos grisalhos,
Voz semi-rouca, veste em frangalhos.
Tinha um olhar temível e frio,
Da boca, gemidos qual foz de um rio,
Amedrontavam, distantes pássaros no ninho.
Sua cabana agreste e escura,
Coberta de palha, escorada por lenha,
Ao centro de uma sala, uma mesa jazia.
Por cima, um signo: a serpente da magia.
Ao lado, um quarto, um altar e esteira,
Onde suas preces não eram de uma freira.
Falou-me tudo, de tudo:
Do nascer, do morrer.
Do homem, a ignorância
Haveria de sofrer.
Meu presente e meu futuro,
Sim! Um pouco eu pude crer.
Falou-me, ainda, sua voz sempre rouca,
Das provas que eu um dia iria sofrer,
Das lágrimas que eu chorei por tudo,
De momentos que eu vivi por nada.
Meu futuro... prometeu
A felicidade que eu a conheceria.
Doze badaladas ouvi tocar;
Gargalhadas, gemidos, árvore a se agitar.
Já se foram os espíritos – disse;
Só resta um altar.
Nele uma velha que o mundo desconhece
Flertou comigo por um tempo
E fez o meu sonho despertar...
“Quando você não souber como agir, deixe que uma boa noite de sono o acalme e dê clareza aos seus pensamentos.”
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