Lamento pela Morte de um Ente Querido
Palavras a Alguém.
"Tu folgas travêssa e louca
Sem ouvires meu lamento,
Sonhas jardins d'esmeralda
Nesse virgem pensamento,
Mas olha que essa grinalda
Bem pode murchá-la o vento!
Ai que louca! abriste o livro
Da minh'alma, livro santo,
Escrito em noites d'angústia,
Regado com muito pranto,
E... quase rasgaste as folhas
Sem entenderes o canto!
Agora corres nos charcos
Em vez das alvas areias!...
Deleita-te a voz fingida
Dessas formosas sereias...
Mas eu te falo e te aviso:
– "Olha que tu te enlameias!"
Tu és a pomba inocente,
Eu sou teu anjo-da-guarda,
Devo dizer-te baixinho:
– "Olha que a morte não tarda!
"Maripôsa dos amôres
"Deixa a luz, embora arda.
"A chama seduz e brilha
– "Qual diamante entre as gazas
"E tu no fogo maldito
"Tão descuidosa te abrasas!
"Maripôsa, maripôsa,
"Tu vais queimar tuas asas!"
Conchinha das lisas praias
Nasceste em alvas areias,
Não corras tu para os charcos
Arrebatada nas cheias!...
Os teus vestidos são brancos...
Olha que tu te enlameias!...
Soneto : lamento
Com tudo meu amor eu lamento
Nosso amor foi pouco é não intenso
Aguentei o tempo necessário em detrimento
Do meu sonho, um desejo fervoroso
Não guardei nenhum ressentimento
Um breve amor, que um dia tentei
Não tenho mais você no pensamento
Minha alma esta leve, eu aceitei
As vezes o desejo de encontrar
A pessoa certa, dá tudo errado
No entanto, tudo é um aprendizado
Tentar Quantas vezes for possível
Para um sonhador com fervor
Com coragem e desejo de um grande amor
@zeni.poeta
O lamento do violão
Da janela , a chuva caia
Escorria nos vidros
Dançava gota a gota
Faziam ziguezagues .
Meus olhos acompanhavam
De um lado para o outro
Tic tac, tic tac
Voltas e meia com os polegares.
Um passo um suspiro,
Declinando a cabeça
Lamentava por algo perdido
Ou simplesmente
Por não ter nada a dizer ...
Eu não lamento pelas pessoas que ainda estão dentro da Matrix,eu lamento por mim mesmo não estar mais evoluído do que eu poderia estar!
“Não é no lamento que encontramos a verdade de quem somos, mas na coragem de, diante do erro, criarmos algo novo. A essência do ser se revela na ação que transforma o caos em oportunidade.”
Banhistas
Este poema de amor não é lamento
nem tristeza distante, nem saudade,
nem queixume traído nem o lento
perpassar da paixão ou pranto que há de
transformar-se em dorido pensamento,
em tortura querida ou em piedade
ou simplesmente em mito, doce invento,
e exaltada visão da adversidade.
É a memória ondulante da mais pura
e doce face (intérmina e tranquila)
da eterna bem-amada que eu procuro;
mas tão real, tão presente criatura
que é preciso não vê-la nem possuí-la
mas procurá-la nesse vale obscuro.
Não gosto de ir a funeral
Por não suportar o lamento
Pois sei que aqueles gritos
Não passam de fingimentos.
Os pais moravam no mesmo prédio
Ou do outro lado da rua
Os filhos não os vistavam
e os netos também.
Mas quando os pais vem a óbito
Logo vem a confusão é tantos gritos
e lamentos na hora do sepultamento
Depois de sepultados aí vem a confusão
Eu tenho direito a casa e eu a televisão.
Uma briga do inferno
Por algo que nem comprou
Mas quando os pais eram vivos
Os miseráveis, os abandonou.
Otário é os pais, que trabalham
Para quando morrer, deixar herança
Pois se meus filhos me abandonam,
Por certo eles dançam.
CHORAM OS MONTES
Tristes, os montes e outeiros
Já choram por mim.
Consigo ouvir o lamento dos pinheiros
Carvalhos, azevinhos e sobreiros
E de árvores amigas que tais,
Num sussurro
Quase em urro,
De tão reais.
Comungo das lágrimas dos pardais.
Sentem a saudade da vida dos dias,
Das nossas irmãs fantasias
Na imaginação de um mundo
Mais fecundo,
Sem dores fatais.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 23-01-2023)
Se o país fosse resultado dos padrões morais que as pessoas dizem aprovar, pareceria mais com a Escandinávia do que com Bruzundanga (corrompida nação fictícia de Lima Barreto).
Em toda manifestação de completa incerteza, ainda subsistirá uma certeza: "Deus sempre estará no controle".
"Uma pequena gota de chuva caiu em meio a uma extensa plantação, e ao ser ignorada disse: Não me desprezeis, pois sou o anunciar de que minhas irmãs virão, e haverá uma completa irrigação".
"Na vida tal qual numa sinfonia de cordas, a grande questão é permitir-se ser tencionado no tom demandado".
"Enquanto não podeis favorecer pessoas amadas com coisas inaceitáveis, favoreça com as acessíveis no momento".
Hebreus 11.6: "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (ACF)
Em cada situação da vida temos a oportunidade de expressar dúvida, temor, ou fé. Escolha a fé e colha os resultados dessa poderosa semente. Deus irá te surpreender!
Oração de súplica. Senhor sou tão pequeno e limitado, muitas vezes sinto-me distante de ti. Peço, suplico, escute minha oração meu senhor. Venha ao meu encontro e socorra-me, meu doce e querido Jesus. Coração que transborda de misericórdia e tem sede por almas pecadoras. Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
Querido vazio, mas uma dia lhe encaro no espelho.
Te perguntando quando irar responder as perguntas da minha gaveta de porquês?
Você me encara de volta. tão silenciosamente quanto ontem ou quanto semana passada.
É, mais uma pergunta engavetada.
A CAIXA DE PANDORA
Conta a mitologia grega que Pandora foi criada pelos deuses do Olimpo sob a ordens de Zeus. Pandora teria sido a primeira mulher, surgida como punição aos homens por sua ousadia em roubar aos céus o segredo do fogo.
A vingança de Zeus contra a humanidade veio em forma de uma linda donzela. Pandora, a que possui todos os dons, recebeu uma caixa onde guardou os presentes recebidos de cada um dos deuses do Olimpo.
Afrodite deu-lhe a beleza, Hermes o dom da fala, Apolo, a música. Mas além dos dons, a caixa de Pandora recebeu também uma série de malefícios.
A história é longa, mas importa saber que Pandora abriu sua caixa e a humanidade passou a conhecer não só as bondades, como os males que até hoje nos assolam: mentira, doenças, inveja, velhice, guerra e morte. Os presentes saltaram de forma tão violenta da caixa que Pandora teve medo, e a fechou antes que a última delas escapasse: a esperança.
Pandora tornou-se, assim, a provedora natural dos talentos divinos e dos males da humanidade.
Como nos conta a tradição judaico-cristã, Eva no Paraíso teria tido o mesmo papel. O que só comprova que a figura da mulher aparece sempre como a grande responsável pela desgraça do gênero humano. Eu vejo de maneira distinta. Como Eva no Paraíso, Pandora distribuiu aos homens as duas faces da realidade, tão contrárias quanto complementares. Coube a todos a escolha.
O mágico desta lenda está no papel desempenhado pela esperança. Crescemos e vivemos sob o jugo masculino. Todas as formas de poder são exercidas há séculos por homens, que com liberdade preferiram escolher os piores caminhos para atingir objetivos duvidosos.
O mundo está devastado. Na caixa de Pandora ainda resta a última bondade não destruída por nosso egoísmo e ambição. Uma maneira lúdica de nos mostrar o caminho da redenção. A esperança é um dom feminino. Ainda há tempo para aprender a lição.
(Fonte: Voz Corrente- Alexandre Pelegi em 11 de Abril de 08)
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