Lamento pela Morte de um Ente Querido

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O amor é o egoísmo duplicado.

Machado de Assis

Nota: Autoria não confirmada.

A ingratidão é filha da soberba.

A natureza deu-nos duas orelhas e uma só boca para nos advertir de que se impõe mais ouvir do que falar.

As tristezas não foram feitas para os animais, mas para os homens; mas se os homens as sentem muito, tornam-se animais.

Nas mulheres jovens, a beleza supre o espírito. Nas velhas, o espírito supre a beleza.

A amizade é como a sombra na tarde - cresce até com o ocaso da vida.

Depois de se fazer amor, o primeiro a falar diz uma tolice.

Sentir, amar, sofrer, devotar-se, será sempre o texto da vida das mulheres.

A covardia é a mãe da crueldade.

Ninguém está livre de dizer tolices; o imperdoável é dizê-las solenemente.

Quando se ama, o amor cerra o coração a todos os prazeres que não decorram dele.

A tolerância é a virtude do fraco.

Vivam os meus inimigos! Eles, ao menos, não me podem trair.

O estudo foi para mim o remédio soberano contra os desgostos da vida, não havendo nenhum desgosto de que uma hora de leitura me não tenha consolado.

Ao longo da tua vida tem cuidado para não julgares as pessoas pelas aparências.

Não merece o doce quem não experimentou o amargo.

No alto

O poeta chegara ao alto da montanha,
E quando ia a descer a vertente do oeste,
Viu uma cousa estranha,
Uma figura má.

Então, volvendo o olhar ao subtil, ao celeste,
Ao gracioso Ariel, que de baixo o acompanha,
Num tom medroso e agreste
Pergunta o que será.

Como se perde no ar um som festivo e doce,
Ou bem como se fosse
Um pensamento vão,

Ariel se desfez sem lhe dar mais resposta.
Para descer a encosta
O outro lhe deu a mão.

Machado de Assis
Ocidentais (1880).

Quem deseja diminuir a sua ignorância deve, em primeiro lugar, confessá-la.

De todas as coisas humanas, a única que tem o seu fim em si mesma é a arte.

Machado de Assis
A Semana. In: Gazeta de Notícias. Rio de Janeiro, 29 set. 1895.

O progresso dá-nos tanta coisa que não nos sobra nada nem para pedir, nem para desejar, nem para jogar fora.

Carlos Drummond de Andrade
ANDRADE, C. D. Passeios na Ilha, 1952