Lamento pela Morte de um Ente Querido

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Vida e morte, dois paralelos tentando se encontrar, como se fosse o sol e a lua. Corpos celestes encontram-se nos eclipses, a vida e a morte só se encontram na despedida... mas reticências significa que ainda não é o fim...

Você pode ter a fé que quiser em espíritos, em vida após a morte, no paraíso e no inferno, mas se tratando desse mundo, não seja idiota.

Ser forte é sempre desejar vida sem temer a morte.
Querer o impossível e desafiar o imponderável.
É seguir firme querendo o inatingível.
E tornar o improvável, possível.

Isso é parte do que eu gosto no livro, em alguns aspectos. Ele retrata a morte com sinceridade. Você morre no meio de sua vida, no meio de uma frase.

O sono é primo da morte

Pra que pressa, se o futuro é a morte.

A morte nao é o fim, o fim é viver sem amor

Vivo intensamente sem temê a morte, com fé em Deus sem contá com a sorte.

O norte, a morte, a falta de sorte...
Eu tô vivo, tá sabendo?
Vivo sem norte, vivo sem sorte, eu vivo...
Eu vivo, Paulinho.
Aí a gente encontra um cabra na rua e pergunta: ‘Tudo bem?’
E ele diz pá gente: ‘Tudo bem!’
Não é um barato, Paulinho?
É um barato...

A morte é, de tudo na vida, a única coisa absolutamente insubornável.

O esquecimento é maior que a morte,
porque termina o que a morte começou.

Fiz amizade com o desconforto, dor, tempo, vida e a morte...
Agora me sinto pronto para enfrentar qualquer coisa.⁠

Falamos do que não sabemos,
porque a morte nos espanta
e dói a mortalidade.

O que é ser imortal?

O arranco da morte

Pesa-me a vida já. Força de bronze
Os desmaiados braços me pendura.
Ah! já não pode o espírito cansado
Sustentar a matéria.

Eu morro, eu morro. A matutina brisa
Já não me arranca um riso. A rósea tarde
Já não me doura as descoradas faces
Que gélidas se encovam.

O noturno crepúsculo caindo
Só não me lembra o escurecido bosque,
Onde me espera, a meditar prazeres,
A bela que eu amava.

A meia-noite já não traz-me em sonhos
As formas dela - desejosa e lânguida -
Ao pé do leito, recostada em cheio
Sobre meus braços ávidos.

A cada instante o coração vencido
Diminui um palpite; o sangue, o sangue,
Que nas artérias férvido corria,
Arroxa-se e congela.

Ah! é chegada a minha hora extrema!
Vai meu corpo dissolver-se em cinza;
Já não podia sustentar mais tempo
O espírito tão puro.

É uma cena inteiramente nova.
Como será? - Como um prazer tão belo,
Estranho e peregrino, e raro e doce,
Vem assaltar-me todo!

E pelos imos ossos me refoge
Não sei que fio elétrico. Eis! sou livre!
O corpo que foi meu! que lodo impuro!
Caiu, uniu-se à terra.

Brindemos a morte com Moët&Chandon! Porque na vida tudo é Cidra... Ou chuvas de prata!

⁠O medo não impede a morte. Impede a vida.

"Haja o que houver eu irei amá-lo até o dia de minha morte."

O oposto da vida não é a morte,é a indiferença.

Normalidade significa morte.

A cada dia em que se passa, estou ficando mais idoso e mais próximo da morte...