Lamento pela Morte de um Ente Querido
No deserto aprendi que um sopro salva, o mínimo, no lugar certo, mantém a vida, nunca subestime o gesto pequeno de ajuda, um sopro fez a diferença entre cair e seguir.
A fé não é um paliativo para os fracos, é a declaração de guerra mais audaciosa contra o domínio do medo, é o ponto final irrefutável que se coloca onde a dúvida tenta iniciar uma nova frase de derrota, e a única arma que realmente nos protege é a oração, um escudo de invisível poder. Não importa a tempestade, se a sua âncora estiver firmemente lançada no amor de Deus, você encontrará a paz que excede o entendimento, um porto seguro que não se abala, e a certeza de que a bondade infinita sempre oferece uma nova chance, mesmo aos indignos.
A reconstrução pessoal é um canteiro de obras interno que exige mais disciplina do que inspiração, é a tarefa tediosa e diária de limpar os escombros das falhas e reaprender a confiar no próprio instinto, e o primeiro tijolo a ser colocado é sempre o do autoperdão, firme e inegociável. O sucesso não está em nunca cair, mas em quantas vezes você decide levantar com uma sabedoria renovada, entendendo que a humildade de pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, mas de inteligência emocional, e que a força reside na rede de apoio que você constrói com amor e honestidade.
Com a alma cheia de angústia e o coração em desalinho, as lágrimas escorriam incessantemente, um rio caudaloso de tristeza que parecia nunca secar, refletindo a batalha interna que travava contra os fantasmas do passado, eu buscava desesperadamente uma saída, uma fresta de esperança, qualquer meio de apagar as cenas dolorosas que se repetiam em minha mente, lembrando-me dos quantos desenganos e frustrações marcaram cada fase da minha caminhada.
Recomeçar é um pacto íntimo com a coragem,
não tem banda, não tem plateia, não tem glamour, é só você recolhendo os pedaços que sobraram, montando-se de novo como um quebra-cabeça cansado, mas sempre funcionando, sempre indo adiante.
Carrego dentro de mim um universo escondido, com constelações feitas de medos, sonhos e lembranças, nem sempre brilham, mas sempre existem, e nas noites mais escuras é deles que tiro direção, meu céu interno nunca me abandonou.
Há dores que parecem eternas, mas nenhuma supera um coração que insiste, eu insisto todos os dias em viver, mesmo quando viver dói demais, e é nessa insistência que encontro milagre.
Todo coração que se fecha é um jardim em greve, rejeitando a primavera para evitar o outono. A frieza que vestimos é um casaco costurado com as linhas da traição alheia, mas o maior ferimento é a solidão autoimposta do desamor.
Fé é acender um pequeno fogo dentro do peito quando o vento lá fora tenta fechar até as janelas da esperança.
No terreno estilhaçado onde a minha dor cavou raízes, aprendi que o corpo é um manual de guerras antigas, cada cicatriz uma sentença gravada na pele que o tempo tentou apagar, mas não conseguiu, e é nessa arena interna, entre o sopro de horror e o fio tênue da esperança, que a alma, ferida e incansável, se levanta como chama obstinada na noite, jurando ser mais que sobrevivência, ser prova viva de que o abismo pode engolir um corpo inteiro e, ainda assim, não apagar a luz que insiste em nascer no silêncio entre uma respiração e outra.
Se não houver algo que nos inspire, algo que torne a luta digna, nossa vida não passa de um sopro efêmero, uma passagem vazia pelo tempo.
"Muitas vezes precisamos
mergulhar fundo em um
sentimento para podermos
entender a razão dele ter
vindo a tona."
Boa tarde.
No insolúvel desejo.
No fim ensejo,
O direito de amar.
A alegria é um conto,
Que existe e permeia.
Até o próprio ar,
Até um simples ponto.
Em uma pequena aldeia,
Emite o próprio conto,
E a sabedoria ancestral.
Que dispõe do saber.
Enfim só quer "SER".
E libertar-se de todo mau.
Isso é um conto de vida.
De uma história sabida,
Do pequeno,
E do todo.
E assim vamos sendo,
E o simples saber.
Nós envolvendo.
“Diante de um caixão, percebemos que o tempo não é dono de nada — somos nós que esquecemos de viver enquanto ainda podemos.”
Sou negra e não tenho um dia... tenho uma vida uma história uma cultura um valor um sonho. Consciência? mas o que é isso mesmo? Prefiro a inconsciência dos desejos, dos ébrios, dos loucos e dos apaixonados. Meu dia são todos os dias. De consciente mesmo só a minha negritude claramente estampada na retina do branco-branco.
(Poema composto para a peça teatral VAGABUNDOS, Teatro do Sesc, Fortaleza- CE, a pedido do meu genial e predileto ator Getúlio Cavalcante, em 27/03/2014, 14:58)
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