Lamento pela Morte de um Ente Querido

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Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.

Cada um tem o Cirque du Soleil que merece.

Um beijo imenso, onde eu possa me afogar

Preciso mentir um pouco para que o ritmo aconteça e eu própria entenda o discurso.

Nas pessoas, assim como entenderia um bom boticário, o que vale não é o frasco, mas a essência.

Para abrir um novo caminho, é preciso ser capaz de se perder.

A mente humana é como o pêndulo de um relógio que flutua entre a razão e a emoção. Nossa capacidade de tolerar, solidarizar-nos, doar-nos, divertir, criar, intuir, sonhar é uma das maravilhas que surgem desse complexo movimento. O amor é seu melhor fruto. Cuidado com os desvios desse pêndulo.

Livre é o que tu queres ser. Ora só um caminho há para que alcances esse estado de liberdade - o menosprezo pelas decisões que de nós não dependem.

A paciência é uma maldição de família. Há sempre um coringa que não se deixa iludir. Quem quer entender o destino, tem de sobreviver a ele.

Hoje não é só mais um dia, é a chance de fazer as coisas acontecerem, é a segunda chance que você pediu à vida, aproveite-a.

Achei um pouquinho mágico, mágico suave, você sabe - nós ali, lado a lado, falando praticamente das mesmas coisas.

Um povo, tanto quanto um indivíduo, deve fazer justiça, custe o que custar.

Henry David Thoreau
A desobediência civil. Porto Alegre: L&PM, 1997.

De cada um, de acordo com suas habilidades; a cada um, de acordo com suas necessidades.

Karl Marx
Crítica ao Programa de Gotha (1875).

Nota: O pensamento costuma ser atribuído a Marx, mas ele apenas foi o responsável pela popularização da expressão. Acredita-se que ele tenha sido originado de uma obra do jornalista e escritor francês Louis Blanc, em 1839.

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Você não precisa ser linda, nem magra, nem maquiada, nem popular, nem ter um cabelo lindo, nem ter roupas caras nem sapatos novos para ser feliz. Você precisa ter pessoas especiais ao seu lado, só isso.

Eu tenho medo que você seja um caminhão de luz que me esmague e me cegue na frente de todo mundo. Eu tenho medo de ser um saquinho frágil de bolinhas de gude e de você me abrir. E minhas bolhinhas correrem cada uma para um canto do mundo. E entrarem pelas valetas do universo. E eu nunca mais conseguir me juntar do jeito que sou agora. Eu tenho medo de você abrir o espartilho superficial que aperto todos os dias para me manter ereta, firme e irônica. Minha angústia particular que me faz parecer segura. Eu tenho medo de você melhorar minha vida de um jeito que eu nunca mais possa me ajeitar, confortável, em minhas reclamações. Eu tenho medo da minha cabeça rolar, dos meus braços se desprenderem, do meu estômago sair pelos olhos. Eu tenho medo de deixar de ser filha, de deixar de ser amiga, de deixar de ser menina, de deixar de ser estranha, de deixar de ser sozinha, de deixar de ser triste, de deixar de ser cínica. Eu tenho muito medo de deixar de ser.

Não havia ponte entre os mundos que os separavam. Haviam viajado para longe demais um do outro e não havia retorno. Não havia agora, nunca haveria” .

De me sentir sempre como me sinto quando chega a tarde. Um horário protegido pelas horas secas da manhã e frias da noite. Um horário para dormir sem ser o sono oficial e pra amar sem ser o amor oficial. Um horário não-oficial que acaba sendo mais vida do que os outros.

Vou chegar atrasada e distraída,
como quem saiu do trabalho e foi direto pro bar.

Vou pedir um hi-fi inocente
e olhar toda hora pro relógio
como se estivesse alguém me esperando em outro lugar.

Vou rir bastante, manter um ar distante
e esquecer quanto tempo faz.

Vou perguntar pelos amigos e, se aceitar carona,
deixar cair um brinco no banco de trás...

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Poesia Reunida. Porto Alegre: L&PM, 1999.

Seres humanos são interessantes desde que nascem até a hora que chegam a um ano e meio. Então se tornam chatos até atingir seus 50. A partir dessa hora, ou eles estão completamente derrotados e ferrados, o que os torna interessantes novamente, ou aprenderam a “vencer o jogo”, e isso os faz interessantes também.

A saudade é o revés de um parto.