Lamento pela Morte de um Ente Querido

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⁠Cedo conheci
a dureza da
vida no início
do decolar da
democracia,
Tenho um jeito
duro de falar
as verdades
para prevenir
dos abismos
do destino que
são cavados
pelas leis.

Para um povo
em transe
entender
os segundos
faltantes
para combater
o fascismo
não seriam
o bastante
para o povo
voluntariamente
ensurdecido.

Podem vir mil
solos de guitarra
que não serão
suficientes,
Resistência
é um caminho
que abre a
vida inteira.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O irmão do General
manifestou o apelo
por ele pedindo
o digno respeito,
e há um único
defensor no caso;
a injustiça segue há
mais de sete meses
atormentando a gente.

Não vou parar
de reclamar,
Tiraram a joia
da espada de Bolívar,
Da onde nunca
deveriam tirar,
Passaram da hora
de o libertar.

Parece até que
querem criar o quê
não houve porque
sabem que o tempo
corrói a memória,
os meus versos não
permitirão derreterem
a verdade e a história
que todos sabem que
Miguel é inocente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ontem por convocação
Chegou um convite
Para me reunir em oração.

Óbvio que aceito
Em busca da entrega
Do pedido perfeito.

Onde tudo está a falhar,
Deus e a poesia não
Permitem o amor faltar.

Sigo com quem ora,
Pois orar movimenta
E ao coração sustenta.

Assim com quem ora
Em ação poética sigo
Buscando explicação,
Para o autoritarismo
A nossa bandeira é
A da pacificação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O destino é
como um rio
que sabe
o lugar
e onde
irá chegar
mesmo
em meio
a turbulência
que o faz
transbordar,
O calendário é
como as águas
que não
conseguem
represar,
É mais preso
como aquele
que preso
por causa
da consciência
todos sabem
que assim está,
Não só aquele
que prendeu,
mas quem não
consegue por ele
se indignar,
Mais um dia
sem notícias,
Não paro
de perguntar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Amanheceu
mais um dia
sem notícia,
Exatamente
como eu
imaginava,
É por causa disso
que não mais
não me permito
não tocar
neste assunto,
O silêncio
tem sido
indecente
e abusivo
e não está
parando
de transbordar,
é de direito divino
não parar de falar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Desde o dia
13 de março
sem nenhum
contato,
Correram
três semanas
e amanhecerá
mais um dia
sem nenhuma
notícia,
Não vou buscar
conformação
porque enquanto
houver
necessidade
serei poesia
até por
precipitação;
Porque se você
nasceu
para ficar
calado,
Tenha a total
certeza,
que não é para
permanecer
ao meu lado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não sei mais como
falar ao meu povo,
estou o desconhecendo,
ele luta por um projeto
de poder e ignora que
vive bem abaixo dele.

Não foi por falta de luta,
falei tanto e constatei
que ninguém me escuta,
onde foi que eu errei?

Não foi por falta de aviso,
mas quando alertei que
o sentimento pátrio havia
se esvaziado já imaginava
de que estávamos em risco,
e a democracia em perigo.

Não sei o quê fazer,
antecipo o meu desterro,
e a única coisa que fica
deste presente é o medo.

Não sei o quê fazer,
só sei que povo que
não age com civilidade
entre si colabora para
que tiranos se instalem
e se perpetuem no poder.

Não sei por onde começar:
mas sei que terei de algum
dia na minha vida recomeçar,
mistério do tempo samovar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Chega um momento
que tudo o quê foi dito
a quem merece ouvir
não precisa ser repetido,
é melhor deixar o tempo
se encarregar de fazer
o papel de educar,
para que gente assim
não se sinta empoderada
para fazer ainda mais mal;
e a dor existencial
de ser ela própria não
castigar ainda mais
a quem não merece.

O anjo nas finas linhas
do destino ao povo assim
escreveu: "Não
esqueçamos
dos presos de consciência,
Não existem presos
de consciência de primeira
ou de segunda.
Todos sofrem o rigor
de pagar com a sua
liberdade de discordar
por suas idéias,
frente ao status quo;
quem não compreende
vai contra a história,
sobram os exemplos.
Lutemos pela LIBERDADE.".

Por saber que anjos
existem continuo a escrever os meus
poemas para lembrar que
as mil prisões políticas ainda
nesse século ao tempo resistem.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como as rodas
de um caminhão,
Gira o sonetário
pelo mundo todo,
Pelo seu povo
ele pede socorro;
Ele caminhoneiro,
petroleiro
E leal guerreiro,
também é Mãe
da Nicarágua
Que reclama
pelo bom filho.
Mãe oceano de amor,
de coragem e poesia,
Fazendo frente contra
aquilo que não serve:
Rejeita o autoritarismo.
Vai além e enfrenta,
materializando bem
Mais que a ousadia
celebrada pelos poemas
Que enervam os tiranos
Só para provar
Que o amor é eterno,
e que os poetas estão vivos.

As letras nos pertencem, nós poetas conseguimos com talento relatar
a conjunturade mais
de um país num único poema.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não há mais como
ocultar a preocupação,
Pois há um mal acordo
a caminho da segunda
Pátria que atrairá o Deus
da Guerra para dançar
Sobre o continente.

O Arcanjo se encontra
amarrado e com ele
uma legião de Anjos,
O tirano não entende
que precisamos deles
Em liberdade para nos
proteger de todo o Mal,
E que a reconciliação
tem tudo de celestial.

Eis a letra torturada
que escorre das mãos
Do cirurgião que foram
cruelmente quebradas,
Eis a oração de joelhos
da esposa do missionário,
Assim segue o poemário.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A consciência tem dado
Voltas em círculos,
Porque levantar
Não tem conseguido,
Há um povo coagido,
A Justiça em exílio,
Quem pensa tem sido
Preso ou perseguido.

A Ditadura ganhou
Um jogo por ela perdido
Feito de falsa promessa;
As flores do calabouço
Devem ter desaparecido,
Nem os generais mais
Antigos escaparam
Do brutal autoritarismo.

A firmeza das ruas vazias
Tem feito a sua cabeça
Com a melodia, eco e refrão,
O mundo vê a agonia
Da Estrella pedindo justiça
Em nome do amor no coração.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Cada um dá
a interpretação
que quiser dar,
Me esforço por
humanidade
para explicar
na minha língua
no afã de
fazer entender
como se comporta
o Estado em qualquer
país do mundo
diante de um
escândalo mesmo
que um fato não
envolva culpa:
No poder se afasta,
se mantém
e se propõe troca
de missão
para atender
o receio de crítica
da sociedade
e da oposição.

Em política na
maioria das vezes
não se atende
a verdade,
Mas a conveniência
para se manter
forte no poder.

Foi assim que
ocorreu da parte
do Governo
quando o General
era Ministro e
alguns insistem
em criminalizar
sem terem provas
para o culpar.

O Governo nada
teve contra ele
nessa época
e como prova
disso até pediu
depois de tudo
para ficar,
Mas ele decidiu
outra missão
pelo povo abraçar.

O General não
foi punido por
atos de gestão,
Ele está sendo
punido por
causa de uma
rede de intrigas
de gente cheia
de veneno
na língua
e no coração;
Está na hora
do Governo
e quem fala
o quê não deve
desse pesadelo
acordarem,
E dessa prisão
injusta o libertarem.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não entendo
como em cada
hospital não
há ao menos
um gerador,
Há quem
continua preso
e nem notícia
sobre não há,
Me explica
como em grito,
prosa e poesia
não se queixar?!
Mesmo
a Pátria
não sendo minha
eu deixei por
ela me afetar
pois sem luz,
água, remédio
e sem comida
não há quem
consiga aguentar.
O autoproclamado
perdeu a imunidade,
E tudo segue do jeito
que você bem sabe,
E pela liberdade
da tropa e do General
Não me canso de rogar,
pois nenhum deles
tem perigo a ofertar,
Devolvam eles vivos
cada um para o seu lar!...

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Conhecia um segredo
que só os nascidos
com talento teriam
a capacidade
de se destacar
na inteligência militar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠No girar das horas
mui lentas,
um ano se passou
sem a justa resposta
e a devolução
da justiça ao General
que é devolvê-lo
à liberdade plena.

O General se
encontra pelo
jeito sem um
novo advogado,
e este poemário
em si não tem
muita utilidade
a não ser de
não deixar
o General cair
em esquecimento.
O poder do amor
e as redes
até o Luís Carlos
conseguiu a libertação,
e até agora só sei que
o físico do General
segue no abatimento
que só aumenta
a visível judiação
da aparência neste
ambiente que ninguém
cultiva a tolerância
e a cristã clemência.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Um ano e um dia,
a luz vem sendo
restabelecida
assim como
a água,
a vida do povo
foi sabotada,
Ainda não
cessou a agonia,
por não ter
nenhuma notícia.

Há um povo que
não se entende:
conspirações,
agressões
e desaparecimentos,
não consigo
culpar o Governo
o tempo todo;
embora eu reconheça
que a emoção
me deixa fervente;
ademais cabe
as pessoas
aprenderem
a se controlar,
e os desafios superar.

Não sei como
se encontra
o General,
só sei que
a última
imagem era
de um homem
visivelmente
adoecido,
pois pela
grave injustiça
ele foi ferido
há um ano
e um dia
vítima de intriga,
não sei como
ele tem estado,
e nem sei
quem é o seu
novo advogado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nem um só
instante
nós dois não
esquecemos,
e não há um
dia em que
não paramos
de pensar
nos presos de
consciência,
e todos os dias
rogamos à Deus
que lhes dê
a resiliência
para o peso
que eles e
os deles têm
de suportar.

Falta tudo
e o pouco:
o perdão
e a reconciliação
para espantar
a escuridão
do coração.

Falta o quê
essencial
aos olhos,
ao peito
e tudo
aquilo
que está
impedindo
de trazer
a vida
de volta
para o
seu lugar
para
reconstruir
a Nação
de Bolívar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Para se tornar
um preso
de consciência
não é preciso
de muito,
e não é preciso
ter feito nada,
não é preciso
nem ter
ter vestido
ou não alguma
vez na vida farda,
Aliás, a roupa
não faz a menor
diferença;
Para se tornar
um preso
de consciência
só é preciso
de duas coisas:
decência
e dizer aquilo
que o mundo
precisa ou tudo
o quê você pensa.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Evidentemente
no mesmo
destino,
partilhando
da exata
agonia de mais
um dia,
por não saber
mais notícia,
escrevo para dizer
o quê sinto,
porque quem disse
o quê pensa
está preso,
não nasci para
me calar,
e nem para ser
escrava do medo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio sob o Céu

A cidade de Rodeio
sob o céu armado
desta tempestade,
Um sonho apaixonado
contigo no domingo,
Te quero sempre como
meu eterno namorado.

Inserida por anna_flavia_schmitt