Lamento pela Morte de um Ente Querido
Reclamar do que tem é o mesmo que desejar o que não tem, a vida da muitas voltas em cada volta a um novo aprendizado, zela o que pode estar contigo hoje, amanhã o compromisso não será o mesmo.
A despedida compõe um relato permanente na despedida, sem lágrimas sem emoção não a propósito na chegada nem choro na partida, pois tudo que temos são fagulhas de vaidade.
A vida é um processo predefinido mesclado com um pouco de liberdade, na democracia. Na ditadura é somente um processo predefinido.
Mulher.
fez-me duvidar se você era abrigo
ou mais um deserto onde eu poderia me perder.
Esse verso já traz uma potência sensível que mistura amor e incerteza. Aqui está um texto poético forte e romântico, que desenvolve essa ideia com intensidade e emoção:
Fez-me duvidar se você era abrigo
ou mais um deserto onde eu poderia me perder.
Foi na aridez do teu silêncio que busquei molhar minha sede,
esperando que a promessa da tua voz fosse chuva,
mas encontrei tempestade, fogo e areia.
Sei que cada passo até você foi uma travessia –
de esperança e medo, de entrega e cautela.
E mesmo assim, decidi habitar teu corpo e alma,
porque entre o vazio e o infinito,
prefiro arder no teu fogo do que morrer no frio da ausência.
Amar é arriscar-se no perigo da imensidão,
é lançar-se no abismo sabendo que o amor é equilíbrio
entre cair e voar – entre ser abrigo e se perder no deserto.
E mesmo que tua sombra tenha me confundido,
sei que no teu abraço encontrei a única verdade:
o amor não é solo fértil ou deserto,
é caminho onde, mesmo com pedras, escolho caminhar contigo.
'Recebi um abraço pela manhã e a vontade era disseminá-lo. Um simples abraço deixa o dia mais ensolarado e radiante. Não deve ficar na gaveta, empoeirado. Deve ser repassado, para que outras pessoas se contagiem e compartilhem...'
'FIM[2]'
Tenta agasalhar-se sob um leito, mas um sono desesperado tenta alcançá-la. Sabemos que não haverá alvorecer. Apenas mares, sem ilhas para aportar. O coração segue latejando o fim de uma difícil jornada. A ausência do ar já lhe é suportável! Tinha sorriso de criança, olhar jovial e esbanjava energia nos braços. Mas carregava um pavor desde sempre: a de insetos! Porém, pouco tempo atrás, percebeu que eles são inofensivos. Há algo mais desesperador que eles!
Que acontecerá com seu nicho de insetos a partir de então? Outros terão pavor como ela? Ou aprenderão cultivá-los? Fora difícil disseminar que havia curado seu medo, que outras pessoas também poderiam ser curadas, seja lá qualquer doença fosse. Que bastaria aceitar o fim como um jogo que nunca se ganha, ou aprender a perder de uma forma diferente, de um modo aceitável.
Suas ilhas foram difíceis desbravá-las, mas tentou percorre-las uma a uma. Hoje é a última! Uma ilha díspar. Nada comparada àquelas paradisíacas que pensara alcançar um dia, com alguns pés de coqueiros e sombras. Perdera o medo dos relógios marcando as horas. Não tem mais tempo guardado nos bolsos para serem gastos no futuro. Sua matéria é agora tudo aquilo que conseguira plantar, com sua simplicidade e bondade. Ela se foi como o tempo, inesperado, levara seus medos e desesperos. Conseguira ter um estilingue, algumas pedras nas mangas e todo as ilhas possíveis que pôde...
- No fundo, ainda sinto que ela tinha medo de insetos...
'FAMÍLIA [2.]'
A família nasce de um romance e torna-se romance. Lido nas plataforma romanesca das poesias delirantes. Discursando seus mais profundos aspectos de amor. Na pressa por dias devoradores, sois brilhantes...
Dona das raízes mais profundas. Percorrendo solidificações e ousadias nas chuvas torrenciais. É uma itinerante. Andarilha com seus órgãos vitais encantadores. Sempre a declamar o que a alma chama de abraço, dores...
Na sua beleza mais radiante. Ramarias de flores a serem vivificadas. Com suas romarias presa aos divãs de aromas. Ouvindo atores de um conglomerados de intempéries a serem resolutos: vidas vazias, sinopses, hematomas...
Tempos atrás, José era infeliz porque não tinha um amor. Depois que conheceu Ana, seu único amor, José continuava infeliz.
'JOSÉ'
José era apenas josé
com escritos negligentes
Mais um incógnito na multidão
josé tinha sonhos, porém, para isso,
teriam que chamar-lhes José
Daqueles com letra destacada
Queria pintar o mundo
Deixá-lo mais estúpido,
mais colorido, mais avesso
Aquela carga impetuosa
deixava-lhes mais josé
Mais no fundo, José era apenas josé
Era assim que todos os enxergavam
O seu colorido era preto e branco
e seus dias insalubres
Óptica pouca diferença fazia
A mistura josé, fazia-lhe um José distinto
Mais José. Com coração. Brilho no olhar
Vencer o mundo para josé seria
apenas chamar-lhe José
Desses escritos com letra destacadas
A graciosidade dos acidentes da vida me fazem crer que o mundo é um poço esbaldante de conhecimento e aventura. E que sem esses, nossa vida não teria o recheio do aprendizado brutal, tão necessário para nosso crescimento diário.
'UM SER ESTRANHO'
Em algum momento da vida, o tempo nos converte naquilo que mais deveríamos temer: um ser estranho. A partir daí, passamos a ver o mundo com outros olhos e o mundo nos ver diferente. A sensação de ver tudo e todos com essa nova perspectiva causa espanto. Medo. Admiração.
Encontrar-se perdido em meio a multidão é consequência do novo. Metamorfose. Mutação. Mutilação. No íntimo, queríamos um outro caminho. Um no qual fosse mais plausível. Mais suportável. Ficar exposto ao sol tem seus agravos e isso, de alguma forma, deixa uma ferida aberta. Custa sarar. Olhar-se diariamente no espelho e não reconhecer-se, sentir a sensação de falta mesmo nas conquistas causa aflição. Terror. Pânico.
A vida é uma moeda. Sempre haverá o lado bom. Admirar o que a maioria não consegue deixa-nos afortunados mesmo estando na miséria profunda. E os sentimentos de conflitos nos fazem um ser melhor. Mais humanos. Generosos. Essa mistura incompreensível de um ser indecifrável trás uma sensação intrigante e avassaladora: como somos parecidos e como somos incomuns!
'SOLIDÃO'
Nos momentos de solidão, sentimo-nos desertos, deveras um atleta que não consegue chegar ao objetivo essencial. Lembramo-nos do pouco que vivemos. Os pensamentos sempre voltam-se para os aprendizados passados. A experiência é o cerne. O medo de errarmos novamente, tira-nos o sono. Perguntas intrigantes fazem parte do cotidiano como uma criança interrogando ao progenitor o 'porque' de tudo.
A análise do que nos transformamos vem à tona feito um tiro de canhão que acerta o alvo por centenas de vezes. Chegamos a conclusão que somos a metamorfose do improvável. Somos o irreal que transformou-se no genuíno. Porque não excêntricos? Sentimo-nos mais prudentes. Estamos no ápice dos estágios de mutação. Uma borboleta com seus traços já definidos.
Percebemos e compreendemos que fazer parte desse 'aglomerado insólito' deixa-nos insanos. Vira-nos ao avesso todas às vezes quando a flecha da solidão acerta seu alvo. A cada piscar de olhos, os pensamentos ficam mais intensos. Sentimos o poder da mudança. Só não sabemos por onde começar. Traçamos o caminho a percorrer, só não conseguimos dar os primeiros passos.
Um dos piores fracassos é quando temos um caminho à frente, mas, por razões sucintas, não conseguimos trilhá-lo. Um dos atalhos é olharmos para o céu azul. Se não gostarmos do azul, podemos imaginá-lo amarelo, verde, marrom. Nossas escolhas dependem da intensidade com que vemos o mundo, como sentimo-lo e como saímos dele para o nosso exclusivamente particular e íntimo.
A solidão nos propicia essa 'saída', esse reencontro do 'eu' com a 'reflexão'. Solidão também é sinônimo de mudanças. Mistura de isolamento com aprendizado. Solidão é tão óbvio para os seres humanos que a maioria tentam burlá-lo. Tentam escondê-lo sem eficiência. Sendo inevitável para o amadurecimento que precisamos, a solidão é o amigo para as horas incertas e horas profundas de transformação.
- Você sabe o que é mimetismo?
- Eu não seria um idiota se não soubesse ou... talvez seria se soubesse!
Esquarteja meus sonhos na varanda, tal qual um olhar, diluído em arco-íris. Elucida minha procura lesiva.
'EU, INSULAR'
Minha primeira árvore um desastre.
Caí várias vezes!
Meu primeiro emprego sinistro.
Tudo novidade!
Caminhei sobre pontes de névoas.
Descobri o meu mundo!
Subi escadas de brumas.
Escalei o improvável!
Andei por quilômetros na praia.
Queimaduras ao sol!
Admirando o voo das gaivotas.
Admirando a vida!
Eu insular.
Solitário!
Admirando as águas correntes.
Admirando esse 'Tempo' que passa!
Tentando navegar em canoas.
Redescobrindo o 'meu novo'!
A cada dia.
Sempre!
'PRECISAMOS DE UM AMOR'
Que venha com a neblina
Que venha sem perguntar
Que venha sem cortinas
Que venha equalizar
Do tamanho do pulsar
Do tamanho do mundo
Do tamanho peculiar
Do tamanho profundo
Que transforme vida
Que transforme solidão
Que transforme avenidas
Que transforme coração
Que deixe o 'eu' empirista
Que deixe o 'eu' jesuítico
Que deixe o 'eu' futurista
Que deixe o 'eu' místico
Que tenha degraus
Que tenha lucidez
Que tenha litoral
Que tenha solidez
Para colar na emoção
Para colar na geladeira
Para colar nas mãos
Para colar na lareira
'Suga-me como um livro de romance e re/façamo-los diariamente a última página. Até que o 'sempre' permaneça, rodopiando duas vidas em uma.'
[Fgmts Poema 'PROCURA']
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