Lamento pela Morte de um Ente Querido
A Morte, Inimiga Cruel
A morte é uma inimiga cruel.
Não pede licença, não dá aviso. Ela chega sem compaixão, levando com ela não apenas uma vida, mas também os sonhos, os sorrisos, os segredos e as lembranças que aquela pessoa carregava.
Ela destrói não só quem se vai.
Ela devasta o que fica: famílias, lares, amizades, histórias.
Ela silencia vozes que amávamos ouvir.
E com elas, se vão também os planos, os abraços futuros, os caminhos que nunca serão trilhados juntos.
A dor da ausência pesa.
É um vazio que não se preenche com palavras, mas com lembranças.
E mesmo essas, por mais bonitas que sejam, às vezes doem como punhais — porque nos lembram do que não teremos mais.
Mas mesmo diante dessa perda brutal, seguimos.
Porque amar alguém é também carregar sua memória, sua essência.
E mesmo que a morte leve o corpo, ela jamais apaga a presença de quem foi verdadeiramente amado.
Negando eu a morte, e desacreditando-a com todo o fervor, seria então possível viver eternamente? Ou a descrença, por mais vívida e, em sua subjetividade, até coerente, será sempre vencida pela imutabilidade da verdade que a realidade impõe?
Apocalipse 20:13
“O mar entregou os mortos que nele havia; a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia...”
Este versículo revela uma verdade inescapável: ninguém escapará do julgamento de Deus. Não importa onde ou como morreu — no fundo do mar, enterrado na terra ou perdido no anonimato do tempo — todos os seres humanos ressuscitarão para prestar contas de seus atos.
O mar, símbolo da vastidão e do esquecimento, não poderá esconder ninguém.
A morte, o fim físico da existência, terá que ceder os que guardou.
O Hades (o mundo invisível dos mortos), lugar de espera e separação, não reterá ninguém diante da autoridade final de Deus.
Esta passagem é um chamado à consciência e à responsabilidade: o tempo do juízo virá para todos, e as desculpas humanas não servirão mais. Nem o anonimato, nem o esquecimento, nem a profundidade mais escura poderá proteger o ser humano da Verdade.
Viva hoje como quem será chamado amanhã.
Depois da morte só existe o nada. Você simplesmente para de sentir. O coração para. O cérebro para. O corpo apodrece e vira terra. Assim é o destino para todos os seres vivos. E eles não conseguem aceitar essa verdade tão simples.
(Doma)
Treva Alvorada
Absurda leveza que te faz afundar
E não é a morte.
Cumpres tua descida calado
(Uma palavra por descuido
Seria amputar a verdade).
Náufrago do tempo,
Tuas horas transbordam.
Dentro da lágrima,
Imensidão, já não choras.
Estrelas e estrelas,
Copulam a sede e o engenho
De que te alimentas
Como nunca te alimentou
O gosto da carne.
Tua face atónita
Se existisse uma face,
Tuas costas nuas,
Se a nudez fosse do corpo.
Um sorvedouro
Onde a paz dos contrários,
Treva alvorada.
Fecundado, flutuas.
É a lei da graça.
A morte, tão temida e silenciada, é talvez o mais honesto lembrete de que tudo passa.
O bom, o ruim, o que somos e o que fingimos ser.
Ela nos iguala, nos limita e, ao mesmo tempo, nos impulsiona.
Porque, no fundo, é justamente a finitude que dá urgência à vida.
Esse é o mundo entre a vida e a morte. Mesmo se retornar ao mundo dos vivos, dentro de algumas décadas, inevitavelmente voltará aqui. Afinal, todos os caminhos levam à morte.
É inebriante como a morte nos mostra o sentido da vida, mas só quando enxergamos nela o sentido da nossa própria vida.
Todos os dias Deus nos coloca diante de uma escolha: vida ou morte, bênção ou maldição. Que você escolha obedecer, confiar e andar com Ele.
A morte de Cristo na cruz, foi uma demonstração pública de que Ele derrotou as forças do mal definitivamente, expondo-às ao desprezo eterno!
Por mais árdua que a vida possa parecer, ela ainda é preferível à morte. Portanto, não desista: lute com determinação para transformar a situação em que se encontra.
À Senhora da Última Viagem
Morte, de tantos nomes e em tantos versos,
Escrevo-te hoje, sem medos ou reversos.
Não como um lamento, nem com dor a chorar,
Mas com a curiosidade de quem quer desvendar.
Vens sem aviso, ou com sinais que ignoramos,
Levando de nós os elos que tanto amamos.
Em teu silêncio, resides a grande incerteza,
Do que há depois, da eterna beleza.
Muitos te temem, a ti, o inevitável fim,
A fronteira que corta a vida de mim.
Mas vejo em ti também um grande alívio,
O ponto final para o sofrer e o calvário.
Tu não distingues idade, riqueza ou poder,
Com tua foice justa, vens para colher.
És a igualdade que a vida não oferece,
A paz derradeira que o corpo envelhece.
Ensina-nos, Morte, a valorizar cada instante,
A amar sem reservas, com um amor radiante.
Pois ao sabermos que tua visita virá,
Damos mais valor ao tempo que nos resta.
E quando chegares, com teu véu a planar,
Espero encontrar a calma para te abraçar.
Que em teus braços, a alma possa repousar,
E o que foi vivido, eternamente brilhar.
Com respeito e, sim, um pouco de fascínio,
Um Ser Humano em seu caminho.
A beleza da vida é saber que todos somos diferentes, a beleza da morte é saber que todos seremos iguais algum dia.
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