Lamento pela Morte de um Ente Querido
A Morte e Eu
Rio de Janeiro — 23:50
EU
Morte, minh'amiga, escuta o meu clamor,
Leva esta alma que já se desfaz.
Para mim só resta a noite e a dor,
Na escuridão eu busco a minha paz.
Aos teus pés me ponho a caminhar,
Deste sofrimento quero me livrar!
MORTE
Quem roga forte pelo nome meu?
Chamaste até meu longo sobrenome...
Olha a beleza que o tempo me deu,
A minha imagem o teu medo consome.
Não trago a crueldade em minhas mãos de luto,
Eu fui o teu alívio em menos de um minuto.
Eu sou a punição que o traidor desaba,
E a certeza exata em que tudo desaba.
Eu sou o carrasco e a mão mais amiga,
Que no século passado já curará tua intriga.
23:53
EU
Espera... os olhos abro com espanto,
Vejo quão linda és, meu pálido anjo!
A cada passo sinto o teu confronto,
Olho o relógio e vejo que não estou pronto!
Não pode ser o fim do meu estado,
O velho tempo ainda não foi parado!
MORTE
Tu negavas agora o que pediu?
O tempo dos mortais é como um açoite.
Amanhã o meu manto um rei vestiu,
Mas escolhi ser bela na tua noite.
Não temas o fim, sou a certeza real,
E a minha beleza é sempre atemporal.
23:55
EU
Monstro maldito vestido de gala!
Que ostenta o fim como se fosse glória!
Rogo a pior praga da história,
Rasgando as páginas da minha memória!
Te dou meu ouro, as rimas, meu tesouro,
Mas não me leves para esse douro!
MORTE
Tuas moedas já envelheceram no ano que vem,
E os faraós me entregam esse ouro agora.
Nenhum suborno me afasta de alguém,
Pois eu já terminei quando fores embora.
Compreendo o teu ódio, ele o meu peito adorna,
Mas sou o teu alívio, e a minha paz te torna.
23:57
EU
O chão sumiu, já não sinto o meu peso,
A escuridão engoliu o meu ser.
O mundo apaga o que tinha de aceso,
Resta-me apenas chorar e sofrer.
Se eu der um passo em tua direção,
Cessa o mistério e a dor do coração?
MORTE
O teu pranto antigo com o meu véu combinará,
Lágrimas frias que no passado eu sequei.
Tu já tocaste minha mão que virá,
E o frio que sentes foi o calor que eu deixei.
Eu não sou cruel, descanse em meu charme,
Eu gostava do instante em que tentas tocar-me.
23:59
EU
Olho teus olhos... aceito o destino.
Quero partir, dar o fim ao meu pranto,
Mas tremo ao ouvir este som repentino,
Pois temo o mistério além do teu manto.
O que há depois que você me levar?
Tenho medo do além onde vou acordar...
MORTE
Eu abriria o portal, mas não sigo contigo,
O meu papel é só dar a passagem.
O pós-fim é teu, meu assustado amigo,
E cada alma desenha a sua própria viagem.
O que hás de encontrar na eterna morada
Dependeu da expectativa em tua mente guardada.
Tua entrega assustada é a minha canção,
O quadro perfeito da tua transição.
00:00
MORTE
O tempo parou... ou a história começa?
Bati a meia-noite que ontem já deu.
Recolho o meu manto, não tenho mais pressa,
Pois o cortejo mais lindo da noite... foi meu.
Entre a vida e a morte, há uma biblioteca. E, dentro dessa biblioteca, as prateleiras não têm fim. Cada livro oferece uma oportunidade de experimentar outra vida que você poderia ter vivido. De ver como as coisas seriam se tivesse feito outras escolhas... Você teria feito algo diferente, se houvesse a chance de desfazer tudo de que se arrepende?
FELIZ PÁSCOA
A Vida sobrepõe a Morte.
O Espírito, à matéria.
A Luz, às trevas da ignorância.
A virtude, aos vícios
Recomeçar é possível.
Fé, Esperança e Caridade (Amor)
FELIZ PÁSCOA a todos nós.
Sérgio Édson Domingues Soares
E que, quando a morte vier me buscar,
que ela me encontre no banco da praça.
Por quê? Porque eu nunca vou à praça.
Já morri tantas vezes
e nunca tive medo da morte,
até conhecer você.
Mas também desenvolvi
o medo da vida:
de viver o suficiente
para te ver morrer.
Então me abrace.
Vamos ser eternos agora,
entre a vida e a morte.
Nada é mais utópico do que imaginar uma vida perfeita; a morte, ao contrário, é uma das poucas certezas da existência.
Viver salvo
Para os países em que há pena de Morte! Eu estou orando pelos sentencionados! Que haja vida e não morte! Jesus manda-nos visitar os presos! Estou a me lembrar dos cristãos, que foram e são condenados à morte! Devemos visitar os que pudermos! Nos países onde estamos, devemos nos lembrar destes nossos irmãos na fé: Irão e outros países onde há a pena de morte. Se nós, ficarmos na atitude de deixa andar, podemos mesmo vir a perder a salvação. Como cristãos, a nossa atitude deve ser os outros.
Não podemos ficar impassíveis. Temos que agir ao menos na oração, em relação a todos os que sofrem. Deus nos chamou não para, recebermos bênçãos espirituais ou materiais, mas para darmos a nossa vida pelos outros.
Ser cristão e viver morrendo, pelos outros. Pois foi isto que Jesus fez. Em. Cada dia ia morrendo, nas suas atitudes a favor dos outros. Por fim deu toda a sua vida, por todos.
Ser cristão não é ter boas casas, conta bancária, carro e saúde. Ser cristão é ao contrário, não termos estas coisas. Mas é sofrer, por não termos estas coisas.
Um dia, muitos de nós, vamos ouvir um "Não" de Jesus Cristo ao vermos que o nosso nome, não está escrito no livro da vida. Isto é um facto. Muitos cristãos vão perder a salvação! Que ninguém tenha dúvidas.
Só os santos vão para o céu e não simplesmente os religiosos. Que a igreja pense nisto; que a igreja, não pense que é só dizermos, que somos salvos. O cristão não deve ter a certeza da salvação! O cristão deve viver a salvação de Jesus Cristo!
As noites trazem a luz do luar
E o frio hálito da morte.
Anseio por ela a cada segundo,
Enquanto busco abrigo em teus seios, ó minha amada.
Nem os anjos dos céus,
Nem os demônios dos mares mais sombrios
Seriam capazes de separar nossas almas.
Tua beleza, invejada pelos anjos,
Atrai a própria morte,
Ó minha doce companheira.
E é neste sepulcro silencioso
Que nossos corpos se encontram,
Unidos para além da vida,
Sob o eterno véu da eternidade.
“Lembrar da morte não é amar menos a vida; é compreender que cada dia merece ser vivido com mais presença.”
Do livro Tempestade Serena, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A morte do falso eu não destrói a alma; apenas retira do ego o trono que nunca lhe pertenceu.”
Do livro O Espelho da Alma Livre — Amor, Consciência e Dissolução do Ego no Silêncio Divino, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Ainda aqui
por Sariel Oliveira
Eu já vi a morte levar gente demais de mim.
Gente que eu amava, que eu queria perto,
gente que eu achava que ainda tinha tempo.
E não teve.
A morte não dá aviso,
não dá chance de preparar o coração.
Ela só vem… e tira.
E depois disso, alguma coisa muda dentro da gente.
Hoje, eu prefiro que as pessoas se afastem.
Prefiro ver de longe, mesmo que doa.
Prefiro saber que estão vivendo, sorrindo, seguindo a vida…
mesmo que não seja comigo.
Porque a distância machuca,
mas não destrói do jeito que a morte destrói.
A morte não deixa escolha.
Não deixa caminho de volta.
Não deixa nem um “e se”.
Então, se for pra perder…
que seja pra vida.
Que seja vendo de longe,
que seja em silêncio,
mas sabendo que ainda estão aqui,
em algum lugar do mundo.
Porque no fundo…
o que mais dói não é a distância.
É a certeza de que nunca mais vai existir nem a chance de estar perto de novo.
Se Elias tivesse mantido os olhos apenas em Deus, teria pedido a morte debaixo de uma árvore por causa das ameaças de Jezabel? A depressão nasce quando a pressão das circunstâncias sufoca a esperança, e o medo começa a falar mais alto que a fé. O profeta que fez fogo descer do céu agora tremia sozinho numa caverna, porque até homens usados por Deus podem desmoronar quando a alma perde forças para confiar.
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