Lamento pela Morte de um Ente Querido
A morte é uma ilusão, serve para demarcar
o fim da transição de um estado para o outro.
Assim como a gota que evapora,
ou o gelo que derrete e
a nuvem que vira chuva
não deixam de existir,
Mas continuam em outro estado.
Assim é o ciclo de morte e vida.
E como o mar rodeia a praia,
assim ela rodeia tudo que é vivo;
a morte, esperando à espreita
de tudo que é efêmero e perecível
para retornar ao nível espiritual
verdadeiro, de essência imortal!
Quem não é feliz em vida não vai ser feliz depois da morte! Felicidade é um estado de espírito. Ou se tem ou não se tem.
Pálida Morte, o que a precede?
Profana e desleal, a morte é o aborto da vida. Um caminho poeirento e sinistro, a estrada do além. Entidade fantástica, jaze a mente insegura dos incautos. Há olhos argutos sob o funesto capuz, olhos que tudo veem. Seu sorriso no entanto, é sem vida, revela natureza vil. O instrumento curvo de ceifar, aniquilador de almas, concerne o mais terrível pesadelo. Sua fome é voraz, seu desejo; incalculável. A vida é a afirmação veraz de um sinistro presságio, e a profecia da morte é mal agouro, um nefário acidente. Ainda que bela e abastada de esplendor a vida têm seu propósito, está ligada a um desfecho ordinário, ou talvez, à súplica dolente. Lançada ao desatino, ao labor insano, ela está em cada esquina, ubíquo, sem descanso.
O que a precede? O sopro da vida!
UM DIA...
Quando vier até mim à morte, Amor,
Quero-te toda branda no teu viver...
Quando o dia descansar de mim, a dor
Também descansará na luz do teu ser.
Quando vier a tu’alma a eu encontrar
Nos pés de Deus empossado de paz,
Quero-te a mim, por morrer nunca mais
O amor que me deste, num fino altar!
O meu coração é um ermo desastrado
Sob o teu querer doce e imaculado,
Que descansar prometeu entre a gente.
Mas deixa-me ir sem levar-te o pranto,
Sem que anoiteça ao teu acalanto
O amar-término dum viver descontente.
Quando olhamos a vida pelo ângulo da liberdade e não da dor, entendemos que a morte é apenas um vale que se tem de descer, para na subida, seguir encontrando a vida.
E de repente, assim como às vezes um sonho nos ajuda a acordar, a morte no ajuda a renascer. Tudo é muito real, até que acordamos. Aí percebemos que estávamos sonhando. Da mesma forma que compreendemos o acordar depois que estávamos sonhando, compreendemos que estávamos mortos quando renascemos. O amor faz isso, o amor real. nos sacode da morte em vida.
O problema da morte ... é um problema dos vivos. Porque com essa morte, algo deles também tem que morrer. Renascer é como a verdade. Junto a ela, a mentira é uma falsa ridícula. Renascer não é mais que uma nova chance, a possibilidade de uma nova vida. Renascer é um despertar dos sentidos a outra dimensão. Não se percebe nada novo, mas sim o que sempre esteve aí, e não se via.
Na arte, se chamou de Renascimento o resgate da cultura clássica Grega. O novo foi o olhar. E isso... foi um acordar.
O despertar não é para a vida. É na vida.
Há uma diferença entre reviver e renascer. Alguém que morreu, pode reviver. Alguém que se sentiu morrendo com esse que morreu, pode renascer.
Não me surpreende que seres tão paradoxais, muitas vezes, quando estão mais acordados é quando sonham. Não é necessário morrer para renascer. Mas sim perder o medo da morte ! Você nasce chorando, e renasce chorando. O despertar arrasa o amor platônico. É outra maneira de renascer. Desperta não é cômodo, e nem prazeroso. É só real. Então, quando alguém acordou, já não existe mais morte, nem medo, nem deseperação. Não existem mais dualidades, nem enganos, nem ilusões. Só existe amor e vida. Ou melhor, imortalidade.
A Velheci chega...
A Morte é certa...
A Dor é para todos inevitavél...
A Vida é um sopro...
Tudo passa... e ainda tem gente por ai perdendo tempo com
irônias.
flores de um morte sem teu amor,
paraíso de um luar sem afio,
o frio desejo embora seja o desespero,
deste mármore frio...
selado no coração minha cripta,
esta o ar amargo destino do teu olhar,
porque tenho que viver,
solitude abrange afio de temores,
demais nessa madrugada, que o gelo...
sem amor sendo vasto abraço,
bem pouco um beijo apenas um desejo...
no fundo da alma acorrentada...
nesse mármore gelado.
por celso roberto nadilo
SE EXISTE A CONTINUIDADE DA VIDA APÓS A MORTE TEMOS UM BOM MOTIVO PARA VIVER ESTA VIDA SEM NOS PREOCUPARMOS, MAS SE NÃO EXISTIR OUTRA, SERÁ QUE VALEU A PENA TER PERDIDO PRECIOSOS SEGUNDOS APOSTANDO EM UM JOGO DE INCERTEZAS
(A dor..mecer)
"A morte é apenas um a- dor-mecer profundo, onde a alma se desliga do corpo e o corpo se desliga do mundo."
Nosso destino é um só, a morte. O que virá depois da morte, para mim, ninguém pode falar com certeza isso, pois não tem provas ou fatos reais que comprove tudo isso.
Dignidade para nascer é um direito.
Dignidade na vida é um dever.
Dignidade na morte é uma recompensa.
A VIDA PASSA RÁPIDO DEMAIS, VIVEMOS CONSTANTEMENTE POR UM TRIZ ENTRE A VIDA E A MORTE, DEIXAR DE VIVER UM SENTIMENTO POR MENOR QUE ELE SEJA É LOUCURA OU APENAS MEDO DE SER FELIZ.
As pessoas podem morrer juntas, depois de viver intensamente um amor. de morte morrida ou da separação.
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