Lamento pela Morte de um Ente Querido
Nada mais fará para restaurar o contentamento e a alegria da nossa salvação do que um verdadeiro espírito de gratidão.
Sou um caos extremamente organizado.
Minhas ideias se constroem em fios que parecem soltos, mas que só eu sei onde levam.
Minhas certezas florescem num solo cheio de dúvidas, como quem insiste em viver mesmo sem garantias.
E eu, cansada, continuo tentando existir com alguma dignidade no meio das minhas tempestades internas.
Quero voar, mas tenho medo de tirar meus pés do chão.
Medo do impulso, do salto, do desconhecido.
E, ainda assim, há uma calmaria silenciosa dentro de mim, pequena, quase tímida
mas que me chama.
Uma voz suave que diz que o vento não veio para me derrubar,
veio para me carregar.
Talvez eu ainda não saiba voar,
mas já começo a sentir que posso.
Porque a calmaria também mora em mim,
mesmo quando o mundo inteiro parece barulho.
Preservar memórias é um gesto de amor com o tempo.
É recusar que os dias importantes se dissolvam no esquecimento apressado da rotina.
A fotografia revelada carrega um peso diferente. Ela atravessa o toque, o olhar demorado, o silêncio que se cria diante de uma imagem que permanece. Não depende de bateria, de senha, de um arquivo perdido entre tantos outros. Ela existe. Está ali. Respira junto com a casa.
Os passeios registrados não são apenas lugares visitados — são estados de espírito vividos. O riso que escapou sem aviso, o vento no rosto, a mão que segurou outra com força. Quando essas imagens ganham moldura, deixam de ser apenas lembranças pessoais e passam a fazer parte do ambiente, da história cotidiana, da identidade de quem habita aquele espaço.
Uma fotografia emoldurada não é decoração.
É presença.
É memória que se recusa a ser esquecida no fundo de um celular.
É o passado caminhando suavemente ao lado do presente.
Há algo profundamente humano em passar por uma parede e ser atravessado por uma lembrança. Em parar por alguns segundos diante de uma imagem e sentir o coração reconhecer aquele instante. Como se a vida dissesse: isso foi real, isso foi seu, isso valeu a pena.
Emoldurar fotografias é escolher o que merece permanecer visível.
É dar honra aos dias que nos moldaram.
É permitir que as memórias nos acompanhem, não como nostalgia, mas como raiz.
Porque algumas lembranças não nasceram para ficar guardadas.
Elas nasceram para serem vistas, sentidas e revisitadas — todos os dias.
Por Jorgeane borges 8 de Janeiro 2026
Há um julgamento acontecendo o tempo todo.
Não na praça, nem nos tribunais,
mas dentro.
Apontamos o dedo para o mundo
e, quando ninguém vê,
erguemos o martelo contra nós mesmos.
Condenamos erros, falhas, atrasos, silêncios,
como se fôssemos obrigados a acertar sempre.
Mas que sociedade se constrói
quando cada um aprende a ser
o próprio algoz?
Que mudança é possível
se a primeira relação consigo,
já nasce em guerra?
Talvez transformar o mundo
comece por um gesto quase invisível:
diminuir a dureza do julgamento interno,
reconhecer a humanidade no outro
porque ela foi, antes, reconhecida em si.
Mudar a si não é se absolver de tudo.
É aprender a julgar com consciência
e viver com mais responsabilidade
e menos crueldade.
Pretérito
Um dia no futuro não muito distante , você ainda vai olhar pra trás e perceber que lá não é mais o seu lugar.
Vai perceber que os problemas foram degraus que você ultrapassou
Montanhas em que escalou
E que houveram muralhas, que com bravura você as derrubou.
E os dias tempestuosos, mesmo com medo você os enfrentou
Naqueles dias em que pensou que fracassou ou de fato você falhou.
Então rastejou-se!
Sofreu, chorou!
Silenciou, gritou até ruiu de se mesma e seguiu...
... mas não permaneceu no mesmo lugar.
Nunca, jamais em hipótese alguma, deixe de olhar para trás. para que não se esqueças que tudo vai passar e pra frente se deve andar, mesmo quando o chão lhe faltar.
Pra frente que se anda!
Te vejo lá.
O Beijo: Portal Entre o Corpo e a Alma
O beijo, para mim, é mais do que um toque de lábios. É um portal entre duas dimensões, a passagem que conduz ao outro, a chave que abre o corpo e a alma.
Ele é a senha de todos os gatilhos, acende chamas, desperta desejos. Mas, mais do que isso, é conexão. É o arrepio que denuncia a entrega, a profundidade que dissolve barreiras, a fusão que antecede o infinito.
Por isso, não dá para tocar qualquer boca sem desejar se aprofundar por inteiro. Um beijo sem alma é um gesto vazio, um desencontro. Mas quando há entrega, ele se torna passagem, arrepio, fusão. Ele dá profundidade ao instante e transforma o desejo em algo maior.
Um beijo nunca é só um beijo. É a porta de entrada para tudo que pode ser.
Olhar Que Recua no Tempo
O olhar é uma janela para o passado, um portal silencioso que nos permite voltar, ainda que por um instante, ao que já foi. Cada fotografia é um elo com o tempo, uma chance de recuar para uma memória distante, mas vívida, que se mantém viva dentro de nós. As imagens não são apenas representações do que vimos, mas sim fragmentos do que sentimos, capturados para resistir ao esquecimento.
Ao olhar para uma fotografia, não estamos apenas observando o que foi; estamos revivendo. O lugar, as pessoas, a atmosfera, tudo aquilo que estava presente naquele instante, ressurge no olhar que agora se aprofunda. O recuar no tempo é mais do que uma simples lembrança, é a reconstrução emocional de um momento que nos marcou, que ficou registrado não apenas na imagem, mas na alma.
As memórias, por sua natureza, são feitas para isso: para que possamos retorná-las quando desejamos, para que possamos reviver as experiências que nos moldaram. A fotografia nos dá a oportunidade de revisitá-las, de voltar a sentir o que sentimos, a ver o que vimos e a reviver o que nos tocou. Ela não apenas preserva o passado, mas nos dá o poder de retornar a ele sempre que necessário.
Imortalizados pela imagem, aqueles que foram capturados naquela fração de tempo permanecem conosco. E, por meio do olhar, nós também, como testemunhas e fotógrafos, nos tornamos parte dessa eternidade, imortalizando não só o momento, mas a essência que ele carrega. O olhar que recua no tempo não busca apenas o que foi, mas o que permanece, o que nunca se apaga, e nos lembra que a memória é, de fato, o que nos faz reviver.
Você acha que você tem problemas? Experimente ser um robô maníaco-depressivo.
O homem e o cachorro
Um cachorro não se importa com o valor do seu salário, não liga pra sua roupa, não tira extrato bancário, não sabe o que é dinheiro, viagens pro estrangeiro, nem quer morar em mansão. Ele só quer seu carinho e, quem sabe, um cantinho dentro do seu coração.
Eu nunca vi um cachorro desmatando uma floresta, maltratando seu planeta e o pouco que lhe resta. Não polui rio nem mar, também nunca vai marchar pra começar uma guerra, por dinheiro, ambição, racismo, religião ou um pedaço de terra.
Sem diploma, sem estudo, é mestre, é professor da mais bela disciplina: a matéria do amor. E o homem, mesmo estudado, vive sendo reprovado e não aprende a lição, que é tão simples entender, basta a gente perceber, como é que vive um cão… Uma vida que é tão breve, por isso talvez a pressa, a urgência de amar, já que amar é o que interessa, se doar sem querer troco, ser feliz mesmo com pouco. E a humanidade sofrendo, mesmo assim não compreende, peleja, mas não aprende o que um cão nasce sabendo: que amor tem 4 letras e, por certo, 4 patas, não diferencia ouro ou um pedaço de lata, não fala, não sabe ler, mas diz tudo pra você com o poder de um olhar, tão puro e tão leal, tem o dom especial de sempre nos perdoar...
Eu nunca vou entender a tamanha pretensão de um homem que se diz mais sabido que um cão. Em nossa sociedade, infestada de vaidade e sentimentos banais, pro homem poder crescer precisaria viver igualzinho aos animais.
Mais de um amor numa vida
É muito fácil de ter
A dor de amor é esquecida
Talvez nem chegue a doer
Mesmo se o fim é tristeza
Vazio no coração
No fim só fica a beleza
De uma bonita paixão
E embora o amor destruído
E o tanto que se sofreu
O tempo não foi perdido
A gente é que se perdeu
"Ao anoitecer
Me lembro de você
Escuridão é a morte
E eu só penso em morrer.
É que pra mim não faz sentido
Continuar vivendo e respirando
Você era meu ar
E já está me abandonando.
Apesar das desculpas, você podia ficar
Mas pra não ser feliz, é melhor que vá.
Só podia ter evitado, toda essa confusão
Você se precipitou nas palavras
E destruiu meu coração.
Um depois, um após
Como faço pra escrever
Uma linda nova história?
E desfazer os nós.
Parece que nunca foi recíproco
E eu continuo te amando
Você nem liga mais,
Já está até noivando.
Mas parabéns pra você
Pois como diz a música
Um nasce pra sofrer
E sofrendo eu vou vivendo
Quem sabe um dia aí
Eu descubra como faço pra poder voltar sorrir"
~ Sempre dê créditos ao autor quando compartilhar o texto. É o correto e justo. Gabriel Henrique de Oliveira Nascimento. Página do facebook: Romance&Sadness ~
"A vida e a morte
A morte e a vida
A vida é como água
Que corre sem parar
A morte é como vento
Invisível ao balançar
A vida é luz
A morte é trevas
A vida é o agora
A morte as esperas
A vida é amor
A morte é a dor
A vida é consolo
A morte o horror
A vida é sorriso
A morte os espinhos
A vida é roseira
A morte o abismo.
A vida sou eu
A morte é você
Você que me ceifou
Sem eu nem perceber."
~ Sempre dê créditos ao autor quando compartilhar o texto. É o correto e justo. Gabriel Henrique de Oliveira Nascimento. Página do facebook: Romance&Sadness ~
"A morte está para a vida assim como a vida está para a morte e assim como a lua está para o Sol e assim como o Sol está para a Lua. É necessário uma maior compreensão de toda a raça humana a respeito da morte e do ciclo que se inicia após a findar-se uma encarnação no corpo físico do Ser humano, sendo o espírito e alma imortais. O culto aos antepassados deve ser lembrado principalmente pelos jovens. Eu boiadeiro Jango tive e tenho descendentes e estes esqueceram de me cultuar e de lembrar-me. Cultuem vossa forte ancestralidade. Ancestrais não são apenas pai, mãe, avó e bisavô, mas também espíritos que possuem laço sanguíneo, energético, vibratório e cármico não de hoje ou ontem, mas de séculos e milênios. Valorizem, vós médiuns, seus guias e mentores espirituais, e também seus ancestrais.
A força dos ancestrais é aquela que te dará forças para continuar a jornada em busca do aprendizado, conhecimento e evolução. Cultuem e se lembrem daqueles espíritos que outrora conviveram contigo e hoje o acompanham em outra esfera espiritual, lhe ajudam e protegem, sendo estes sua família em espirito e em verdade. Os ancestrais atuam não somente como mentores espirituais que acoplam em seus aparelhos, mas em todo lugar onde atua a espiritualidade e onde o seus guiados forem estes irão para lhes recomporem espiritualmente.
Ninguém neste mundo do cão vive sozinho, então busquem a força de seus ancestrais para que possam trilhar seus obstáculos e desafios, além de provarem o respeito a terem um vinculo energético forte que é ligado ao sangue. A força do sangue é algo extremamente forte e que conecta o ser humano de uma maneira magística incompreensível a vós que estão tão iludidos com aparências e hipocrisias.
Em cada célula do homem está a remanescência dos antepassados. Cada homem é a síntese de seus antepassados. Quando você se alimenta está alimentando junto a seus antepassados, quando ora está iluminando-se junto a seus antepassados e quando cura e é curado assim ocorre com seus antepassados.
Sou boiadeiro Jango na linha de Iansã Igbale, que é Iansã das almas e Omolu e posso lhes informar que nada é mais gratificante a um ancestral ver seu ente querido encarnado conectado a seus ancestrais através de um elo inquebrantável e lhe cultua de maneira límpida e respeitosa.
A linha da movimentação das almas traz uma energia de desenlace entre os eguns que estão perdidos e presos ao plano material de forma que suguem as energias de seres encarnados a fim de alimentam suas almas sedentas que estão com aluz própria apagado, sendo que façam da prática de utilizar uma energia externa de maneira vampírica como combustível insacável. Trabalho desprendendo estes eguns dos humanos e do plano material utilizando as laçadas como maneira de separar energeticamente e magisticamente atuo com meus mistérios dentro dessa senda da evolução. Quando vibro na linha de Omolu trabalho trazendo a cura a quem necessita e carrego aprendizados de quando já era vivo aqui nesta Terra, no sertão da Bahia, onde curava as pessoas enfermas e necessitadas em uma terra precária que não existiam hospitais e nem médicos. "
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