Lamento pela Morte de um Ente Querido
Aprendi muita coisa na vida, mas só depois de fazer errado umas três vezes seguidas.
Diário de um Vegetal
Quando vejo o sonho de uma pessoa se realizando, fico feliz e penso. Um dia será o meu sonho que irá se realizar!
O medo faz parte em tudo em nossas vidas, pois é um sentimento não de covardia mais sim de alerta mental onde em algum momento alguém nos feriu e ele fica nos avisando.
Falar mal de outrem, simplesmente porque temos ódio do caipora, não nos torna um herói. Apenas faz de nós um palhaço, sem graça ou maquiagem.
Nessa semana, junto com um pequeno grupo de colegas, estávamos conversando a respeito do dia das mães e sobre os dilemas das famílias nos dias de hoje e, lá pelas tantas, uma colega havia dito que não gostava de assistir homenagens feitas para as mães nessa data porque, era uma e duas, e ela já chorava.
Uns confirmaram o mesmo sentimento e outros se mantiveram silentes sobre o assunto.
Eu, de minha parte, manifestei-me dizendo: eu não choro não. Não tem perigo de correr uma lágrima sequer pelo meu rosto.
Minha amiga olhou firmemente pra mim e perguntou a razão disso e, então, lhe disse: se eu chorar, rapidamente lembrarei de minha mãe me dizendo: “engole esse choro piá!”
Obrigado mãe, por tudo, principalmente por ter-me ensinado a engolir minhas fraquezas, todas elas, para encarar o mundo e a vida de frente.
Os amigos permanecem, pouco importando como está o tempo e a maré. Amigos brigam um com o outro, tretam entre si, dão um tempo até, mas, ao final, se perdoam e se ajudam, porque se amam. Agora, uma coisa é certa: traíras são incapazes de compreender e viver isso porque não sabem amar. E o pior é que as pessoas descobrem essa dura verdade quando já é tarde demais e das piores formas possíveis.
Antigamente, lá pelos idos de minha porca juventude, um jovem apresentava-se como rebelde “esclarecido” e “crítico” por ter lido um livro. Nossa! Ele leu um livro...
Para recuperar a sanidade, nesta época, bastava um pouco de tempo e algumas leituras a mais para que nos flagrássemos de nossa idiotia nada original.
Hoje os tempos são outros. Em outros temos nós estamos.
Atualmente basta que o infante – não tão infante assim - pinte o cabelo, ou faça uma tatuagem, beije na boca e, quem sabe, fume um e integre uma trupe para que se sinta o suprassumo do esclarecimento, da criticidade.
E é cada esclarecimento que, só por Deus.
Enfim, diante deste quadro, francamente, não sei o que poderia ser feito para livrar a pobre alminha agrilhoada neste estado criticamente crítico de alucinação coletivista, aja vista que o indivíduo deve, necessariamente, reconhecer que está carecendo de ajuda o que, infelizmente, não é o caso. Não é o caso mesmo.
Constantemente visito o bem e o mal. Um rosto me coloca entre o certo e o acaso. Me encontro perdida, exposta aos julgamos de meu próprio consciente. Gerencio dúvidas e incertezas, sentimentos que irão sanar ao desabrochar da razão. Mas, como agir racionalmente, se durante devaneios delibero meu juízo ignorar, para que o ímpeto acalme minha alma atarantada. Meu corpo sede, mas a alma evita. O real é surreal, e em minutos numerados o infinito se esvai.
Há nele um misto de sentimentos.
Há nele carisma e simplicidade.
Há nele experiências desconhecidas.
Há nele encanto e graciosidade.
Há nele uma infinidade.
Há nele peculiaridade.
Há em mim, ele.
Um coração feliz não é mera obra do acaso. É um bordado delicado feito com pequenos encantamentos do dia a dia, com a linha do cuidado e as cores da gratidão.
Seja gentil o suficiente para aonde for deixar atrás de si um rastro doce de leveza e a essência da gratidão.
Pela estrada eu caminhava
A cada passo um terremoto
A cada passo uma pedra
Eu tentava voar
Voando eu conseguia desviar dos obstáculos
Eu cai
Então percebi
Que pela estrada eu teria de caminhar
A cada passo uma confusão
Voar seria a solução
Mas pela estrada eu teria de caminhar
Caminhando me via perdida
Correr seria suicídio
Correr seria perigoso
Pois, pela estrada eu teria de caminhar
INIMIGO ÍNTIMO
Do espelho alguém olha pra mim,
um olhar duro que fere e maltrata.
Um estranho que me diz assim:
— Covarde! Anda logo e te mata!
Havia tanto lixo em minha casa
e resolvi jogar tudo fora,
mas na na parede um espelho me dizia
que a maior sujeira não tinha ido embora.
Pra hoje: um toque suave de carinho; uma gentileza; um olhar e um desses risos bobos pra desarmar o mal humor e trazer mais leveza ao dia.
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