Lamento pela Morte de um Ente Querido
Em primeiro grau terreno, realidade é a mente e cada um tem uma e algumas estão apenas parecidas.
Sempre haverão realidades que acessará-se com o tempo, através dos dias e as somas de vivências e fatores.
Cada um tem seu próprio tempo, sem dever apressar. Se necessário avisar com leveza, para quando poderem acessar, ou ouvirmos com atenção o que pode ser a chave para nós mesmos.
Ser policial é muito mais que uma profissão, é uma vocação, um sacerdócio. É viver e conviver um cotidiano de riscos e incertezas, mas é a satisfação do dever cumprido a cada missão.
Michelangelo com a pedra.
Certo dia, Michelangelo viu um bloco de mármore e disse a seus alunos: “Aí dentro há um anjo, vamos colocá-lo para fora!”. Depois de algum tempo, com o seu gênio de escultor, um anjo surgiu da pedra. Então os discípulos lhe perguntaram como tinha conseguido aquela proeza. Ele respondeu: “O anjo já estava aí, apenas tirei os excessos que estavam sobrando”. Educar é isso, é ir com paciência e perícia, sabedoria e bondade, retirando os maus hábitos e descobrindo as virtudes, até que o “anjo” apareça em cada aluno.
O combate é um ser vivo que muda e tem milhões de formas. Mas procuro focar na maior parte dos casos e não nas exceções.
Um amor não vivido plenamente, permanece na pele, na memória e no coração, aflorando pela imagem, pelo cheiro, pelas lembranças, até o infinito.
Um elogio atrai outro...
Jovem guerreiro, inspirando gerações e admirado pelos seus pares. Criativo, une força e inteligência, conquista espaços e atrai olhares por onde passa.
Com sabedoria e humildade, apresenta-se de forma brilhante, encara os desafios com determinação e mantém-se atento a cada nova oportunidade de aprendizado. Está sempre disposto a romper barreiras, pois não se acomoda com o óbvio. Sua inquietude o impulsiona a buscar soluções para os problemas, dia após dia.
Tem sede de conhecimento, coragem para enfrentar o desconhecido e disposição para transformar obstáculos em oportunidades. Guerreiro, compreenda: o universo não é o seu limite, mas o começo de tudo aquilo que você ainda pode conquistar.
Supere seus desafios, aprenda com as quedas e tenha sempre a dignidade de se reerguer. Quando cair, caia em pé, com a cabeça erguida e a coragem intacta.
Afinal, um verdadeiro guerreiro não teme o seu semelhante. Tem consciência do próprio valor, respeita quem está à sua frente e, quando desafiado, tem a coragem de olhar nos olhos, sem arrogância, mas com firmeza e convicção.
Siga em frente, jovem guerreiro! Que sua força seja acompanhada de sabedoria, sua inteligência seja guiada pela humildade e suas conquistas sirvam de inspiração para as gerações que virão.
Porque os grandes homens não se revelam apenas pelas batalhas que vencem, mas também pelos valores que carregam e pelo legado que deixam no mundo.
Um dia nas redes sociais,
Vi uma fotografia linda demais,
Uma mulher bonita sem igual,
De encanto e beleza natural,
Da adolescência a terceira idade,
Pessoa de essência e verdade,
Fizemos amizade de verdade,
Para durar para eternidade,
O nome dela é Sonia Martins,
Uma mulher de beleza sem fim.
A Estação que Habita em Mim
Vivo como um trem.
Não porque deseje partir,
mas porque a vida não conhece
o ofício de permanecer.
Os trilhos são o destino
que não consulta a vontade,
e cada apito é uma ordem silenciosa
que nem o coração consegue desobedecer.
Passei por muitas estações.
Em algumas,
deixei apenas o rumor das rodas,
como quem atravessa a chuva
sem molhar a terra.
Em outras,
deixei pedaços inteiros de mim,
sem perceber
que um homem também pode ficar
onde apenas sua lembrança permaneceu.
Há pessoas para quem
a minha viagem terminou.
Foi numa plataforma qualquer,
dessas que o tempo cobre de poeira.
Elas acenaram.
Eu acenei.
O trem partiu.
E foi ali
que morri um pouco
na memória delas.
Talvez hoje contem minha história
como quem fala de um viajante
que passou depressa
e desapareceu na curva dos trilhos.
Mas há outras...
Outras ainda viajam comigo,
embora ocupem vagões invisíveis.
Não lhes ouço a voz,
não lhes vejo o rosto,
e, ainda assim,
há noites em que sinto
que respiram dentro das minhas lembranças.
Estranha é a distância:
afasta os corpos,
mas, às vezes,
aproxima a eternidade.
Existe, porém,
uma estação
que nunca consegui deixar.
Foi nela que ficou
aquilo que de mais verdadeiro havia em mim.
Desde então,
o trem continua seguindo,
os dias continuam passando,
as paisagens continuam mudando...
Mas eu...
Eu permaneço parado
naquele instante
em que vi uma porta fechar-se
e um olhar desaparecer
entre a fumaça da partida.
Descobri tarde
que o corpo viaja,
mas a alma escolhe
onde deseja morar.
A minha nunca embarcou novamente.
Se algum milagre houver
nos relógios do universo,
não lhe pedirei
que façam o trem andar para trás.
Pedirei apenas
que desenhem um desvio nos trilhos,
uma curva impossível,
um caminho que conduza,
não ao passado,
mas ao lugar onde o amor
esperou tempo demais.
Porque algumas estações
não pertencem aos mapas.
Existem apenas
dentro daqueles
que continuam viajando
com o coração
à espera de um retorno
que talvez nunca aconteça...
E, ainda assim,
é essa esperança
que mantém acesa
a luz da última janela
do último vagão
do trem que insiste
em chamar-se vida.
Quando a vida nos surpreende
Às vezes, a vida nos surpreende de um jeito que jamais conseguiríamos imaginar. E o mais curioso é que, por vezes, ela nos entrega algo com que sonhamos, mas por caminhos tão diferentes daqueles que idealizamos que, quando acontece, já não sabemos muito bem como agir.
Então, o coração se aquece, a respiração muda, o peito parece abrigar um mundo inteiro. Há algo novo no ar, no olhar, na maneira como os dias passam a ter outro sabor. Por alguns instantes, sentimo-nos invencíveis, como se tudo fosse possível.
Mas, junto com a felicidade, chega também o medo. O medo de acreditar demais, de baixar a guarda, de se permitir sentir sem reservas. O medo de que aquilo que hoje nos faz tão bem amanhã seja apenas uma lembrança bonita de algo que não permaneceu.
E talvez seja esse um dos maiores desafios de estar vivo: aprender a não transformar a beleza do que acontece em angústia pelo que pode deixar de acontecer.
Nem tudo o que é bonito vem com garantias. Nem tudo o que nos toca profundamente traz consigo respostas imediatas. Às vezes, a vida apenas nos convida a sentir, antes que a razão encontre explicações e o medo invente despedidas para histórias que mal começaram.
Talvez a coragem não esteja em ter certeza de que tudo vai dar certo, mas em não permitir que o medo do fim nos roube a alegria do que estamos vivendo agora.
Porque há coisas que não podemos controlar. Mas podemos escolher não fugir de tudo aquilo que, apesar das incertezas, ainda faz o coração bater diferente.
mesmo que um bezerro esteja concentrado em comer seu capim, em certo momento ele há de descobrir o que acontece com os bois no abatedouro, pois mesmo centrado em sua comilança, isso não diverge seu destino dos demais animais
Tem dias em que tudo o que a alma pede é um pouco de silêncio, um lugar tranquilo e a liberdade de simplesmente existir, sem cobranças, sem pressa e sem culpa.
Desacreditado
Há um momento em que alguém deixa de ser apenas questionado e passa a ser desacreditado.
A diferença parece pequena. Não é.
Questionar ainda deixa alguma coisa em aberto. Ainda existe espaço para resposta, para dúvida, para surpresa. Desacreditar é diferente. Muitas vezes, a conclusão chega antes da pessoa.
Ela fala, mas a escuta já começa a se fechar. Tenta explicar, mas a explicação parece vir tarde demais. Tenta de novo e encontra aquela suspeita silenciosa de quem pensa, antes mesmo de ouvir: “eu já sei onde isso vai dar”.
É assim que um erro, pouco a pouco, deixa de ser apenas um erro.
Ele cresce. Ocupa espaço. Ganha memória.
E, sem que ninguém perceba exatamente quando isso aconteceu, passa a representar a pessoa inteira.
Há uma diferença enorme entre dizer que alguém falhou e dizer que alguém é um fracasso. A primeira frase fala de um acontecimento. A segunda transforma o acontecimento numa definição.
Talvez esse seja um dos pesos mais difíceis de carregar quando se é desacreditado: não apenas perder a confiança dos outros, mas perceber que, para alguns, já não existe sequer o direito de ser diferente daquilo que um dia se mostrou ser.
No começo, isso vem de fora.
De um olhar. De uma palavra. De uma comparação. De uma lembrança que alguém insiste em trazer de volta. Vem daquela sensação estranha de que uma versão antiga de nós entrou no ambiente antes da nossa chegada.
Depois, com o tempo, alguma coisa muda de lugar.
A voz que vinha de fora começa a aparecer por dentro.
“Ninguém acredita em mim” pode, quase sem ruído, transformar-se em “talvez eu também não deva acreditar”.
E aí o descrédito se torna mais perigoso.
Porque já não precisa de plateia.
A pessoa recua antes que a rejeitem. Evita tentar para não confirmar aquilo que teme. Cala algumas coisas antes mesmo de descobrir se seriam ouvidas.
Não porque tenha necessariamente perdido sua capacidade, mas porque começou a perder algo mais delicado: a imagem de si mesma como alguém capaz.
Nem todos reagem da mesma maneira.
Alguns se recolhem. Passam a esperar menos de si, dos outros, da vida. Outros fazem o contrário: tentam provar demais, transformam cada gesto numa defesa, cada erro numa ameaça, cada dúvida alheia numa nova acusação. Há ainda quem escolha o desapego como proteção: se eu não esperar nada, pensa, nada poderá me frustrar.
São caminhos diferentes, mas podem nascer da mesma ferida.
O descrédito repetido reduz expectativas. Expectativas menores podem reduzir tentativas. E menos tentativas podem produzir, com o tempo, justamente aquilo que no início era apenas um julgamento dos outros.
A pessoa deixa de arriscar.
Deixa de insistir.
Deixa de imaginar alguns caminhos.
E, anos depois, talvez olhe para aquilo que não aconteceu como se nunca tivesse sido possível.
É aí que a frustração se torna mais difícil de compreender.
Porque ela não nasce apenas do que se perdeu.
Nasce também do que deixou de ser tentado.
Dos caminhos abandonados antes do primeiro passo. Das escolhas recusadas por medo. Das possibilidades que morreram não porque fossem impossíveis, mas porque a própria pessoa passou a acreditar cedo demais que não conseguiria alcançá-las.
Talvez, então, alguns dos frustrados de amanhã sejam os desacreditados de ontem que, pouco a pouco, aprenderam a esperar menos.
Não todos.
Não necessariamente.
Mas alguns.
Sobretudo aqueles que passaram a carregar por dentro o julgamento que antes vinha de fora.
Ainda assim, é preciso cuidado.
Desconfiar também protege.
Nem toda pessoa merece crédito. Nem toda promessa deve ser acolhida. Nem toda segunda chance precisa ser dada apenas porque foi pedida.
Há pessoas que repetem.
Há arrependimentos que funcionam muito bem nas palavras e muito mal nos atos.
Há mudanças anunciadas tantas vezes que acabam se tornando apenas outra maneira de ganhar tempo.
Por isso, desconfiar nem sempre é dureza.
Às vezes, é memória.
Às vezes, prudência.
Às vezes, é a forma que encontramos de não cair novamente no mesmo lugar.
Mas existe uma fronteira. E talvez ela seja mais importante do que parece.
A dúvida pergunta: “será?”
A desconfiança pergunta: “que razões tenho para acreditar?”
O descrédito absoluto já decidiu: “nada será suficiente”.
Um ainda observa.
O outro procura apenas aquilo que confirma o que já pensava.
Um admite a possibilidade de rever.
O outro transforma um episódio em destino.
Talvez seja por isso que desacreditar alguém possa significar mais do que retirar confiança.
Pode significar retirar movimento.
Deixar de admitir que uma pessoa possa reparar, amadurecer, aprender tarde — mas aprender. Recusar a hipótese de que possa fazer diferente, surpreender, escapar da imagem na qual foi aprisionada.
Isso não significa esquecer.
Nem fingir que nada aconteceu.
Nem devolver confiança apenas porque o tempo passou.
O tempo, sozinho, não melhora ninguém.
Há coisas que precisam ser demonstradas. Mudanças que exigem constância. Palavras que só recuperam algum peso quando, finalmente, começam a aparecer nos gestos.
Mas existe um perigo também do outro lado.
O perigo de decidir cedo demais que nada jamais será suficiente.
Porque chega uma hora em que já não estamos apenas tentando nos proteger de uma nova decepção.
Estamos tentando proteger nossa própria certeza de qualquer coisa que possa contrariá-la.
E isso também aprisiona.
O descrédito pode começar como defesa e, devagar, virar prisão para os dois lados: para aquele que perdeu o crédito e para aquele que já não consegue rever o julgamento que fez.
Quanto tempo deve durar um erro?
É difícil responder.
Quanto de alguém deve permanecer preso ao pior que fez?
Não sei se existe uma medida justa.
Quando uma lembrança necessária deixa de ser memória e passa a funcionar como sentença?
Em que momento uma mudança deixa de ser apenas uma fala bonita e começa, de fato, a merecer consideração?
Talvez essas perguntas não tenham respostas fáceis — e talvez não devessem ter.
Há uma tensão que não desaparece: responsabilizar sem congelar, desconfiar sem transformar a suspeita numa identidade, reconhecer mudança sem inventá-la, admitir reparação sem apagar aquilo que aconteceu.
Talvez maturidade tenha menos a ver com saber exatamente quando acreditar e mais com continuar capaz de perceber quando a realidade já não cabe na ideia que fizemos dela.
Porque o descrédito também seduz.
Há nele uma estranha promessa de segurança.
Quem não espera nada imagina que não poderá se frustrar.
Quem não acredita em ninguém pensa estar protegido do engano.
Quem já decidiu que alguém nunca mudará não precisa enfrentar o desconforto de admitir, um dia, que talvez tenha mudado.
Só que toda certeza cobra alguma coisa.
E, às vezes, cobra justamente a capacidade de enxergar aquilo que veio depois.
Ser desacreditado talvez seja uma forma de exílio.
Não exatamente de um lugar.
De um lugar possível.
É entrar numa conversa e sentir que aquilo que você fez anos atrás chegou antes. É perceber que o erro ocupa tanto espaço que quase não sobra lugar para todo o resto. É ser ouvido por meio de uma versão antiga de si mesmo.
E isso cansa.
Cansa ter de explicar.
Cansa ter de provar.
Cansa perceber que, para algumas pessoas, qualquer gesto novo continuará sendo lido por uma lente velha.
Talvez uma parte da reconstrução comece quando entendemos que não controlamos o momento em que os outros voltarão — se algum dia voltarem — a nos enxergar de outra maneira.
Algumas confianças não serão recuperadas.
Algumas portas não se abrirão novamente.
Algumas pessoas preferirão guardar para sempre a versão de nós que conheceram num momento ruim.
E há pouco que possamos fazer sobre isso.
Mas existe uma parte que não deveria ser entregue.
A própria identidade.
Porque perder o crédito de alguém não é a mesma coisa que perder a si mesmo.
Talvez a última resistência do desacreditado seja justamente essa: não passar o resto da vida tentando provar alguma coisa para todos; não transformar cada gesto numa defesa; não viver permanentemente diante de um tribunal imaginário, esperando uma absolvição que talvez nunca venha.
Talvez seja apenas continuar.
Com mais consciência.
Com menos ilusões.
Talvez com algumas cicatrizes.
Mas continuar.
E conservar dentro de si a chance de ainda se tornar alguém que nem o próprio passado conseguiu prever.
Porque ninguém deveria ser obrigado a coincidir para sempre com o pior momento da própria história.
Talvez exista uma liberdade pequena, quase silenciosa, nisso.
Seguir em frente sem exigir que todos voltem a acreditar.
Sem implorar que esqueçam.
Sem negar aquilo que aconteceu.
Mas também sem permitir que o descrédito dos outros tenha autoridade para escrever a última frase sobre quem ainda podemos ser.
Você será uma mulher tão bela
Quer vivi sempre na janela em um temporal de amor
Pois se vc ainda não tem dono
Eu quer vivo no abandono
Quero o seu amor
Veja se não serei inferior assim
Eu gosto de você e você nunca olhou para mim
Meus olhos são fontes de chorar de dor
Se amar é um pecado
Eu seria um pecador
Mas também sou um homem tenho direito ao seu amor
Wendel alves
Um pedido ao universo fui fazer.
Para quando te ver.
Não reconhece você.
Não recordar para não chorar.
Sem chorar para não falar.
Que já imaginei um universo inteiro sem você.
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