Lamento pela Morte de um Ente Querido

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Existe um pouco deConsciência
Onde habita a insanidade
Da forma animal
Humana..!

A consciência e um mar
Onde você pode
Se afogar, nadar ou boiar
Tudo depende do quão bom
Nadador você é..!

Existe certos mundos
E eu como um bom escritor
Estou criando e os destruído
Constante..!

A tranquilidade de um homen
Não deveria
Ser medida por quanto ele ganha..!

A Sagrada Reunião Consigo Mesma


Há um momento sagrado na caminhada em que a alma cansa de mendigar atenção e decide retornar para casa. Esse retorno é o verdadeiro auto reencontro. Olhar para si mesma e se acolher significa parar de se cobrar uma perfeição que não existe e passar a se tratar com a mesma caridade e paciência que você sempre distribuiu para os outros. Deus colocou em seu peito uma centelha divina capaz de curar qualquer rejeição terrena, mas você precisa ativar essa força. Não espere que os outros descubram o seu valor para que você passe a se respeitar. Seja você a mão que se levanta na queda, o ombro que chora no silêncio e o sorriso que celebra as pequenas vitórias. O céu te apoia, mas o primeiro passo para o acolhimento precisa nascer da sua própria decisão de se amar.

Cuidar de si também é um gesto de amor. E incentivar alguém a cuidar de sua saúde pode ser um gesto de amor ainda maior.

⁠Enfim dezembro, e pra quem ficou o ano inteiro sem um "como você está?" Não precisa se esforçar e iniciar socialização ,enviando mensagens natalinas vazias.

Lembre-se o verdadeiro Espírito Natalino é amor verdadeiro, não hipocrisia.

Viva o verdadeiro Espírito Natalino, não viva hipocrisia.

O que é a vida?
Talvez não seja resposta, mas travessia.
Não um sopro passageiro, nem um teste de perfeição,
mas a chance diária de crescer em consciência.
Nem tudo será compreendido,
e está tudo bem.
Que sejamos lúcidos, gentis e corajosos,
porque não caminhamos sozinhos .
Deus habita o processo.

As boas maneiras são a melhor herança
(Clarice Lispector)


Educar já foi, um dia, muito mais do que ensinar fórmulas e conceitos. Era também tocar o invisível, cultivar a essência, despertar a alma. Era olhar para o ser humano e enxergar nele não apenas razão, mas dons, talentos e a centelha de sua própria grandeza.


Música, dança, artes, cultura, gestos e atitudes compunham essa sinfonia de formação. Aprendia-se a sentar-se à mesa como quem celebra, a usar os talheres como quem honra, a conversar como quem partilha, a ouvir como quem acolhe. A etiqueta não era máscara, mas poesia em movimento: expressão de respeito, equilíbrio e nobreza de caráter.


Essa educação moldava o indivíduo para todos os cenários da vida ,o lar, a sociedade, o trabalho. Ensinava que conviver é também um saber, e que o conhecimento floresce quando se entrelaça com a delicadeza do viver.


Hoje, fala-se pouco dessa educação voltada à alma e aos bons modos. Mas sua necessidade permanece, silenciosa e urgente. Descobrir talentos é vital, mas saber oferecê-los ao mundo com elegância, responsabilidade e respeito é o que os torna extraordinários.


Educar é semear saberes, despertar dons e, sobretudo, formar o ser humano para viver e conviver em harmonia.


Porque a verdadeira educação não se revela apenas no que sabemos, mas na forma como nos colocamos diante da vida e das pessoas, com dignidade, beleza e amor.

Deus deu uma vida para cada um cuidar da sua


Seu cansaço não nasce apenas da sua própria caminhada, mas do fardo que outros deixam cair em suas mãos.
É o filho adulto que não assume suas escolhas e você corre para resolver.
É o parente desorganizado e você vira cofre.
É o colega que abandona a tarefa e você carrega o trabalho dele.


Quando você disser “não”, alguns vão se afastar.
Não porque você errou, mas porque perderão o conforto de ter alguém que sempre segurava suas responsabilidades.
Eles confundiram sua bondade com obrigação, sua presença com servidão.
E, ao se afastarem, revelarão que não buscavam parceria, mas dependência.


Ajudar é diferente de carregar nos braços, de viver a vida do outro.
Falar de você, falarão sempre — seja pela sua luz ou pela sua sombra.
Mas lembre-se: o Criador entregou a cada ser humano uma existência para cuidar.
Você não é Deus e não salvará o mundo.


Esse peso não lhe pertence: devolva ao verdadeiro dono.


Respire.
Aceite que alguns irão embora quando você colocar limites.
E caminhe apenas com o peso da sua própria vida.

Houve um tempo em que a magia de entrar em sintonia com o nosso Criador pertencia a todos.


Quando alguém consegue entrar em sintonia com o universo, uma energia circular sobe até a superfície e se manifesta como uma grande serpente, semelhante às labaredas do fogo. Uma grande força nos impulsiona a fazer o que precisa ser feito.


Essa era a forma como nossos ancestrais sabiam que estavam em contato direto com o Criador.


As bruxas são seres humanos que despertaram os elementos interiormente e entraram em sintonia com o universo, sendo capazes de demonstrar isso fisicamente.


Uma bruxa estabelece comunicação com o mundo extrafísico. Essa comunicação entre o ser humano e a espiritualidade já existiu largamente sobre a face da Terra, mas se perdeu, ficando restrita a poucos...


Finalmente, a serpente se ergueu sozinha no meu caldeirão, tornando-me uma facilitadora do aprendizado, pela paz e pela honra de meus ancestrais.


Pelo antigo e místico elemento fogo, fonte de amor em toda a sua força, que me abençoa, dando-me vitalidade, criatividade e paixão pela vida. A fonte de amor, em toda a sua glória, me direciona por meio da comunicação da intuição.


Nem todos são testemunhas da magia e das manifestações do plano espiritual para o plano físico. Mas tenho certeza de que isso ainda vai acontecer para cada um, em seu universo interior.


Independentemente de onde venha a crença, Deus nos habita, e somos feitos à imagem e semelhança de todo o sagrado.


Acima de nós, bruxas, estão os Seres Ascensionados, grandes mestres da humanidade que deixaram aqui na Terra o seu caminho de luz. São eles que nos direcionam para ajudar aqueles que permanecem caminhando na roda de Samsara.


Nossa visão do mundo já não está nos olhos físicos, porque encontramos o ponto de equilíbrio e já não há mais julgamentos, apenas compaixão.


Não importa quão longa seja a sua jornada terrena. Deus está presente no universo para todos os filhos sagrados que queiram se aproximar do Grande Espírito que lhes soprou a vida.

Tarot


O Tarot não pertence a nenhuma religião. Ele é um sistema universal de aconselhamento, um oráculo que utiliza símbolos para nos ajudar a compreender melhor aquilo que vivemos.


Suas cartas apresentam símbolos encontrados em diferentes religiões, culturas e sistemas de crenças ao redor do mundo: símbolos cristãos, pagãos e elementos mitológicos das tradições nórdica, grega, entre tantas outras, interpretados de uma maneira universal.


O Tarot é uma arte divinatória que tem como objetivo proporcionar autoconhecimento, e não simplesmente adivinhação. Ele trabalha com possibilidades, e não com afirmações absolutas.


Por meio das cartas, podemos observar aspectos que, em meio a tantas emoções e desequilíbrios, muitas vezes não conseguimos enxergar com clareza. O Tarot pode revelar aspectos energéticos e vibracionais presentes em nossa vida, trazendo à consciência aquilo que estava oculto dentro de nós.


Cada carta carrega um arquétipo, representando um aspecto da personalidade, uma energia ou uma situação que podemos vivenciar em diferentes momentos da vida.


Em uma tiragem, existe uma combinação específica de cartas que se apresenta para determinada pessoa. Dentro da visão do Tarot, isso não é compreendido simplesmente como aleatoriedade, acaso ou coincidência, mas como sincronicidade.


As cartas refletem as emoções, os conflitos e as experiências que a pessoa pode estar vivendo naquele momento, auxiliando-a a compreender sua própria realidade e indicando possíveis caminhos.


Por isso, o Tarot não precisa ser visto como uma sentença sobre o futuro, mas como uma ferramenta de reflexão.


Ele não determina o que irá acontecer.


Ele nos mostra possibilidades, revela aquilo que talvez não estejamos conseguindo enxergar e nos convida a olhar para dentro.


O Tarot é, acima de tudo, uma fonte de autoconhecimento.

A Vassoura Mágica


A vassoura é um instrumento mágico de purificação, limpeza e transformação.


Nós, bruxas, utilizamos a vassoura para preparar um espaço antes de uma celebração ou de um ritual, afastando energias que estejam em desarmonia e que possam interferir nas intenções que desejamos alcançar.


Durante a purificação, a vassoura percorre o espaço em movimentos circulares, no sentido anti-horário, simbolizando a limpeza, a desprogramação e a retirada daquilo que já não deve permanecer. Suas cerdas não precisam tocar o chão, pois aquilo que estamos varrendo não pertence ao plano físico, mas ao mundo extrafísico.


Um dos momentos em que essa prática pode ser realizada é durante o Sabbat de Imbolc, associado ao final do inverno e à preparação para um novo ciclo. É um período simbólico para limpar, banir e deixar para trás tudo aquilo que não deu certo, abrindo espaço para o recomeço trazido pela primavera e pela celebração de Ostara.


A vassoura também carrega um profundo simbolismo de fertilidade e união. O cabo representa o sagrado masculino, enquanto as cerdas representam o sagrado feminino. Quando essas duas partes se unem, formam um único instrumento, simbolizando a união dos polos masculino e feminino, a criação, a família e o lar.


Por isso, a vassoura se tornou um dos símbolos mais conhecidos das bruxas.


Mais do que um simples instrumento, ela representa a capacidade de limpar, transformar e atravessar fronteiras entre mundos, conectando o plano físico ao extrafísico e simbolizando o acesso a dimensões que, segundo essas tradições, nem todos conseguem perceber.


A vassoura não apenas varre.


Ela abre caminhos, encerra ciclos e prepara o espaço para aquilo que está por vir.

Facebook, o Memorial da Era Digital


Ele é um álbum que podemos compartilhar com amigos, parentes, vizinhos, pessoas de pertinho ou de bem longe, porque ele não tem porteira e atravessa a fronteira.


Podemos fazer publicidade, criar grupos de amizade, montar nosso perfil com fotos e listas de interesses pessoais e fazer amigos bem legais.


O Face possui várias ferramentas, como o mural, um espaço bem especial, permitido aos amigos postar o que bem entender. Só é preciso ter o cuidado de lembrar que aquilo representa você, seja algo criado ou apenas compartilhado.


Se quiser fazer um grande comunicado ou apenas deixar um simples recado, ele é apropriado.


Facebook é o livro da sua cara,
é a solução para alcançar gente de montão.


Enviar o convite de casamento ou simplesmente informar qualquer outro evento ficou moleza. É uma beleza saber as novidades das pessoas em tempo real — e isso é muito legal!


Podemos configurar nossa opção pessoal para deixar tudo bem mocadinho, ou escancarar se somos separados, bem casados, solteiros ou se estamos apenas enrolados...


Paquerar também é permitido. Não precisa ser escondido, porque é fantástico poder dividir as alegrias e comemorar com muitos curtir, amei e uau.


Isso é muito bacana!


Nada de ser sacana e postar indireta. Gente inteligente não se afeta, porque sabe dialogar.


Falar com sinceridade e externar as vontades
é ser gente que se entende de verdade.


Conectados à família, aproximamos até os parentes que estavam distantes.


No campo de Acontecimentos ou nos detalhes sobre você, existe a oportunidade de mostrar um pouco do passado até o exato momento presente. Assim, podemos lembrar onde estávamos, onde estamos e onde queremos chegar.


Para saber, basta clicar.


Na área de Trabalho e Educação, temos a opção de falar sobre nosso histórico profissional. É uma oportunidade de mostrar experiências, compartilhar conhecimentos e deixar registrado aquilo que aprendemos ao longo da caminhada.


Nesta rede social, a memória pode ser guardada sem sofrer tanto com a ação do tempo.


Porém, tenha cuidado com os lamentos, pois, no futuro, ele vai te lembrar...


As melhores lembranças para compartilhar são aquelas que gostamos de relembrar: momentos feitos com criatividade, que despertam saudade, alegria e satisfação.


Assim, podemos olhar para trás e perceber que houve aprendizado, transformação e evolução.


Nesta comunidade digital, temos a oportunidade de ser quem somos de verdade, compartilhar nossas histórias e, com liberdade, celebrar as belezas da diversidade.


Porque, no fim das contas, o Facebook pode ser muito mais do que uma rede social:


é um pedaço da nossa história guardado no tempo,
um álbum de memórias, encontros e momentos,
onde cada curtida, cada foto e cada lembrança
ajuda a contar quem fomos, quem somos
e quem ainda podemos ser.

Em todo pequeno avanço surge um grande obstáculo

FIGURAS CINZAS

Quando a ausência ganha a cor da memória.

Talvez a vida seja como um álbum.

Nascemos com algumas páginas praticamente vazias. Não sabemos quantas existirão, quantas pessoas passarão por elas ou quais histórias serão escritas ao longo do caminho.

Então começamos a preencher.

Primeiro aparecem aqueles que já estavam conosco antes mesmo de compreendermos o significado da palavra família. Pai, mãe, irmãos, avós. Depois chegam os tios, primos, professores, colegas, amigos, amores, filhos, vizinhos e tantas outras pessoas que, de alguma maneira, encontram um espaço em nossas páginas.

Cada uma delas é uma figurinha.

E, enquanto está conosco, é colorida.

Algumas ocupam páginas inteiras. Outras aparecem discretamente em algum canto da nossa história. Há aquelas que permanecem durante décadas e aquelas que passam rapidamente, mas deixam uma marca que não desaparece.

Há figurinhas que trazem alegria.

Outras carregam ensinamentos.

Algumas nos fazem rir.

Outras nos fazem chorar.

Existem aquelas que nos abraçam e aquelas que nos ferem.

Algumas nos amam.

Outras nos decepcionam.

E há aquelas que simplesmente passam por nós sem perceber que, por algum motivo, deixaram uma pequena parte de si em nossa história.

É assim que o álbum vai crescendo.

Página após página.

Ano após ano.

Até que descobrimos uma coisa que ninguém nos ensina verdadeiramente a compreender:

o álbum também muda de cor.

Um dia, uma das figuras coloridas se torna cinza.

Não porque perdeu sua importância.

Não porque deixou de ser amada.

Não porque sua história deixou de ter valor.

Ela se torna cinza porque sua presença terminou e sua memória começou.

É o momento em que alguém parte.

Um avô.

Uma avó.

Um pai.

Uma mãe.

Um irmão.

Um amigo.

Um amor.

Alguém que, talvez, acreditássemos que estaria sempre ali.

E então descobrimos que algumas pessoas não desaparecem exatamente.

Elas apenas mudam de lugar.

Saem do espaço onde podíamos encontrá-las e passam a ocupar outro lugar, muito mais silencioso: a memória.

É por isso que algumas figuras ficam cinzas.

Não são figuras apagadas.

São figuras encerradas.

A história chegou ao seu ponto final.

E talvez seja justamente isso que torne a perda tão dolorosa.

Porque a morte não leva apenas uma pessoa.

Ela leva também a possibilidade de escrever novos capítulos com ela.

Não haverá mais aquela conversa.

Aquela ligação.

Aquele abraço.

Aquela discussão.

Aquela risada.

Aquele conselho.

Aquela presença aparentemente comum que, depois da partida, descobrimos ser extraordinária.

É então que sentimos saudade.

E a saudade talvez seja uma das formas mais silenciosas de amor.

Porque sentimos falta justamente daquilo que teve importância.

Ninguém sente saudade daquilo que nunca significou nada.

A dor da ausência é, de certa forma, a prova de que houve presença.

Talvez por isso devêssemos olhar para nossas figuras cinzas com um pouco mais de ternura.

Elas não representam somente aquilo que perdemos.

Representam também aquilo que tivemos.

Um dia aquela pessoa esteve ali.

Um dia houve convivência.

Houve histórias.

Houve abraços.

Houve conflitos.

Houve perdão.

Houve amor.

Houve vida.

E talvez essa seja a primeira grande lição das figuras cinzas:

não devemos permitir que a tristeza pelo fim apague a beleza do que existiu.

O ponto final não torna inútil a história.

Uma história não perde seu valor porque terminou.

Pelo contrário.

É justamente porque sabemos que ela terminaria algum dia que cada capítulo deveria ter sido vivido com maior intensidade.

A criança que brincou com o avô talvez não soubesse que um dia sentiria falta daquela voz.

O filho que achava cansativo ouvir os conselhos dos pais talvez um dia daria qualquer coisa para escutá-los novamente.

O amigo que sempre esteve por perto talvez só tenha revelado seu verdadeiro valor depois de partir.

A vida possui essa estranha capacidade de nos ensinar o valor das coisas muitas vezes depois que elas deixam de estar disponíveis.

Por isso, talvez devêssemos olhar mais para as figuras coloridas enquanto ainda estão coloridas.

Abraçar enquanto podemos.

Dizer “eu te amo” enquanto a pessoa pode ouvir.

Pedir perdão enquanto ainda existe tempo.

Perdoar enquanto ainda existe oportunidade.

Visitar enquanto a porta ainda pode ser aberta.

Ligar enquanto ainda existe alguém do outro lado da linha.

Porque não sabemos em qual página a cor vai mudar.

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Com o passar dos anos, nosso álbum fica cheio.

E, inevitavelmente, algumas figuras coloridas começam a ficar cinzas.

Isso pode nos assustar.

Quando somos jovens, pensamos que viver é acrescentar pessoas.

Mais tarde descobrimos que viver também é aprender a conviver com as ausências.

Talvez amadurecer seja exatamente isso.

No começo, queremos preencher páginas.

Depois aprendemos a preservar páginas.

E, finalmente, compreendemos que algumas das páginas mais importantes de nossa existência são justamente aquelas que guardam pessoas que já não podemos abraçar.

O álbum da vida não é composto apenas pelas pessoas que permaneceram.

Ele também é formado por aqueles que partiram.

Somos, de certa maneira, uma coleção de pessoas.

Carregamos expressões que aprendemos com nossos pais.

Gestos dos nossos avós.

Conselhos de professores.

Histórias de amigos.

Manias de irmãos.

Lembranças de antigos amores.

Feridas deixadas por algumas pessoas.

Perdões oferecidos por outras.

Somos também aquilo que recebemos daqueles que passaram por nossa vida.

Talvez sejamos um pouco de cada pessoa que realmente nos tocou.

E, nesse sentido, as figuras cinzas continuam participando do álbum.

Elas já não podem acrescentar novos capítulos à própria história, mas continuam influenciando a nossa.

O avô que partiu pode continuar ensinando através de uma frase que repetimos.

A mãe pode continuar presente em um gesto que aprendemos.

O pai pode continuar vivendo em uma maneira de trabalhar, cuidar ou enfrentar dificuldades.

O amigo pode continuar provocando um sorriso quando lembramos de determinada história.

A pessoa que amamos pode continuar existindo na forma como aprendemos a amar.

É assim que a memória desafia a ausência.

Ela não devolve fisicamente quem partiu.

Mas impede que tudo aquilo que aquela pessoa representou desapareça completamente.

Enquanto alguém se lembrar, alguma parte daquela história continua existindo.

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Talvez seja por isso que o cinza não deva ser entendido apenas como a cor da tristeza.

O cinza também pode ser a cor da permanência.

É a cor de uma presença que deixou de ser física, mas não deixou de ser significativa.

É a cor da memória.

E memória não é o contrário da vida.

É uma das maneiras pelas quais a vida continua dentro de nós.

Existe, então, uma esperança escondida nas figuras cinzas.

A esperança de que aquilo que foi verdadeiro não seja completamente perdido.

A esperança de que o amor não termine simplesmente porque o abraço terminou.

A esperança de que uma história possa continuar produzindo frutos mesmo depois de seu último capítulo.

Talvez a morte encerre uma existência, mas não consiga apagar todas as consequências de uma vida.

Uma pessoa pode partir e ainda permanecer na maneira como alguém pensa, educa, ama, trabalha, perdoa ou enfrenta o mundo.

Nesse sentido, algumas pessoas continuam vivendo através daqueles que deixaram para trás.

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Imagine, então, alguém chegando ao final da própria vida e abrindo seu álbum.

Haverá muitas figuras coloridas.

Mas haverá também muitas figuras cinzas.

Algumas provocarão lágrimas.

Outras trarão risos.

Algumas despertarão arrependimento.

Outras, gratidão.

Talvez algumas páginas sejam difíceis de olhar.

Talvez existam pessoas que gostaríamos de encontrar novamente.

Talvez existam outras das quais gostaríamos de nos despedir melhor.

Mas todas elas terão alguma coisa em comum:

fizeram parte da história.

E talvez, naquele momento, seja possível compreender algo que levamos uma vida inteira para aprender.

O objetivo nunca foi manter todas as figuras coloridas.

Isso seria impossível.

O objetivo era viver.

Amar.

Conhecer.

Errar.

Perdoar.

Aprender.

Construir histórias.

Preencher páginas.

E, quando algumas figuras inevitavelmente mudassem de cor, ter memória suficiente para olhar para elas e dizer:

“Eu tive você na minha vida.”

Talvez essa seja uma das maiores formas de gratidão que podemos oferecer aos que partiram.

Não apenas chorar porque eles se foram.

Mas agradecer porque um dia estiveram conosco.

Porque, quando transformamos a lembrança em gratidão, a ausência começa a dividir espaço com a esperança.

E então percebemos algo ainda mais bonito.

O álbum não terminou.

Ainda existem páginas vazias.

Ainda existem pessoas que não conhecemos.

Amizades que ainda não começaram.

Abraços que ainda não demos.

Lugares onde ainda não estivemos.

Amores que ainda podem chegar.

Histórias que ainda não foram escritas.

E, principalmente, ainda podemos ser a figurinha colorida na vida de alguém.

Talvez seja essa a grande responsabilidade de estar vivo.

Enquanto nossas páginas ainda estão sendo preenchidas, precisamos cuidar da cor que deixamos nas páginas dos outros.

Porque um dia, para alguém, também seremos memória.

E quando esse dia chegar, talvez não sejamos lembrados pelo tamanho da nossa casa, pelo dinheiro que acumulamos, pelos cargos que ocupamos ou pelas coisas que possuímos.

Talvez sejamos lembrados por uma conversa.

Por um abraço.

Por uma ajuda.

Por uma palavra.

Por uma presença.

Por um momento em que fizemos alguém sentir que não estava sozinho.

No fim, talvez seja isso que realmente permaneça.

As coisas passam.

As pessoas partem.

As páginas viram.

As cores mudam.

Mas algumas histórias continuam.

E talvez a vida seja exatamente isso:

um álbum que começa vazio, se enche de cores e, lentamente, vai adquirindo tons de cinza.

Não devemos temer o cinza.

Porque o cinza nos lembra que houve cor.

E se ainda dói olhar para determinada figura, talvez seja porque aquela pessoa ainda possui um lugar dentro de nós.

Por isso, quando sentir saudade, não pense apenas na ausência.

Volte à página.

Olhe a figura.

Lembre da voz.

Lembre do sorriso.

Lembre da história.

E agradeça.

Porque nem todos têm a sorte de possuir uma memória que ainda dói.

Às vezes, a dor da saudade é simplesmente o coração dizendo:

“Isso foi importante.”

E talvez seja essa a esperança escondida nas figuras cinzas.

Algumas pessoas deixam de estar ao nosso lado, mas nunca deixam de fazer parte de quem somos.

O álbum continua aberto.

Ainda há páginas.

Ainda há cores.

Ainda há vida.

Preencha-as.

Quando você é um mapa aberto nas mãos de alguém,
essa pessoa conhece seus caminhos,
suas curvas, seus atalhos
e até os lugares onde você costuma se perder.


Mas nem todo mundo que conhece o caminho
quer te levar às Maldivas.


Alguns usam o mapa para te conduzir ao destino dos sonhos.
Outros estudam suas rotas
apenas para saber exatamente onde te fazer cair.


Por isso, cuidado com quem recebe o mapa da sua vida.
Nem todo mundo merece conhecer seus atalhos,
seus pontos fracos
e o endereço dos seus sonhos.


Porque, quando você entrega seu mapa para a pessoa errada,
ela não precisa destruir seu caminho.


Basta te convencer a seguir a direção errada.

Estar na Terra traz essa sensação singular de ser um simples visitante, alguém que passa por aqui apenas para colher vivências e sentir a vida em sua forma mais crua. Mas, ao erguer os olhos para a imensidão da noite, a alma pede mais , desperta o desejo inevitável de embarcar em uma viagem sideral, de desbravar o cosmos e testemunhar como cada esfera celeste carrega um fragmento da essência divina.


O fascínio se aprofunda quando percebemos que o mistério do universo não está apenas no alto. Ao olhar ao redor, fica claro que a própria Terra abriga sopros e reflexos de outros mundos, fundindo o terreno ao celestial. É nesse encontro de infinitos que habita o maior mistério da existência, sentir,. sentir-se infinitamente grande por carregar o cosmos dentro de si, e, no mesmo instante, poeira pequena diante do mistério do amor de Deus.

Nao fique com inveja das estrelas, elas já passaram por aqui, elas estão te olhando la de cima, uma estrela pode ser seu anjo d"guarda..




Sonia Solange da Silveira


Ssolsevilha
Poetisa do cerrado


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⁠Tempo de amar

Verdade, a vida é um sopro, não avisa o seu fim,não nos prepara nem avisa quem vamos perder. Entre um espaço e outro da batida dos nossos corações existe um breve intervalo de tempo o qual determina a nossa existência. Em um compasso absoluto de harmonia nos impulsiona a evoluir e a buscar nossos sonhos e correr atrás de sentimentos. Então viva, mas viva marcando cada milésimo de segundos com o dom do amor, da fé e do perdão. Pois Nunca saberemos quando não haverá mais espaços entre as batidas do coração.