Lamento pela Morte de um Ente Querido

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A santidade verdadeira não nasce de uma imagem construída para impressionar pessoas; nasce de um coração quebrantado que permite Deus transformar sua vida.

O pai saiu para buscar os dois. Um precisava de perdão; o outro precisava de transformação no coração.

Cristo não veio buscar os merecedores, porque não há um sequer .
(Romanos 3:23). Ele veio buscar os perdidos. (Lucas 19:10).

Um povo raso de Bíblia vira massa de manobra.
Quem não lê, acredita em qualquer voz.
Quem não examina, compra mentira embrulhada de fé.
miriamleal

A máscara pode até proteger o ego por um tempo,
mas só a transparência gera paz, liberdade e firmeza espiritual.
miriamleal

⁠Em meio ao turbilhão da vida, conceder-se o precioso instante de contemplação é um ato sublime. Que, ao olhar para o horizonte infinito, possamos redescobrir a arte de simplesmente existir, com a alma leve e o coração em paz, imersos na grandiosidade deste mundo que, com sua beleza serena, nos ensina a arte de viver.

⁠Não há maturidade. Em vez disso, há um processo de maturação em constante evolução. Pois, quando há uma maturidade, há uma conclusão e um final. Este é o fim. É quando o caixão está fechado. Você pode estar se deteriorando fisicamente no longo processo do envelhecimento, mas o seu processo pessoal de descoberta diária continua em andamento. Você continua a aprender mais e mais sobre si mesmo todos os dias. Você é o resultado das suas maturações: suas vivências, experiências, decisões e conclusões tomadas.

Homens prudentes podem habitar zonas cinzentas. A prudência é a virtude que permite a um homem ser senhor de dois mundos.⁠

⁠Somente através da prudência é que um vício ou mesmo pecado pode se tornar útil ou quiçá até mesmo uma “virtude”.

⁠A ambição de um homem existe, antes de tudo, para tornar suportável o ato de se olhar no espelho após uma derrota.

O colonialismo não é uma máquina de pensar, não é um corpo dotado de razão. É a violência em estado puro, e só se curvará diante de uma violência maior.

Frantz Fanon
Os condenados da Terra. Rio de Janeiro: Zahar, 2022.

Saudades do Rio


Agilson Cerqueira


O Rio Cachoeira já foi um pedaço do céu derramado sobre a terra. Suas águas corriam tão claras que o azul das manhãs parecia morar dentro delas. Entre pedras douradas pelo sol, a correnteza cantava baixinho, e os peixes deslizavam como versos vivos sob o espelho líquido do rio.


Nas margens havia música humana. O canto das lavadeiras se misturava ao bater da água nas roupas; os areeiros, com suas pás e seus animais, desenhavam o ritmo do trabalho; os pescadores conversavam com o silêncio das águas; e as crianças, livres de qualquer temor, mergulhavam antes mesmo de aprender o significado da palavra perigo. O rio não era apenas parte da cidade — era a própria infância respirando.


Eu me lembro do mergulho seguro. O corpo entrava na água como quem volta para casa. A correnteza nos envolvia com a ternura de um velho amigo, e, debaixo d’água, o mundo tremulava em transparência e luz. Havia cheiro de terra molhada, de mato fresco, de manhã recém-nascida. Tudo parecia eterno.


Lembro também dos jegues nas margens — Sobrado, Ponteiro e Arvoredo — companheiros silenciosos daquele cenário que hoje só existe inteiro na memória. O Sobrado caminhava com a imponência de quem conhecia o próprio valor; o Ponteiro era ligeiro e atento, sempre à frente; e o Arvoredo, com sua orelha quebrada pendendo para baixo, seguia devagar, como se tivesse aprendido a conversar com o tempo.


E como esquecer meu avô? Sua presença vinha junto com o cheiro do rio, com a vara de bambu nas mãos e o anzol unha-de-gato brilhando à luz da manhã. Quando o peixe fisgava, começava um pequeno balé sobre a água: a linha esticada, a vara vergando, o peixe riscando o espelho do rio numa resistência bonita, quase uma dança entre a liberdade e a captura.


Os pescadores voltavam com fieiras pesadas, com muitos peixes reluzindo ao entardecer. Os tarrafeiros lançavam suas redes como quem lançava esperança, e muitas famílias encontravam no Cachoeira o pão de cada dia. O rio alimentava corpos e também alimentava a dignidade.


Hoje, quando a estiagem chega, o leito parece respirar com dificuldade. Das águas cansadas sobe um cheiro triste, como se o rio tentasse expulsar a dor acumulada em tantos anos de abandono. O brilho desapareceu, os peixes se calaram, e as margens perderam a alegria das vozes que sabiam viver no compasso da correnteza.


É estranho sentir saudade de um rio que ainda atravessa a cidade. O nome continua o mesmo, o curso ainda insiste em seguir adiante, mas algo essencial se perdeu. É como olhar uma fotografia antiga desbotada pelo tempo: reconhecemos o contorno, mas as cores da vida já não estão lá.


Dentro de mim, porém, o Rio Cachoeira permanece cristalino. Ele corre intacto pelas lembranças de tardes intermináveis, de pés descalços na areia, de mergulhos sem medo e de horizontes que pareciam não ter fim. Na memória, suas águas continuam limpas, e talvez essa seja a última nascente que ainda não conseguiram poluir.


Ah, que saudade da vida do rio. Saudade do tempo em que a transparência das águas iluminava os olhos das crianças, amparava as lavadeiras, sustentava os areeiros e dava esperança aos pescadores. Saudade do meu avô à beira d’água, da vara de bambu apontada para o poente, e do silêncio dourado das tardes em que o Cachoeira parecia eterno.


Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto a correnteza chamando meu nome. E por um instante breve — tão breve quanto o brilho de um peixe saltando ao sol — volto a ser menino nas águas claras do rio que nunca deixou de correr dentro de mim.


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Deus me mostra um novo caminho, porque o que eu vinha destruí; por medo de um dia por ele querer retornar.

O narcisismo é uma armadura de ferro em um corpo de palha.

Um belo dia esse mundo nos conhece. E depois? Crescemos e passamos a conhecê-lo. Algumas vezes erramos, outras acertamos. Choramos, sorrimos. E descobrimos que isso é viver! A vida nos é apresentada como um espetáculo: não importa se estamos no palco ou na plateia, o importante é que estejamos felizes.


Texto de 22/07/12.

LARVARUNCA


No terreiro da existência,
Vi um caso singular;
O varão perdeu o leme,
Deixou outro governar.
Quem já foi dono da casa
Nem se atreve a opinar.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


Ela escolhe a roupa dele,
O destino e o caminhar;
Marca a hora, muda os planos,
Diz se pode ou não falar.
Ele apenas balança a cabeça,
Sem coragem de negar.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


Se ela compra, ele paga;
Se ela vende, é sem consultar.
Ela muda os móveis todos,
Sem sequer lhe perguntar.
E o coitado só responde:
"Se você quiser, pode deixar."


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


No passeio ou na cozinha,
No descanso ou no labor,
Ela dita as regras todas
Com firmeza e com vigor.
Ele segue obedecendo,
Sem mostrar qualquer valor.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


Mas cordel também ensina
Com respeito e sensatez:
Todo lar floresce mais
Quando existe altivez.
Diálogo, amor e acordo
Valem muito mais que a vez.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.


Homem e mulher unidos,
Cada qual no seu lugar,
Dividindo os desafios,
Aprendendo a dialogar.
Quem governa junto a casa
Faz o amor sempre reinar.


LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.

Aquele que amou a tristeza jamais sofreu um única noite, pois, ao conhecer as cores compreendemos os tons do mundo.

⁠O mesmo vento que apaga uma vela ...
É capaz de causar um incêndio...

Um dia você é jovem e no outro você também é jovem porque
apenas um dia se passou.

É melhor encarar a loucura com um plano do que ficar quieto e deixar que ela te desfaça em pedaços.