Lamento pela Morte de um Ente Querido
benta
Existe um tipo de pessoa que não entra na vida dos outros.
Ela inaugura uma estação.
Antes dela, os dias acontecem como um inverno comprido. As árvores continuam de pé, os carros continuam passando, o relógio continua cumprindo sua obrigação de girar. Mas existe uma diferença silenciosa entre viver e apenas sobreviver. Quase ninguém percebe até encontrar alguém capaz de acender as luzes de uma casa que sempre esteve habitada por sombras.
Foi assim que conheci Benta.
Os olhos mais sinceros que já presenciei em 26 anos de vida.
Bonitas eram as coisas que aconteciam perto dela.
O café parecia mais quente.
As ruas pareciam menores.
Os silêncios deixavam de ser um lugar de abandono para se tornarem um idioma que duas pessoas podiam dividir sem medo.
Ela carregava uma estranha habilidade de fazer o mundo perder o excesso. Como se passasse as mãos sobre a realidade e retirasse todo o ruído que sobrava entre um coração e outro.
Algumas pessoas chegam oferecendo promessas.
Benta oferecia paz.
E isso era infinitamente mais perigoso.
Porque promessas quebram.
Paz vicia.
Passei tempo demais acreditando que anjos tinham asas.
Depois percebi que talvez eles apenas saibam permanecer quando ninguém mais consegue.
Ela nunca precisou salvar ninguém de incêndios, tempestades ou guerras.
Bastou existir.
Há pessoas que nos dão conselhos.
Outras nos dão coragem.
Ela me devolveu uma versão de mim que eu desconhecia.
Na presença dela, eu não precisava fingir ser forte. Não precisava vencer discussões imaginárias, provar inteligência, esconder as rachaduras ou construir personagens. Pela primeira vez, existir parecia suficiente.
E isso me assustava.
Porque quando alguém nos enxerga sem as armaduras, sobra apenas a responsabilidade de não ferir aquilo que finalmente encontrou descanso.
Nem sempre consegui.
É estranho perceber que o amor também pode carregar culpa.
Não aquela culpa dramática dos romances.
Uma culpa silenciosa.
A de olhar para trás e pensar que algumas mãos aparecem apenas uma vez na vida para nos tirar da água.
E nós, ainda aprendendo a respirar, acabamos soltando exatamente a mão que nos mantinha na superfície.
Às vezes imagino que Deus distribui milagres de maneira discreta.
Não em igrejas.
Não em profecias.
Mas em pessoas.
Pessoas que aparecem sem anunciar a própria importância.
Que entram pela porta como qualquer outra.
Que riem de coisas pequenas.
Que bagunçam os cabelos com o vento.
E só depois de irem embora revelam que sustentavam um universo inteiro sem nunca terem dito uma palavra sobre isso.
Benta era assim.
Nunca precisou dizer que era luz.
A escuridão fazia esse trabalho por comparação.
Existe uma rua dentro da memória onde ela continua caminhando.
Não envelhece.
Não se despede.
Não pede que eu a siga.
Apenas continua andando, enquanto tudo ao redor floresce com a delicadeza de quem nunca soube que estava realizando um milagre.
Talvez seja por isso que algumas lembranças doam tanto.
Não sentimos falta apenas de uma pessoa.
Sentimos falta daquilo que éramos quando alguém nos fazia acreditar que o mundo ainda tinha um lugar reservado para a esperança.
Benta nunca foi uma casa.
Casas podem ser reconstruídas.
Ela foi horizonte.
Você pode atravessar continentes inteiros, aprender novos idiomas, dormir em outras camas, conhecer outros rostos.
Ainda assim, em algum momento do dia, seus olhos procuram exatamente aquela linha distante onde o céu parecia tocar a terra.
E então você entende.
Existem pessoas que passam pela nossa vida para serem amadas.
Outras, para serem esquecidas.
Mas há uma categoria infinitamente mais rara.
Aquelas que nos libertam de nós mesmos.
Que chegam quando tudo dentro parece um labirinto sem saída e, sem perceber, derrubam uma única parede.
Não mostram o caminho.
Elas se tornam o caminho.
E mesmo quando já não estão mais ali, seguimos andando por causa da direção que deixaram.
É por isso que nunca consegui pensar em Benta como uma ausência.
Ausências pertencem ao tempo.
Ela pertence ao que existe antes das palavras.
Àquela sensação inexplicável de encontrar abrigo sem precisar entrar em lugar algum.
Se algum dia me perguntarem qual foi o melhor sentimento que experimentei, não responderei com felicidade.
Felicidade é breve.
Direi que, por um instante impossível da vida, conheci alguém cuja simples existência fazia o mundo parecer menos pesado.
E desde então passei a desconfiar que certos anjos aceitam viver entre os homens apenas para lembrá-los de que a salvação, às vezes, não desce dos céus.
Às vezes ela sorri.
E atende por um nome que ninguém mais compreenderá.
Benta.
No silêncio Te encontro, Senhor.A Sua companhia é agradável, Senhor:Um bálsamo suave para os dias violentos, e um banquete de manjares para os dias de glória.
O amor de mãe é imenso, é um amor que acolhe, protege e permanece, independentemente do tempo ou das circunstâncias.
Título: Protesto
Até quando eu vou ligar minha TV e ver mais um inocente morrer?
Até quando eu vou ver que, lá no morro, mais uma bala encontrou um corpo?
Corpo esse que sempre foi explorado e morreu sem dignidade, com seu sangue escorrendo no asfalto.
Até quando o negro trabalhador vai ser confundido com bandido e traficante?
Até quando o sistema da injustiça vai afastar o preto e pobre para a periferia?
Até quando eu vou ouvir os gritos de uma mãe que chora pelo seu filho?
Filho esse que o sistema julgou estar envolvido com coisas que essa mãe repudiou desde o início.
Sei que parece clichê, mas nem todo morador é do tráfico, pode crer.
Lá em cima tem um povo que luta pra sobreviver entre o esgoto,
Vive situações difíceis de se crer e ainda se ergue pra um futuro poder ter.
Tem gente que luta só no trabalho,
Outros ousam e, além do trampo, estudam no busão lotado.
Por isso eu te pergunto: até quando essa violência vai acontecer?
Quero um lugar melhor pro povo viver!
A vida é um espetáculo com apresentação única! Alguns recebem ingressos VIPs, outros populares. Uns assistem ao show inteiro, e outros, apenas ao início. Uma parte da plateia aplaude, enquanto a outra vaia! A única certeza é que quem viver verá!
Shakira fez um show histórico!
E o rebanho de patriotários dá coices e zurros sem parar! A musa é mais Brasil que o gado senil!
Metade de Israel é um deserto! A única área cultivável é o Norte! Por isso, invadem e anexam tudo ao sul! Império da morte!
Tem muita gente que almeja
Um dia poder voar,
Mas por temer ficar tonto
Desiste de decolar.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
O bom de se conversar
Com Pessoa inteligente
É que podes discordar
E nunca ela irar virar
Um inimigo da gente.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
17 Fevereiro 2025
De um brilho que vem de Deus
Surgi a menina de luz
Em poesia visual
Num traço transcendental
Em um painel que reluz.
Gélson Pessoa
Santo Antônio doSalto da Onça RN
04/01/2026
Antes que o Tempo Passe
Envelhecer é um privilégio. Chegar à velhice realizado é uma escolha.
Não espere o tempo ensinar o que a coragem pode fazer hoje. Visite quem ama, viaje, aprenda, cuide da saúde e abrace novos desafios.
Ame sem medo. A gratidão ilumina os dias. Os sonhos que valem a pena são os seus, não os dos outros. Afaste-se do que rouba sua paz e aproxime-se do que faz sua alma crescer.
Vale a pena ser teimoso quando a felicidade exige esforço. Há conquistas que dão trabalho, pedem coragem, insistência e paciência. Mas desistir delas custa muito mais caro: custa uma vida inteira de arrependimentos.
O medo prende. A fé coloca os pés na estrada.
No fim da caminhada, o que pesa não são os erros, mas as oportunidades que deixamos passar.
Viva de um jeito que, ao olhar para trás, você encontre lembranças — e não arrependimentos.
Peregrino Nino Carneiro
Estou vivendo um momento saboroso,
colhendo as conquistas
do verão e semeando a
primavera em pleno outono...
-Marta Felipe-
O Brasil é um país tão “doente” de políticos que tal colocarmos alguém saudável para governar?
Saudável de atitude.
Ou eu encontro um caminho ou abrirei um.Pensando e afiando o meu machado. Quando me levantar árvores irão cair.
Ontem sozinha a pensar,
senti uma saudade imensa de você.
Um desejo que não sei dizer,
que não sei explicar.
Uma vontade louca de te ver,
Uma vontade louca de chorar...
sem saber... porque...
Olhei o céu de estrelas radiosas e
entre elas as mais formosas juntinhas...
bem juntinhas... a brilhar!
E sem saber porque crescia cada vez mais
o meu sofrer, crescia esta vontade de te ver juntinho de mim... bem juntinho...
Pra dizer-te bem baixinho... muito baixinho...
Eu gosto muito de você!
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