Lago
As lacunas da gratidão e da honra não precisam ser preenchidas com aplausos ou fogos de artifício, mas sim com simples coerência.
Se nós não nos alimentarmos do pão que desceu do céu vamos acabar comendo das migalhas que “subiram” do inferno
No ambiente eclesiástico normalmente a necessidade e o milagre da multidão se resolve na entrega e sacrifício de apenas alguns
Viver o evangelho não é uma questão de facilidade ou dificuldade. Na verdade é uma impossibilidade. E só se torna realidade porque é Cristo que vive em mim.
Deus não nos pede apenas aquilo que nos esvazia d’Ele, mas sobretudo aquilo que nos enche de nós mesmos. Afinal, a escassez de Deus é tão letal quanto a abundância do eu.
Sua vida com Deus não rompe quando você larga o que te prende… mas quando você entrega até o que te sustenta seu ego
Quem não tem tempo pra falar de esperança, que não se iluda esperando que a vida lhe fale de milagres
CANTO DA ESPERANÇA
De João Batista do Lago
A sinfonia da insensatez em toda pressa
Reverbera o prenúncio de toda guerra
Imanência de estados totalitários
Sujeitando a honra de povos na terra
A nota colonizadora é a dó maior
Gerando mortandade com seus fuzis
Prostrando sobre a pátria todos os civis
Famélicos soldados do vão ouro negro
Até quando os senhores donos do mundo
Plantarão toda infinda desgraçada sorte
Subjugando toda uma nação até a morte?
Há de chegar o dia da nova esperança
Há por certo de se compor sinfonia nova
O mundo será jardim de almas crianças
VIGÉSIMO QUINTO HEXÁSTICO
porque igual assim me pretendes
não quero deste mundo fugir
esta dor é um bem que me dói
puro desejo de potência é
nego por fim teu prazer fátuo
melhor viver a dor ousada
"Nunca imaginei aprender tanto com o meu inimigo! Nunca. Hoje consigo até mesmo admirá-lo! Observo-o. Estudo-o. Leio-o atentamente... e não o deixo escapar do meu campo de visão. Este é o meu inimigo: Eu mesmo!"
Vulcão
O espaço é o meu corpo
talhado de aventuras.
Nele está tatuado toda marca
da esperança desesperada.
O tempo é o meu corpo
rio caudaloso e turvo.
Nele está singrante toda dor
da desesperada esperança.
EU E O TEMPO
Sou, pois, o avesso
Do avesso
No regresso do tempo
Sou, pois, sempiterno
Puras recordações
Das ilusões dos tempos
Sou, assim,
Ternura dos ventos
E dos tempos
E sem o tempo do ser
Sou o ser do tempo
Na eternidade do eu
QUADRAGÉSIMO PRIMEIRO HEXÁSTICO
Dou à tua nova carne sentido
Velhos e novos rios transportam
Verbos sacrílegos… parábolas…
ao poeta cabe encarná-los
dando-lhes luz às novas almas
sequiosas de novos saberes
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