Karl Marx
O sofrimento religioso é ao mesmo tempo a expressão do sofrimento real e um protesto contra o sofrimento real. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração e a alma de condições desalmadas. É o ópio do povo.
A condição essencial da existência e da supremacia da classe burguesa é a acumulação da riqueza nas mãos dos particulares, a formação e o crescimento do capital; a condição de existência do capital é o trabalho assalariado.
A história inteira não é senão uma transformação contínua da natureza humana.
O próprio problema só se apresenta quando as condições materiais para resolvê-lo existem ou estão em vias de existir.
A burguesia rasgou o véu de emoção e de sentimentalidade das relações familiares e reduziu-as a mera relação monetária.
A propriedade privada dos meios de produção deve ser eliminada, não toda de uma só vez. Mas através do imposto de renda progressivo. Esse processo poderá levar várias gerações.
Ser radical é agarrar as coisas pela raiz, e a raiz para o homem é o próprio homem.
A ausência temporária faz bem, porque a presença constante torna as coisas parecidas para que possam ser distinguidas. A proximidade diminui até as torres, enquanto as ninharias e os lugares comuns, ao perto, se tornam grandes. Os pequenos hábitos, que podem irritar fisicamente e assumir uma forma emocional, desaparecem quando o objeto imediato é removido do campo de visão. As grandes paixões, que pela proximidade assumem a forma da rotina mesquinha, voltam à sua natural dimensão através da magia da distância.
Assim como na religião o ser humano é dominado pela obra de sua pópria cabeça, assim, na produção capitalista, ele o é pela própria obra de sua mão.
Nós não temos compaixão e não pedimos nenhuma compaixão a vocês. Quando chegar a nossa vez, não vamos arranjar desculpas para o terror.
Karl Marx, no fim das contas, só errou feio num único ponto: achou que quem iria acabar com o capitalismo liberal eram os proletários. Joseph Schumpeter disse que seriam os capitalistas, e o tempo mostrou que ele tinha razão.
Quem usa o nome da justiça para defender seus erros é capaz de muito mais para desvirtuar um direito.
Uma Vida
Uma vida é apenas um espaço equidistante
existente entre três fazes de sobrevivência
um tiquetaque de um coração inconstante
um inspiro, um expiro da vital influência
do invisível entra e sai do ar constante
que perpetua a existência
que se apaga como a cor da bandeira ao sol escaldante.
É ela uma complexa fase da rápida decadência
que de mazelas tantas, faz-se pêndulo oscilante
que se entrega as armadilhas da morte um dia.
