Juventude epígrafes
METADE DE MIM
Na minha juventude, despertei muitos amores por onde andei, mas ninguém tocou meu coração como você conseguiu.
Em nosso primeiro beijo, quase de brincadeira, naquela noite estrelada, algo despertou dentro de mim.
Senti que você não seria apenas mais uma conquista; dali em diante, você seria metade de mim.
AZUL
Seu cabelo caia sobre os olhos
Como se sua juventude,
Fosse a franja sobre testa,
A cortina caia na minha frente
Como se o show
Fosse de um mamulengo
Ou um ser teatral qualquer,
Como marionetes sádicas e sarcásticas...
Seu olhar se perdia na janela
Como se convidasse as estrelas...
Eu sou mais que um olhar no passado
Quando eu passo a olhar para o mar
Mas o que é o azul além do azul
Alem da vela encardida da jangada...
A imensidão que tenho em mim tem mil navios,
O meu pacífico tem mais que calmarias
Tem continentes a desbravar...
E o nativo que eu tenho em mim
É uma espécie de indio , de escravo e de ave
Que se catequiza, escraviza, e faz voar...
Na juventude eu achava que tinha o mundo na palma da mão, que estava aos meus pés e que podia até tocar o céu. Pensava que tinha o controle e que era o máximo.
Com o tempo percebi que sou pequeno, apenas um grão de areia na imensidão da vida.
Hoje entendo que só Deus é grande.
Ele tem o mundo na palma da mão, move o céu e tem o controle de tudo.
Eu sou totalmente dependente Dele.
A minha juventude partiu rápido, mas levou com ela o barulho da pressa para que finalmente eu pudesse ouvir o som da vida.
"A vida é feita de fases, e cada uma delas traz sua beleza: a juventude com seu brilho passageiro, a velhice com sua sabedoria; viver é aprender a valorizar cada instante como único."
1493
"Na Infancia e na Juventude, não eram carros, jogos ou brincadeiras com amigos que me atraíam. Eram as Meninas e a Escola. Isso, sim, me atraía... E nada mudou. Ainda gosto delas e de todas as Escolas!"
TextoMeu 1493
A juventude
A juventude perdeu o brilho
Perdeu o sentido
Perdeu o respeito
Antigamente a juventude tinha mais vida
A vida era bela
A gente brincava na rua
O tempo era lento
O riso era fácil
O abraço era casa
Hoje o mundo corre
Mas o coração se arrasta
Cheio de tudo
Vazio de essência
Não é que a juventude acabou
Ela só está ferida
Tentando existir
Num mundo que esqueceu de cuidar
Ainda há brilho — escondido
Ainda há vida — cansada
Ainda há sentido — esperando
Alguém chamar de volta
Saudade...
Que saudade bonita
Dos anos de juventude
Das baladas nas casas dos amigos
Dos sorrisos genuínos
Da liberdade e do sonho
Do primeiro beijo...
Nas névoas do passado
Minhas memórias me aconchegam
Ah que felicidade... era destemida,
De sofrimento não sabia
De peito aberto encarava a vida,
Sou resultado das minhas escolhas
Umas boas outras não sábias,
Mas sou o que sou
E agradeço ao Criador...
Cada dia uma nova oportunidade
Pois a vida é uma raridade
E deve ser valorizada...
Cada respirar é uma dádiva
Pois cada momento pode ser o último
E um dia seremos lembranças...
Que essa lembrança seja boa
E desperte sorrisos nas pessoas!
No primeiro orgulho da juventude e beleza, nossa atenção está focada em como somos vistas. Mas quando isso começa a se dissipar um pouco, quando entra em jogo aquele tempo bárbaro que vinga a pobre mulher miserável de toda a aparência que ela usava contra o homem tolo, nossa ambição passa a ser, então, como seremos ouvidas.
"Juventude e Silêncio da Alma:
O Despertar Espiritual em um Mundo Barulhento"
Há uma tragédia silenciosa que se alastra nas gerações mais jovens e não está nas telas, nas ruas ou nos ruídos que preenchem a existência moderna, mas sim no íntimo de corações que sentem demais, e por isso, sofrem. Em meio a um mundo que valoriza o imediatismo e a aparência, muitos jovens trazem dentro de si um clamor que não encontram palavras para expressar. São almas generosas, sensíveis, vocacionadas à luz, mas que se sentem deslocadas numa sociedade que parece premiar a superficialidade e o egoísmo.
O Espiritismo, como doutrina consoladora e racional, surge justamente como um abrigo para esses corações inquietos. Mas o encontro entre o jovem e o Espiritismo não é simples é, antes, um diálogo de almas: o jovem busca sentido, e o Espiritismo oferece luz; o jovem busca acolhimento, e o Espiritismo propõe responsabilidade; o jovem quer sentir Deus, e o Espiritismo o convida a compreendê-Lo pela razão.
Sob o ponto de vista filosófico, essa busca é o eco natural da alma imortal que, ao reencarnar num século de transição moral, encontra-se diante do velho dilema socrático o “Conhece-te a ti mesmo”. O jovem espírita de hoje é o novo filósofo da alma, pois precisa questionar o mundo sem perder a ternura, e indagar o sofrimento sem cair no desespero. Vive o conflito entre a sede de liberdade e o chamado da consciência, entre o impulso dos sentidos e a exigência do Espírito.
Do ponto de vista psicológico, o jovem moderno é o retrato de uma alma em reajuste. A ansiedade que o consome, a solidão que o acompanha e o vazio que sente não são apenas sintomas sociais são expressões de um Espírito em processo de amadurecimento moral. O mundo grita, mas o Espírito quer silêncio. O mundo exige máscaras, mas o Espírito clama por autenticidade. É nesse hiato entre o externo e o interno que se trava a grande batalha do ser. E o Espiritismo, ao oferecer-lhe a compreensão da vida espiritual, não o anestesia — educa-lhe a dor, dá-lhe sentido à espera, mostra-lhe que “muitas vezes, quando o coração mais se dói de solidão e ingratidão, é que está mais próximo de Deus”.
No aspecto moral, o jovem espírita é convidado a ser semente de renovação e não reflexo do mundo. A Doutrina não pede perfeição, mas coerência. É por isso que aos neófitos, àqueles que ainda tateiam os primeiros conceitos e, por desconhecimento, dizem algo anti-doutrinário, nós compreenderemos; mas aos que se dizem realmente Espíritas, por razão de estarem imersos em seu bojo transformador, nós lamentamos quando perdem o senso moral e o testemunho do Evangelho que professam. Porque o jovem que encontrou o Espiritismo tem o dever de não apenas falar sobre a luz, mas de acendê-la dentro de si.
O que o Espiritismo espera dos jovens? Que sejam sinceros, que estudem, que questionem, que sintam, mas, sobretudo, que vivam. Que transformem a fé em ação, a dúvida em pesquisa, o sofrimento em serviço. E o que os jovens esperam do Espiritismo? Que ele os acolha sem julgamentos, que não lhes imponha dogmas, que dialogue com sua dor e sua linguagem que lhes mostre que ser sensível não é fraqueza, mas uma das formas mais puras de força.
Ambos se completam: o Espiritismo precisa do coração ardente da juventude; e a juventude precisa da sabedoria serena do Espiritismo. Um é o ideal que ilumina, o outro é a chama que impulsiona.
Assim, a tragédia silenciosa da alma que sente demais pode tornar-se o prelúdio de uma nova era moral. O jovem que hoje chora em silêncio poderá ser o consolador de amanhã. Pois o Evangelho, quando verdadeiramente vivido, não pede aplausos pede entrega.
E quem, em meio ao barulho do mundo, consegue escutar a própria consciência, esse já começou a ouvir a voz de Deus.
O tempo é um ladrão que nos rouba a juventude, a saúde e os amigos, mas que, ironicamente, nos deixa a sabedoria de que nada disso nos pertencia de fato. Somos apenas guardiões temporários de tesouros que a terra acabará por reclamar para si no final da jornada.
Ao deixar a juventude, ganhamos não apenas cabelos brancos, mas também sabedoria, a capacidade de olhar para trás sem arrependimento, de compreender que cada escolha moldou quem somos, e de valorizar os momentos simples que antes passavam despercebidos.
Passou a adolescência, a juventude também já se foi, veio a idade adulta e às vezes até a velhice está chegando ou já chegou quem sabe, porém, o amor, ah o amor, pode até amadurecer mas esse nunca envelhece!
