Justo
UCRÂNIA
Há nações que morrem duas vezes: uma ao lado dos seus inimigos, outra ao lado dos seus amigos. Havia um terceiro caminho, chamava-se neutralidade, mas ninguém lhes disse.
António da Cunha Duarte Justo
GEOGRAFIA
A geografia é uma consciência silenciosa.
A Europa desorientou-se das suas raízes eurasiáticas,
esquecendo que a ortodoxia russa é sua gémea civilizacional.
E o discurso do ódio, selectivo,
revela apenas a hipocrisia de quem escolhe o que recordar.
António da Cunha Duarte Justo
GLOBALISMO
Globalismo é o poder que, dissolvendo o orgânico, desconstrói a pessoa e as sociedades na exacta medida da sua inversão.
António da Cunha Duarte Justo
HUMOR
Vivemos de reflexos, de ecos de nós mesmos e do eco ampliado na sociedade num jogo de câmaras onde a imagem original se perde na repetição. Mas nesse salão de espelhos, resta sempre uma porta aberta: o humor, que não desfaz o engano, mas o tempera com a luz dourada do crepúsculo, lembrando-nos que, mesmo na mais sombria paisagem, o sol se põe para que possamos, ao menos, rir da nossa própria sombra.
António da Cunha Duarte Justo
MIOPIA DO QUOTIDIANO
Vivemos a epopeia com olhos de rotina, porque o quotidiano é a cortina que esconde o palco da história.
DA PERCEPÇÃO PESSOAL
Para que o relógio ande acertado, não chegam os meus olhos; é preciso acertá-lo com os paralelos e os meridianos.
O BUSILIS DO ESTADO DA DEMOCRACIA
Pelo que se tem observado especialmente a partir da adoção do globalismo liberal a sobrevivência da democracia não reside na virtude das suas instituições, mas sim na bizarra providência de ser o único sistema capaz de converter a incompetência coletiva numa ilusão de soberania.
FRENTE A FRENTE
Quando dois corpos se põem frente a frente tornam-se uma fisga e a paz de todos fica no elástico.
ORCID: https://orcid.org/0009-0003-6251-1578
ESTADISTAS
A União Europeia e sua Globalização acabou com personalidades de estado, ou seja, com estadistas nos países europeus. Interesses anónimos em Bruxelas representados por uma elite tecnocrática descarada são quem mais ordena relegando os governantes para administradores dependentes dos subsídios de Bruxelas.
António da Cunha Duarte Justo
RESUMO DA REALIDADE
A Ideia (Deus) gera, a Palavra revela, o Gesto realiza e a Virtude dignifica.
António da Cunha Duarte Justo
IRRESPONSABILIDADE
O político poderoso não comete crimes porque se sente redimido e de facto, continua a ser redimido pelo voto avulso do povo! O povo é anónimo e não possui personalidade política!
António da Cunha Duarte Justo
MORAL
A moral da política é o interesse! Quando o interesseiro fala de moral, a moral fica mal.
António da Cunha Duarte Justo
HIPOCRISIA ECOLÓGICA
Todos falam da poluição e dos crimes contra o ambiente, mas quando esses crimes caem do céu em forma de bomba calam-se. A hipocrisia ecológica é chorar pelo plástico no mar e ignorar o fumo das cidades bombardeadas.
António da Cunha Duarte Justo
Aquele que sonha com a paz pra ver se dorme no mar da guerra , aquele guerreiro de fé que nunca gela , o rei dos reis foi traído e sangrou nessa terra mas morrer como um homem é o prêmio da guerra , mais ó , conforme for se precisar afogar o próprio sangue , assim será , nosso espírito é imortal , sangue do meu sangue , entre o corte da espada e o perfume da rosa , sem menção ao rosa , sem massagem , a vida é loka , e nela eu só to de passagem !
Senhor lembra de mim.
Quando entrares no teu Reino,
Senhor lembra de mim.
Quando tuas ovelhas contar ai vai ver que tem uma no fundo do poço pedindo socorro, aí tu vais vir.
Senhor lembra de mim.
Não seja escravo do futuro e viva o presente como se fosse o ultimo vida, pós o paçado é história, o presente é uma dadiva o futuro é inprevisivel.
Você sabe que sinto saudade,
é verdade.
Depois de tudo não há como negar,
Que os sonhos falsos que você me deu,
tornaram-se tão reais quando você se foi
do que quando estava aqui.
E pensar que me amava,
que cuidava de mim.
— Amor eu não te amei em vão,
meu amor é passageiro, inconstante,
sem rotineiros horários.
Deixar-te me doeu,
amar-me lhe doeu,
e com essa dor você vai seguir,
esquecer de mim, rir no futuro
e trocar meu nome por paixão.
Se você ao menos me entendesse.
— Se você ao menos me entendesse.
— Eu sei que não entende.
— Eu sei que não entende.
— E como irei explicar?
— E como irei explicar?
— Que eu te amo, mas não quero.
— Que você não quer, mas eu te amo.
— Eu vejo que você me ama.
— Eu vejo que você não me quer.
— Mas não pode amar alguém que não te quer.
— Não pode amar alguém que você não quer.
— Talvez eu tenha vergonha de admitir e te machucar.
— Talvez esteja confusa.
— E quando te contar lágrimas rolar.
— E precise pensar.
— Que eu te amo demais para te amar.
— E eu vou estar aqui a esperar.
— Espero não poder voltar.
— Para ver você voltar.
— Para dizer que não posso ficar.
— E olhares trocar, promessas de amor declarar,
sonhos falsos imaginar,
divertir-se em amar,
porque não desistirei não,
nada matará minha alma e enquanto ela respirar vou te amar.
— A coragem me foge quando me encara com a alma, vejo que me ama de verdade e não contesto essa vitória,
se possível viver sem ter que mata-lá eu viverei,
com ou sem você eu viverei,
mas não vou lhe ferir não.
Você nunca saberá o porque disso,
e é porque é amor,
demais para eu suportar.
