Juntos Podemos
NOVA XAVANTINA
Andar pelas ruas de Nova Xavantina é interessante, pois podemos observar coisas que já não vemos mais nos grandes centros.
A terra ainda úmida pela chuva que caía a noite passada, as flores de um vermelho carmim, fortes e eretas mostrando sua imponente fragilidade. As mangueiras verdes pintadas com o amarelo e vermelho das mangas maduras.
É Dezembro e o Natal se aproxima.
Roupas penduradas nas cercas de arames das casinhas que povoam as ruas.
Numa casa o som de uma música no rádio tira o silêncio e o gato ouvindo o som, se lava com lambidas demoradas, sentado na soleira da porta.
Mais uns passos e o barulho de moscas tira novamente o silêncio do ar. Uma rã esmagada por algum carro, parece mais uma folha de papel pintada com moscas alvoroçadas, brigando por um lugar. Alguns metros a frente pode se ouvir as moscas novamente, outra rã? Não! Uma manga esmagada pintada de moscas alvoroçadas que também brigam por um lugar. Até as moscas têm preferências, carnívoras ou frugívoras.
A casa do São Paulino está para alugar. Quantos sonhos encheram aquelas paredes, quanto amor! Hoje, uma casa vazia procurando alguém para morar.
Quantas vidas nas quantas casas! Quanta dor; luta; amor! Certa vez pensei que queria ser um gigante e poder olhar nas janelas das casas para curiosamente ver como viviam as pessoas. Agora, ainda penso no que elas vivem e como resolvem seus problemas.
Se eu fosse um gigante poderia ajudá-las; era assim que eu pensava. Hoje, penso que talvez se eu fosse eu mesma com coragem de bater naquelas portas e oferecer ajuda e dar um bom dia do coração eu pudesse ajudar de verdade.
Não preciso mais ser um gigante só preciso ser eu mesma.
Quando a gente se sente incapaz de fazer alguma coisa pensa em coisas impossíveis que é para deixar para mais tarde o que não pode fazer hoje.
As casinhas de Nova Xavantina estão cheias de gente, gente como eu e você, gente que ama, que passa em cima da rã, que chupa a manga, que estende roupa em varais improvisados, que faz de um pé de acerola uma linda árvore de natal.
Quem vive nesta cidade não teme a vida e nem a morte. Quem vive nesta cidade ama a poesia e acredita na sorte.
Aqueles que amam Xavantina amam de verdade. São ricos ou pobres, mas dela não roubam nada, apenas pegam emprestado o açúcar da vizinha até o dia do pagamento, se este sair, senão fica para o mês seguinte. Senta na calçada, conta estórias inventadas, conta histórias reais, o povo desta cidade.
A cidade mágica do Centro Oeste é pequena em tamanho e em população, mas grande de coração.
05/06/10
Vivendo eu aprendi,que ninguem é feliz pra sempre,nem todo o tempo...mais podemos fazer nossas vidas cheia de grandes momentos FELIZES !
Cada ser humano traz em sua bagagem as ferramentas para trabalhar seu destino. Só nós mesmos podemos fazer a nossa estrada.
Como podemos saber se somos almas gêmeas você não me da a chance de te ter nos braços nem ao menos por uma noite.
Sempre sonhamos com uma coisa que queremos muito e as vezes não podemos ter,acho que este é o motivo de sempre sonhar com você
O pior é que a gente acha que temos um grande coração onde podemos destruibuir amor para todo o mundo,mais meu caro temos um coração apenas.
Com o tempo agente aprende,que as melhores coisas da vida sempre tem um final,só com ele podemos entender o que realmente a vida quer nos dizer,quer nos ensinar.As memórias,boas e ruins,são tão passageiras graças o tempo.Como dizem o tempo vai nos ensinar que a vida não é tão facil assim ou talvez não seja tão dificil e que se deve viver o hoje sem pensar no amanha ou no que passou.Cada choro,lembrança,sorriso,tristeza,angustia vai se amenizando com o tempo,só ele cura nós.
Não podemos ter tudo oque queremos,mais o pior é que quando desistimos de querer é a hora que conseguimos,e ai nem queremos mais.
A paixão é como o vento não sopra igual todos os dias, já o amor é como o sol, podemos não o ver todos os dias mas sabemos que ele está lá.
Vivemos
Vivemos
Vivemos e depois de tudo o que vivemos
Podemos observar o muito que deixamos de viver
Por motivos banais não fomos capazes de usufruir
Tudo o que tinhamos para viver
O viver transbordante de vida acabamos de perder.
Vivemos
Vivemos
Vivemos e o que resta a nós viver
Caberá a vida nos ofertar e se novamente
Não formos tão insensatos
A nós viver.
