Juízo
Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.
Crianças sabem muito bem o que querem e como conseguirem, só não tem juízo de valor, precisam ser ensinadas
Verás que a mesma balança do teu juízo,
medirá os pendores dos teus próprios pecados.
Planta em tua alma a semente do paraíso,
para que não cresçam frutos contaminados.
Só quem conhece de fato pode falar a verdade; afora isto, não passa de especulações de um juízo mal formado.
Todo juízo passa a ser individual e intransferível quando você sabe que o quê você sempre verá são como os espelhos das várias emendas que nos compõe, frutos das muitas estações da nossa vida. Tudo é uma questão de flexão, inflexão, inversão e versão do que guia teus olhos! O que te é admirável agora, no futuro já não te agradará. O que te é adequado deste modo não permanecerá. E o cômodo, com certeza vai incomodar em um fechar e abrir de olhos. Aumente tudo que vês e te faz feliz, corrija o que não amas, persiga o que acreditas os teus olhos não enganar.
Esse tempo sem juízo que não respeita nossas vontades, sem saber de nossos sentimentos.
Talvez seja esse tempo, o mesmo que cura um coração partido, aquele que deixa distante as boas fases de nossas vidas.
Tempo doce tempo, maldito tempo.
Que ninguém defina sua infinidade de sentidos e incógnitas.
Agora eu pareço um pacote. Pega quem quer. Cuida quem tem paciência. Ajuda quem tem juízo. Não me largam aqueles que ainda sentem alguma compaixão.
Fazer juízo do que não se conhece é o maior ato de burrice que alguém pode cometer, por que deixerá de aprender e conhecer o novo.
JUIZO
Dos homens ardilosos e tristonhos
Sou eu o que mais perdoa.
Me apena os olhos escanteados
Dói-me a ferradura batida a martelo.
E quando o mártir não sou eu
Retiro os óculos e limpo a fronte
Para que vejam que não é pelo meu nome
Nem pela minha honra que enxergo.
Vejo por quem choraminga num canto longe.
Aplicado nos mandamentos dos assentos
Dos islãs, da Bíblia, das cartas de Maomé.
Dou como prêmio aos homens infratores
Um aperto nas mãos de ver sangrar
A piedade deles, em cálido gesto
E imputo a mim o rebaixamento no regresso.
Não me valho do posto de anjo sacrossanto,
Das vias que pisei, de pura lama,
Não, não abro o livro que escrevi na vinda,
Nem levo a risca os perigos que corri.
Mas um desafio, à minha alma pequena imputa,
O de ser bufo, o que faz provocar riso.
Quem vê escolhe entre mim e outros,
E de todos, até eu, sou escolhido.
Sou entre os anjos o que se perpetua na terra,
Um desatado, um homem em completude,
E a sentença que se anuncia é rude,
A ela deixo suportável, mansa em tudo.
Não matarei por cordas pêndulas.
Não esgarçarei por lâminas involuntárias,
Não permanecerei muito tempo em volta
Daquele que já foi, e até pode reincidir,
Nas maledicências, no desejo solitário,
Na liberdade que a mim foi concedida,
De fazer na vida, o que não na morte, onde
Poderei nem ver e ser cético, calado, morto.
Por que sou sem juízo?
Simplesmente porque encontrei a mulher mais encantadora que já conheci;
Uma pessoa que foi capaz de fazer nascer em mim um sentimento inexplicável;
Um anjo que surgiu em minha vida para enchê-la de alegria;
É por você que sou capaz de perder até minha ultima gota de juízo,
simplesmente porque TE AMO!
Flutuante
Estou fora de alcance,
do bem ou do mal,
em transe momentâneo,
verdadeiro juízo final.
Longe de tudo,
fora do quadrante,
asas quebradas
e a mente flutuante.
O ato de confiar vai contra meu juízo.
Tudo o que sei, passou por algum de meus sentidos, então porque confiar em uma ideia que passou pelos sentidos de outra pessoa
Um brinde aos ébrios intelectuais, que tomam sua dose diária de juízo e inebriam-se em suas leituras regozijantes
O ser humano em seus erros omitem estarem certos,porque não é fácil admitir que fez mal juízo e até traiu a pessoa que não merecia ser julgado ou condenado com suas próprias injustiças...
