John Maynard Keynes
Posso ser influenciado pelo que me parece ser justiça e bom senso – mas a guerra de classes me encontrará do lado da burguesia educada.
John Maynard Keynes, tão lembrado recentemente, foi um dos heróis na vitória sobre uma grande crise e estava muito longe de ser hostil ao que hoje se chama de neoliberalismo. Muito ao contrário, desprezava os heterodoxos e dizia que a luta de classes sempre o encontraria ao lado da burguesia educada. Na verdade, para os que acreditam em mercados e no capitalismo, o pragmatismo se chama Keynes. É dele que as pessoas falam quando é preciso inovar e produzir uma "resposta criadora" diante de uma urgência grave e inesperada. Podiam invocar também Schumpeter, a quem pertence esta linguagem, mas dá no mesmo. Ambos eram homens do sistema, e não ‘rebeldes'.
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Entrar no canal do WhatsappO Economista
"O economista–mestre tem de possuir uma rara combinação de dons. Ele tem de ser matemático, historiador, estadista, filósofo — em algum grau.
Ele tem de compreender símbolos e falar em palavras. Tem de contemplar o particular em termos do geral, e tocar abstracto e concreto no mesmo voo do pensamento.
Tem de estudar o presente à luz do passado com o objectivo do futuro.
Nenhuma parte da natureza humana ou das suas instituições deve cair completamente fora do seu olhar. Tem de ser voluntarioso e desinteressado numa disposição simultânea; tão indiferente e incorruptível quanto um artista, mas por vezes tão terra a terra quanto um político."
Ideias, conhecimento, ciência, hotelaria e turismo – essas são as coisas que, pela sua própria natureza, devem ser internacionais. Mas que as mercadorias sejam fabricadas localmente sempre que possível e conveniente, e que, sobretudo, o capital seja preponderantemente nacional.
Os homens práticos que se julgam livres de qualquer influência intelectual são habitualmente escravos de algum economista morto.
