Jeito de Menina com Olhar de Mulher

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Ser Designer é: conectar a emoção do olhar à razão do objetivo.

“A vida pode se tornar uma bela aquarela quando escolhemos enxergar o mundo com um olhar colorido e livre de preconceitos. São as diferenças que pintam as mais belas obras.”
Dom Veiga

O brilho no olhar de alguém apaixonado demonstra a satisfação da alma! A energia do amor é uma força capaz de transformar o mundo.

TANKA 006


Oh suave olhar!
Na estrada do impossível,
Esse meu desejo:


Sentir os teus lindos lábios,
Nesse poético enredo.⁠

É na infância que tudo começa,
no olhar atento, no gesto que acolhe.
Uma mão que cuida, uma escola que observa,
um educador que não se omite.
Entre histórias, rotinas e afetos,
plantamos vínculos, proteção e amor.
Porque educar é também proteger,
e cuidar é o mais bonito ato de ensinar.
Que cada criança encontre na escola
um lugar seguro para ser, crescer e sonhar
Gotinhas de Amor.

“Se é bom aqui, pode ficar ainda melhor se olhar para a infância com mais sensibilidade.”

Gotinhas de Amor que Revelam
João e Anita
Quando o Olhar Protege
O Olhar Atento
João e Anita chegaram à creche trazendo no corpo e no comportamento sinais de alerta. João, ainda pequeno, demonstrava um temperamento intenso: reagia com agressividade, mordidas e empurrões. Falava pouco, mas seu corpo falava muito — adoecia com frequência, apresentava feridas recorrentes e demonstrava constante estado de tensão.
Anita, mais velha, assumia uma postura de proteção que não condizia com sua idade. Observava tudo, cuidava do irmão e raramente se permitia ser criança. Seu comportamento revelava responsabilidade precoce e vigilância constante.
Os Sinais no Cotidiano Escolar
A observação diária revelou mudanças importantes: oscilações de humor, retraimento, descuidos incomuns e comportamentos que indicavam sofrimento emocional. Nada foi ignorado. A professora percebeu que algo não estava bem — não por um único episódio, mas pelo conjunto de sinais.
A Escuta e a Confiança
Em um ambiente de acolhimento e segurança, Anita encontrou espaço para falar. A escuta sensível da professora foi decisiva. Sem pressão, sem julgamento, apenas presença. A escola cumpriu seu papel ético: observou, acolheu e acionou a rede de proteção.
A Responsabilidade da Instituição
Diante dos sinais, a escola não se omitiu. Agiu conforme a lei e os princípios da proteção à infância. A denúncia não foi um ato de acusação, mas de cuidado. Foi a ponte para que João e Anita pudessem sair de um ambiente de risco e reconstruir suas trajetórias.
O Recomeço
Hoje, os irmãos vivem em um lar seguro. João segue em acompanhamento terapêutico, e sua transformação é visível: mais tranquilo, mais comunicativo, mais criança. Anita cresceu, tornou-se uma jovem forte e sensível. Carrega marcas emocionais, mas também carrega a prova de que a intervenção no tempo certo muda destinos.
Reflexão ao Educador
Ser professora de creche é muito mais do que ensinar rotinas.
É observar atentamente.
É acolher sem julgar.
É agir quando o silêncio pede ajuda.
A omissão também comunica — e nunca protege.

Gotinhas de Amor que Relatam
Ariana
Quando o Silêncio Também Fala
O Olhar Atento
Durante o período de estágio, a observação diária revelou algo que os registros formais não mostravam. Ariel, uma criança do maternal, era carinhoso, tranquilo e despertava afeto em todos. No entanto, não falava. Seu silêncio não era desinteresse. Seus olhos brilhavam ao observar a lua, como se ali houvesse um lugar seguro para existir.
Ariana, sua irmã mais velha, demonstrava maturidade incomum para a idade. Sua personagem favorita era Alecrina — uma figura forte, determinada, quase protetora. Suas escolhas simbólicas diziam muito sobre o que ela precisava ser naquele momento.
Os Sinais no Desenvolvimento
A ausência da fala em Ariel e a postura defensiva e adulta de Ariana chamavam atenção. Não como diagnóstico, mas como sinais. A observação sensível permitiu compreender que o comportamento das crianças era uma forma de comunicação — uma resposta a vivências que ultrapassavam a infância.
A Rede de Proteção
Com o tempo, a escola tomou conhecimento de que as crianças haviam sido vítimas de violência intrafamiliar. A mãe perdeu a guarda, e Ariel passou a viver sob os cuidados da avó. A atuação da rede de proteção foi fundamental para garantir segurança, estabilidade e acompanhamento.
O Papel da Escola
A instituição não questionou, não expôs, não pressionou. Respeitou o tempo. Criou rotinas previsíveis, ambientes acolhedores e vínculos seguros. A escola foi espaço de reconstrução silenciosa — onde o cuidado veio antes da palavra.
Reflexão ao Educador
Nem toda criança consegue contar o que viveu.
Mas toda criança mostra.
Observar é um ato de proteção.
E, muitas vezes, é o primeiro passo para salvar uma infância.

Tem dias de sol no peito,
outros de chuva no olhar,
mas por trás de toda nuvem
o céu nunca deixa de estar.

— Olhar de Vidro: Uma Jornada de Descoberta no Jardim Botânico
Rafa é um menino que enxerga a natureza de forma técnica e distante, como algo a ser estudado e analisado. Durante um passeio escolar, ele conhece Raione, um menino indígena que o convida a olhar o mundo com mais sensibilidade. Ao observar pequenos detalhes da vida natural, Rafa aprende que a verdadeira riqueza da natureza não está em dominá-la, mas em respeitá-la e cuidar dela. Essa experiência transforma seu jeito de ver o mundo, despertando nele empatia e conexão com a vida ao seu redor.
Essência da história: aprender a sentir a natureza é tão importante quanto entendê-la. 🌿

Amo quem prefere o toque no olhar e na pele ao toque na tela do celular. Encurta distâncias e estreita afetos.

Nem sempre é necessário que alguém voe ao nosso lado; basta que nos ajude a olhar na direção certa.

Ao olhar para uma pessoa, seus olhos não apenas revelam a curiosidade, mas têm o desejo de saber mais do que não é falado.

O sol brilha lá fora e o vento vem me avisar,
que os pássaros cantam pro
nosso olhar se encontrar.
No meio das inspeções e de todoo pensamento,
meu coração te busca e acelera o movimento.
No campo a mesa posta, a
pimenta a decorar, a conversa corre solta e
faz o tempo parar.

Exploro A Natureza Com A Profundidade do Meu Olhar

Quero sempre poder sair para explorar a grandiosa natureza e descobrir novos lugares, observar atentamente paisagens belas e diferentes; atrativos peculiares — moldados pelas águas e pelo tempo.

Alguns dos muitos exemplares genuínos da arte de Deus — todos feitos com muito capricho entre terra e céus, rios e mares, fauna e flora, cavernas e grutas; distintas preciosidades que ainda perduram.

Que me trazem aquela sensação de aventura; renovam em mim aquele sentimento de liberdade; geram vitalidade de várias formas — não são apenas viagens e vão muito além do que os meus olhos exploram.

ME PROPUS


Eu me propus...
Me propus a ser quem sou,
a andar de cabeça erguida,
sem olhar o mundo à minha volta.
Aaah, o mundo das coisas
que permeia a minha volta...
Com seus encantos e lamúrios,
balbuciando aos meus ouvidos
sons e conselhos vãos,
atestando em minha alma
seus conflitos inglórios,
transformando cada passo meu
em um fardo que não carregarei
por culpa ou desatino.
Sofrer as consequências por ter
simplesmente nascido não me faz
atirar-me sem máscaras a esmo
em um mundo que já
cambaleante caminhava na sua autoestrada.
Pois então, neste exato momento,
estou confinado no agora
e já não tenho qualquer compromisso
com o futuro que me resta.
Sim, o futuro sempre é feito de especulações.
Não posso aguardá-lo,
não sei se estarei no seu presente.
Por hora, faço em mim morada
e caminho na autoestrada onde fui colocado.
Mas, desatento, fabrico minhas passadas
e vou de encontro àquilo que era meu anseio.
Vou sem receios, sem bagagens e sem
muitas lembranças; só o que restou de mim
do hoje é o que levo.
Talvez, no meio do caminho,
haja um novo despertar,
anunciando o agora que não é mais presente,
observando que o que é vindouro
está logo ali, diante de tudo que rejeitei,
refazendo momentos gravados em mim
como quebra-cabeças em um jogo
de vida ou morte.
Transformando, assim, meu eu,
em um espectador das minhas escolhas
e o carregador das decisões tomadas.
A vida anuncia seu início, meio e fim.
Ficar a esperar o fim desse jogo
traz a pressa dos afazeres
e das pequenas promessas sutis
que delineadas estão no caminho.
Então vou, sem pressa...
Pressa? Para quê?
Se no final, morremos no presente,
sendo que quem acaba de nascer
sonha com um futuro
e irá percorrer a mesma autoestrada,
a autoestrada da vida.
Um ciclo que não se acaba,
um recomeço que todos almejam
e um agora que poucos vivem.
Viver é sonhar...
E poucos têm sonhado em vida.
Eu, acomodo-me no sofá
e me proponho a sonhar
sem me dar ao trabalho
de nenhuma reflexão,
deixando tudo como está,
sendo o contraponto
da vida, do mundo e do eu
que me propus a apenas estar aqui!

Se 1 % da humanidade aprendesse a olhar com coração da alma, o mundo seria bem diferente.

O olhar para a luz só tem valia quando já provamos da escuridão.

⁠Passeia o teu olhar pelos meus recantos...
E se assim o desejas...
Dou-te a alma inteira...

Tudo fiz para ti...
E ingrato fostes...
Pagando-me com a ingratidão...
Sem fim...

Que importa?
Ninguém sabe...
Nem tu mesmo o sentes...

Entreguei-me em tuas mãos o que escondo dentro...
E foste indiferente...
Nada sentistes...
E ainda nada sentes...

Procuro-te por dentro da noite...
Ponho-me no silêncio nas horas duvidosas...
Morto é o contentamento...
O engasgo tão grande...
Que aperta-me o coração...

Não sei se fiz mal, se bem....
Mas fiz...
O dia e a noite são iguais por dentro...
E sigo com a ilusão...
Alimentando esse redemoinho de estranha situação...

Peço-te em pensamentos...
Não me atrevo a dizer-te...
Não me esqueças...

Embora ouça o eco do amor há muito soterrado...
Mas o que tem de acontecer que aconteça...
Triste escolha...
Triste fado...

Sandro Paschoal Nogueira

Saio sem mapa...
Sem promessa no bolso...
A noite aberta...
Um talvez no olhar...
Não espero milagres...
Só deixo o vento decidir onde vai dar...

Levo expectativas leves, quase nada...
Pra não pesar o passo...
Nem o coração...
Se vier riso, ótimo.
Se vier estrada, que seja canção...

Talvez um encontro...
Talvez o vento...
Um bar qualquer...
Conversa sem fim...
Ou talvez apenas um simples momento...

Vou assim: “vamos ver o que acontece”,
Sem cobrar do mundo...
Sem pedir um sinal...
Porque às vezes é quando a gente não espera...
Que a vida resolve surpreender no final.

Sandro Paschoal Nogueira