Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes
O mundo em que vivemos está carente de amor e tolerância e doente por excesso de julgamento precipitado! As pessoas precisam ser capazes de reconhecer e rir de seus próprios defeitos e loucuras, pois se não aceitam a si mesmas, como podemos esperar que aceitem ao próximo?
VIDA VAZIA,VAZIA VIDA..
LÁ VEM ELA TODA ACANHADA FAZENDO CARA DE COITADINHA PRA TODOS HÁ SUA VOLTA SABE SE LÁ QUE INFÂNCIA ESSA PRÓPRIA COITADA TEVE SERÁ QUE SEUS PAIS QUEBRARAM PROMESSAS FEITAS A ELA QUANDO CRIANÇA, COM SEU POBRE ESPIRITO FAZ DE UM AMBIENTE SE TORNAR QUASE SUFOCANTE COM SUAS QUEIXAS E OFENSAS DE SUA VIDA SEM GRAÇA OU GRAÇA SEM VIDA!!!
UM DOS LUGARES QUE VEJO SUA MISERÁVEL ALEGRIA E SOBRE OS QUATRO PÉ NUMA MESA DE BAR AO SOM DE VOZES QUE SE MISTURAM AS MUSICAS E MELODIAS SEM NENHUMA CULTURA OU CULTURA NENHUMA!!!
ESPERO QUE ISSO NÃO PASSE AO DNA DE SEUS FUTUROS FILHOS QUE DEUS NOSSO PAI ABRA OS OLHOS DESSA JOVEM MOÇA E VEJA QUE A VÁRIOS UNIVERSO DENTRO DE NOSSAS VIDAS, QUE SUA VIDA NA TERRA TENHA UMA RAZÃO E CHEGADO A HORA CERTA ELA ACORDARA DESSA VIDA SEM GRAÇA OU GRAÇA SEM VIDA!!!
A minha benquerença imensurável
Por mais que me atirem pregos, eu só irei devolver-lhes "penas"(preferencialmente de ganso que é muito macia), não serei franzino, impotente e fraco, por ter retribuído o "golpe" com doceis "penas" é que não tenho "pregos" de "raiva" "ódio" "fúria" "rancor" "antipatia" e "aversão" dentro do meu ser para compartilhar.
E "penas" confortam e agraciam, prefiro arremessa-las.
O conhecimento inato
O que sei é apenas um pingo minusculo de informações, comparado a um oceano imenso de conhecimento que eu tenho de descobrir.
A essência pulsante da vida em todos os seres
O que sinto e penso na verdade é a essência primaria da vida que pulsa veemente em meu ser, que eu acredito que seja a força na qual faz criar planetas, florescer uma flor, gerar uma criança, gerar um animal.
É a força que desenvolve todos os seres inanimados e os animados e os faz viver, bem como os faz agir.
Não acredito que o tempo apague as coisas... Acredito que ele nos faz sentir melhor ou pior apos determinadas situações.
vira-lata
mesmo sem carne,
roo o osso —
rosno
para mim.
mostro os dentes —
ninguém encosta.
curvo, cavo,
te enterro.
quebra os dentes,
não enche estômago.
tutano egóico,
só por ser meu.
vitoria
talvez seja só um reflexo do que nunca alcancei.
se um dia te encontrar —
te reconhecerei?
havia algo insaciável,
a fome me corroía.
me entreguei a camas rasas,
onde o calor de corpos alheios
me deixou de barriga vazia.
(será que sua gengiva é mel?
ou é puro piche?)
procurei no asfalto cinza,
nos vidros pretos
dos carros brancos.
encontrei vestígios dela
em lençóis úmidos,
bordados em amarelo.
segui por caminhos
que não prometiam chegadas.
repetiam-se em silêncio:
cicatrizes que voltam.
e o nome permaneceu —
nas sombras do tempo,
na hipoderme:
gravou.
sangrou.
escorreu.
(meu estômago morreu.
de fome.)
provocação I
(o que você sente quando ninguém está olhando?)
quem te ensinou
a fazer charme com o trauma?
usar tristeza
como perfume,
esperar aplauso
pelo olhar vazio?
te acho linda com raiva,
e sinto pena
do texto ensaiado
de "não sei o que sinto".
(cresce um tédio
onde deveria haver mistério)
me provoca, vai.
fala do teu passado ruim,
como quem canta
uma música pop.
(não resistem
a uma mulher
em ruínas,
não é isso
que dizem?)
teu silêncio
chega sempre
depois da tragédia,
mas nunca antes.
e eu finjo que não vejo
a performance da lágrima
no timing perfeito.
(esse seu cinismo
manteve a gente em pé.)
vem, me escreve um poema
como ferida de estimação.
me chama de babaca
com sotaque de dor.
mas lembra:
quem se despe demais
vira vitrine de si mesmo.
teu corpo
(e o meu)
é palco,
tua dor — roteiro.
eu, só plateia.
o palhaço
que aplaude em pé:
gostosa.
ode aos mortos
brindo-lhes
as memórias
de todos
que se foram —
fantasmas
que habitam
meu passado,
bebendo
minhas lágrimas
como vinho
barato.
aquilo que foi
construído
seu legado,
desmoronado:
ruínas
que carrego
no peito,
pedras
que nunca
viraram pão.
momentos únicos,
fincados
na carne da
memória —
feridas,
sangrando,
abertas,
como portas
que não levam
a lugar
nenhum.
na infinitude do tempo,
no deserto da vida,
imensidão de areia.
enterro ossos,
perguntas
e vestígios.
levanto o copo
aos que se foram,
mas não estão mais aqui:
espectros que
bebem meu vinho
e deixam
o copo vazio.
sussurram promessas
que não se cumprem,
como flores que
murcham
antes de brotar.
que seu jazigo
perpétuo
lapide o futuro
daqueles
que morreram
em vida —
e que eu seja
seu fardo mais
pesado,
um monumento
ao não-dito.
um brinde a mim:
o coração bate,
ossos doem,
alma seca
como um rio
que nunca vai
ao estuário,
arrastando consigo
tudo
o que sobrou de mim.
o legado póstumo
deixou um véu
de sau-dade
e pálidas perguntas,
como lápides sem nome
em cemitérios esquecidos.
a todos
que desfalecem,
letárgicos amigos:
desejo-lhes
saúde — a vida,
ou, ao menos,
um túmulo
onde
eu também
possa
descansar...
enquanto devoramos
a nós mesmos
e o tempo
nos devora a todos.
