Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes
AMAR
Eu quero amar perdidamente
Amar só por amar, aqui... além...
Mais este, aquele outro, toda gente
Amar, amar, e não amar ninguém.
Recordar? Esquecer? Indiferente...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disse que se pode amar alguém
Se a vida toda é porque mente.
ADEUS AMOR (acróstico)
A hora triste e doída
De dizermos o adeus,
É hora da despedida
Um beijo nos olhos teus;
Sempre serás minha vida.
A vida dos sonhos meus
Menino, minha partida
Os procedimentos seus
Resolverão nossa vida!
MOACYR (acróstico)
Minha alma solitária e triste
Onde a mágoa se abriga
Antes de te ver chorava
Como de viver "despida"
Ilusão, amor, sonho dourado
Riso de dor que se transforma em vida
AMOR ETERNO
Nosso amor, quanta alegria
Nesses anos sempre deu
E para muito valeu
Fazendo a vida, poesia.
Minha vida era vazia,
De tantas cores se encheu,
Meu coração, que é só teu,
Salta de tanta alegria.
Esse amor que é quase nada,
Traz minha alma agasalhada
E é tudo que eu tenho tido.
Que jamais me falte isso:
Tens comigo um compromisso
Sê bem sincero querido.
SAUDADE
Então saudade é isso?
É esta dor aguda, pungente,
Que fica dia e noite sem cessar,
Machucando impiedosamente,
O coração da gente?
Esta tristeza...
Esta vontade de chorar...
Este amargor...
Este desalento...
Este punhal que fere atrozmente
Quando nosso pensamento
Foi correndo em busca de alguém
Que é todo nosso grande
E nosso doce bem?
É esta dor cruciante
Martirizante
Que dilacera a alma
Que faz a gente perder a alegria, a calma
Que transforma em noite escura
A mais risonha aurora,
Que nós chamamos a todo o instante
A toda hora
De saudade
Não! Não pode ser! Não pode!
Dizem que a saudade é linda
Que é doce, suave, e falam ainda,
Que é boa como um sonho...
Mas se saudade é o que suponho ser
Se é essa dor atroz que entristece
Que tortura, que faz sofrer
Que a nossa alma envelhece
Essa gente
Toda mente
Quando diz que gosta da saudade
E que ela é irmã gêmea da felicidade
POESIA DA FELICIDADE
Que o futuro traga tudo
Aquilo que sempre quis
Que Deus a proteja e guarde
E seja muito feliz.
Menina, viva o presente
Deixe o passado pra traz
O futuro a Deus pertence
Não queira saber demais.
Que fiquem do seu passado
Somente as boas lembranças
Vida, pertence ao presente
E ao futuro, as esperanças.
Que na sua longa vida
Não tenhas dificuldades
Só paz, amor e alegria
E muitas felicidades.
VOCE
Tão diverso tens estado
Daquele que conheci
Que ontem estando a teu lado
Tive saudades de ti.
FLORZINHAS
Eu era muito feliz
Tinha tudo que sonhei
Não faltava quase nada
Das coisas que desejei.
O lar, a casa, o jardim
O grande amor esperado
Tudo completo e perfeito
Um sonho realizado.
Meu pedacinho de céu
Certo dia escureceu
E a tempestade caiu
Destruindo o que era meu.
Naquele jardim tão lindo
Só restavam ervas daninhas
E abandonadas num canto
Se escondiam minhas florzinhas.
E ao vê-las tão inocentes
Meu sofrimento cessou
Lembrei que Deus de repente
Realmente me premiou
Não era felicidade
O que o destino tomou
O que era ruim destruiu-se
E só o que era bom ficou.
CONFISSÃO PARA MIM MESMA
Analisa friamente e de coração aberto, e diga-me se não é certo
Tudo quando vou dizer. Não foste feliz comigo, o que foi pra mim castigo, por tanto, tanto, te amar.
Não te prejudiquei em nada, meu amor te incomodou. Não atormentei com ciúmes, não houve jamais queixumes.
Não fiz nada, só te amei.
Mas não soube amar do jeito que querias ser amado.
Ou não compreendeste o grande amor que te dei.
Amei demais e pensei que só com isto teria sido feliz. E só por isso vivi.
O fato de ser casado te atormentou, isso sim. Mas eu nunca te prendi e Deus sabe que queria.
Vi que te perdia, não lutei, chorei, sofri.
Então não foste o culpado, nem culpada eu mesma fui.
Odiei o mundo inteiro e não mais eu quis viver.
Agora sou outra, vivo, cheguei ate a ser feliz.
Eu te amo hoje, ainda, mas com um amor diferente, como amo a tanta gente, um filho, um irmão, um parente, que se ama e nem se diz.
Aquele amor exclusivista, tão ímpar, tão egoísta, por ti não posso jamais sentir.
Só sei amar quem me ama, meu coração não reclama mais esse tipo de amor.
É bem mais cauteloso agora, tão transbordante era outrora, que teve que aprender.
Tenho hoje três amores. São três motivos maiores para a vida recomeçar.
Enchem-se a vida de cores, de luzes, beleza e flores.
E por causa desses amores posso ainda ser feliz.
Nada é mais lindo no mundo que o sorriso tão singelo e aquele olhar tão profundo, que só a alma pura alcança.
É o que tem nossas três filhas.
E com toda essa riqueza, essa alegria e candura,
Também me sinto criança.
Saudade da mais bela flor
A cada pétala que cai , será um belo amor que se vai.
A cada rosa à secar verá meu coração à chorar
A cada outono,Primavera,verão e os mais frios invernos . Não trará você de volta meu grande amor .
Mais quem diria que ao olhar as flores brotar
Me lembraria de você à cantar no mais belo nascer da Primavera com sua voz suave aquela bela canção , que por mais estranho que pareça .
Você cantava sobre a beleza da Primavera e como lindo estava seu jardim .
E com uma frase que marcaria minha mente .
"Aparece as flores no Jardim e o tempo de cantar chega."
Então me lembro de sorrir .
E sei que passarei o inverno ,verão,outono e o dia que chegar a Primavera eu com muito amor no coração cantarei aquela linda canção .
Pois eu sei bela flor Joana que te amarei de verão a verão.
Democracia não existirá, e a livre participação política não florescerá onde a liberdade de expressão for ceifada.
Liberdade de expressão não é liberdade de destruição da democracia, e das instituições, e da dignidade e da honra alheias.
Saudade da Minha Terra
Saudade sua é mato que não raleia… lembranças que não saem, centelhas que incendeia. — Me ponho a lembrar de tudo… do entardecer, do cantar do galo no amanhecer; das batidas da cancela no mourão, do som do chocalho e do mugido do gado na pastagem ou deitado a remoer. Saudade do luar do sertão, que à terra toda prateia, de um passado distante que o pensamento campeia... Meus pés ganharam o caminho, ao frescor da memória a impactar o meu sentir… Ruas, estradas, trilhos, atalhos, encruzilhadas… dão-me a esperança de seguir. A poeira que, converteu a cor dos meus calçados, num pó esbranquiçado (pelos passos do passado) é a prova do quanto andei.
Onde vivo
Vivo numa casa, rua, cidade e pais,
Mas logo mudarei pelo tédio que há ali á
a chance de prosseguir ali não há
Liberdade sem saber, é necessário procurar
Eu preciso me desvincular
Dessa forma de me enxergar
Entre esse abismo de desinteresse
Por esse lugar
Encontrar, procurar me perder sem me
Achar, acredito que em algum lugar
Longe ou perto do mar na tranquilidade
Vou me refugiar
Nos lugares menores há mais fé e devoção do povo... quase sempre a cruz é vista num lugar estratégico qualquer: no santuário, diante dos olhos da comunidade paroquiana, no corpo tatuado de um jovem, no gesto simples de um devoto (ao sinal da santa cruz) três vezes: na fronte, para que Deus abra a sua mente; na boca, para que o proclame; e no coração, para que receba à Sua Palavra em bom grado). — E assim, mais três cruzes transparecem nesse hábito de ofício do cristão católico.
Se a inspiração me encontrar trabalhando, agradeço-a, pelo acabamento da minha arte; se me encontrar ocioso que me dê ocupação.
Quando os meus pensamento me levam a desacreditar nos sonhos que Deus me deu; então lembro que só preciso de um pouquinho mais de fé para acreditar que simplismente é possível.
