Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes

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E dizem que amar machuca
Na eterna luta de tentar viver
Fazendo o possível e o impossível
Sem temer a dor que o amor
Nos faz sentir aqui

No meio de uma vida que parece um cata-vento girando sem vento, um homem planta sementes na areia seca, esperando chuva que nunca cai. Uma casa sem teto abriga sonhos molhados pela noite fria. Cacos de espelhos refletem rostos que ninguém reconhece. O relógio anda para trás, marcando horas que ainda não nasceram.
Na parábola do peixe que tenta voar, ele salta do rio e cai sempre de volta, cansado e molhado. O viajante caminha em círculos na floresta escura, buscando um caminho que se fecha atrás dele a cada passo. A criança constrói castelos de areia na praia e ri quando a maré leva tudo embora. Um cego acende uma vela no fundo de um poço e jura que a luz existe. Nada parece fazer sentido.
Mas no final tudo se conecta de um jeito profundo. As sementes germinam no deserto porque a areia guarda água escondida. O peixe que tenta voar descobre que o ar também é um rio infinito. O viajante encontra em cada círculo uma verdade nova. O castelo destruído ensina que a beleza está no construir e no soltar. A vela do cego ilumina o próprio coração.
O relógio invertido mostra que o tempo não se perde, apenas se transforma. Os cacos ainda refletem a luz inteira. E assim o que parecia absurdo se revela a maior das conexões: a vida humana, feita de fragmentos soltos que, juntos, formam o sentido mais verdadeiro e humano.

Porque hoje é!!
O dia internacional da Lua..
Ela rege as nossas emoções!
É calendário comercial
E ainda regula as marés..
Ela é a Lua,
e se declara que é!!
A beleza pura.!!!
Da noite clara
brilhante e segura.
De 20 de julho
No ano de 1969
com este selo ,
brilha essa "Figura"!

"A vida é vivida no durante, não no antes nem no depois. O passado ensina, o futuro inspira, mas é no presente que tudo acontece."

A religião é uma alienação que desvaloriza a vida terrena para iludir as pessoas em prol de um mundo fantasioso algures.

nem todo silêncio é paz, é nem todo barulho é guerra.

Pesquisa eleitoral é igual religião: acredita quem é idiota.

se errou hoje, aprenda e recomece amanhã.

Escrever é pensar gritando sem fazer barulho.

As mulheres quando nos fazem sofrer por amor, ou nos tornam bêbados ou poetas, o que dá no mesmo.

Como escapar da Roda de Samsara? Faça uma bicicleta com a Roda e siga com ela para o Nirvana.

O sono é um modo indolor de treinar para morrer.

Se nossos animais de estimação, os cães e gatos, por exemplo, fossem do tamanho de leões e tigres, não haveria mais estimação de nenhuma das duas partes, mas sim a sensação de ser um predador e uma presa, um caçador e um caçado.

⁠A natureza nos dá um ensinamento essencial: que aprendamos a viver sozinhos, sem depender da ajuda ou companhia de alguém para nos sentirmos bem.

⁠Para a maioria, estar sozinho é um inferno e um cárcere;mas para mim, que com o pensamento voo alto, é um paraíso e um refúgio sacrossanto.

Na morte, desejo me desprender de mim — partir, enfim, para reencontrar minha mãe

Socialismo e comunismo só deram certo no Inferno, lá todo mundo é igual no sofrimento.

Acredito que o amor verdadeiro não elimina as tempestades; ele encontra uma mão para segurar enquanto atravessa cada uma delas. Conectados pela vida, fortalecidos pela superação, seguimos lado a lado, na mesma direção, transformando cada passo em um recomeço.

a vida é feita de tentativas sem elas nem tente.

Casinha Branca de janelas azuis

José Nilton de Faria

​Era uma casinha branca de janelas azuis e um alpendre em vermelhão...
E eu com os pés no chão,
Era feliz e não sabia.
O inverno em Brejaúba era rigoroso,
Com a temperatura mais baixa do Estado,
E o frio e a brisa encontravam o aconchego da névoa que cobria todo o largo da igreja
Que beleza.........

​Do alto da torre da igreja,
Tinha-se uma vista panorâmica do distrito...
E da casinha branca de janelas azuis,
Jesus! Que beleza...

​De manhã era hora de buscar o gado
Do Joãozinho do Aldo, e ganhar um pão sovado.
À tarde era hora da escola,
E logo após, a cachoeira e a bola.
À noite era hora de lavar o rosto e os pés,
Ouvir a conversa dos meus pais com os amigos,
Tomar o café com leite adoçado com açúcar e dormir feliz.

​No sábado de manhã, era a hora de caminhar
Com a moçada e a meninada até a região da posse.
À tarde era hora de tomar o banho... E que banho!
E aos domingos de manhã, abrir a igreja, ou seja, tocar o sino pra anunciar a conferência de São Vicente de Paulo.

​Quando no final havia leilões, e
Do alto da torre da igreja...
Tinha-se uma vista panorâmica do distrito,
E da casinha branca de janelas azuis,
Jesus!