Jardim das-Borboletas
O forte encanto de uma bela imagem aguçou intensamente o meu vívido imaginário, fiquei diante dela, imaginando minuciosamente que poderia ter encontrado um portal para um Jardim Secreto, um acesso ao mundo mágico ou talvez, uma passagem para a Terra Média, entretanto, independentemente de qual destes lugares, seria com certeza um feito muito inusitado, verdadeiro privilégio, assim, teria momentos raros, marcantes, prestaria muita atenção ao máximo de detalhes, um mais cativante do que o outro.
A cada passo que eu avançasse, avançando calmamente, ficaria deslumbrado, fosse com uma flora única, flores apaixontes, até aquele instante, por mim, desconhecidas, em um lugar seguro, pacífico, fosse achando criaturas mágicas, pessoas distintas com capacidades incríveis ou fosse ainda um tempo tranquilo no Condado, famílias e amigos felizes, na presença de um Velho Sábio, boas risadas e boa comida, qualquer uma dessas, proporcionaria uma experiência incomparável, não teria motivos para reclamar, estaria demasiadamente grato.
E voltando para a realidade, para o lugar que eu estava de fato, continuei seguindo o meu trajeto, mas durante alguns pontos, o meu imaginário chegou a se expressar, o que me fez ficar transitando entre o real e o lúdico, atravessei uma pequena ponte, que já estava verde, lindamente, envolvida pela natureza como se parte da Terra Média estivesse presente e do outro lado, mais à frente, a casa do Bilbo Bolseiro, achei também uma grande rocha que poderia estar escondendo a entrada para o Jardim Secreto e por fim, encontrei uma Árvore majestosa, fruto de um poder tremendo.
Cativante é a sua espontaneidade, riso bobo, desinibido, daqueles que retemetem a essencialidade da infância, que adoçam a realidade, que às vezes, chega a ser até um fôlego de perseverança em forma de simplicidade, no cotidiano ou em determinados momentos dos que a valorizam de fato, reconhecendo o amor sincero que transborda do seu coração que é repleto de vida, solidário, uma notória sensibilidade, amizade que certamente não tem preço, tom Carmo, jardim fértil, onde a felicidade floresce com o Zelo de Deus em cada detalhe, um Diferencial verdadeiro, fragmento da sua Grandiosidade.
Flores sublimes de cores encantadoras que desabrocham amavelmente assim como o teu terno sorriso que fica à mostra, um forte encanto reluzente, na tua essência, um jardim bastante sedutor, revestido lindamente pela pétala afável das tuas formas, um vívido fulgor no teu íntimo, o charme irresistível de uma bela rosa.
Florescer exuberante de muito amor numa precisão inegável, atraente, naturalidade calorosa, certamente, merecedora de ser cultivada com uma certa frequência, sendo amada verdadeiramente, trantando-se de uma inestimável riqueza, então, é bem provável que em outra época, serias uma matéria prima para a renascença.
Pois o teu coração é quente e a tua desenvoltura é apaixonante à semelhança de um pôr do sol ardente que começa ao entardecer, arte significante, musa inspiradora, tu és uma mulher incrível que naturalmente transforma um simples lugar em um paraíso por seres assim tão singular, presença profusamente aprazível.
Tu és bela e muito bem vinda
assim como é a chegada da primavera
para as flores que ficam
renovadas e ainda mais lindas,
há um jardim no teu íntimo,
onde as tuas emoções florescem
fortes, sinceras e ardentes,
o teu amor é fértil, notavelmente, vívido, cujo fruto possui um rico deleite,
necessitas de um empenhado cultivo,
isso é o mínimo que mereces
pelo prazer que é estar contigo
já que a tua essência enriquece,
então, nada mais digno
do que receberes um zelo legítimo.
“Dinheiro é como uma semente, rega que cresce. Se colher os frutos e não cuidar das raízes, as flores murcham e as raízes secam e não haverá novas sementes. Terá que trabalhar no jardim dos outros.”
"Não fique triste porque ninguém lhe trouxe flores, Deus está preparando alguém para lhe dar um jardim."
“Você não vai, você está no Paraíso, se passar a vida esperando ir para o paraíso, vai passar a eternidade na morte.”
Deixar o mato crescer não significa que seu jardim se tornou um inferno, você precisa cuidar.
Se o jardim é seu, não espere que Deus corte o mato.
Outonando
Pássaros cantam em pleno outono
canções quase silenciosas
respeitando a época da dormência
da natureza, do jardim e suas rosas
Cantar como eles é o que precisamos
sem alardes, apenas canto d'alma,
aconchegando no coração o que amamos
germinando sempre em muita calma
Em todo lugar há flores,
beija - flor,
vai , voa e leva contigo
o meu pensamento
para onde fores
Invejo teu voo
e tudo que vês e não posso,
ah...beija - flor
és um poema de asas
que não escrevi ...
12 de janeiro de 2.009
Um dia a pequena criança viu a nuvem e nela quis voar. Como doida pulava e obvio- jamais alcançaria . Resolveu formar com elas mil imagens que surgiam de sua fértil imaginação. Lá na amplidão azul mesclada de branco apareciam então mil carneirinhos, flores, dragões, barcos e monstros sem braços ...Depois esquecia de tudo e voltava a atenção aos pássaros que em revoadas passavam sobre sua cabeça no imenso jardim ou trilhas por onde andava. Com eles queria voar também e lógico não era possível, resolveu então vestir asas imaginárias e aos solavancos, descia rampas de gramados, achando-se uma sabiá. Até que rolou por uma ribanceira e feriu-se muito. Não desanimou, seus pés não se contentavam em andar apenas sobre o chão e vestiu asas de borboleta. Pelos prados sem fim, voava e ruflava, indo de flor em flor. Sabia todos os perfumes e texturas delas, mas um dia uma vespa predadora a quis pegar, ela perdeu uma das asas e caiu. Nunca mais voou e aos poucos morreu no jardim que amava. Não se deu por vencida, largou a fantasia de borboleta e virou vespa. Como essa, voava sem receio, apavorando borboletas, até que veio um pássaro e a comeu. A garotinha resolveu ser um pássaro e foi voando pertinho das nuvens e ali conseguiu por um instante tocá-las. Imaginou junto à nuvenzinha uma varinha de condão e como fada do faz de conta virou poeta para sempre.
Eis que o tempo
nos leva no dia a dia,
mesmo sem querer
vamos em frente,
sabendo que aqui na terra,
apenas nos resta
sermos melhor no que pudermos, sempre !
Eis que aponta a primavera
No inverno somos névoa
a vagar pelo universo
na primavera seremos pólen
alimento em flores e versos
Suave plangência em gotas sutis,
doces murmúrios em canção
sob a regência da natureza
vão alegrando o nosso coração
No jardim as flores dançam
felizes e juntinhas à melodia
assim como em nossa alma
há agradecimentos por mais este dia
Seja bem - vinda, amada primavera,
que em cada canto você resplandeça,
trazendo boas energias e quimeras
para que nosso coração se enterneça
Com suas letras miudinhas,
metáforas e até metonímia,
foi crescendo a menina
em seu canteiro de obras,
cavando com seu suor
tudo que a vida a presenteou,
por ter nascido junto à poesia,
como nasce no jardim uma flor
Por que não posso falar de flores
se elas são lindas e queridas
enfeitam tudo ao redor
dando mais vidaà vida?
Por que não dizer dessas flores
que perfumam noite e dia
o caminho dos que passam
muitos em total apatia?
Por que não enaltecer as flores
que são presente da natureza
cheias de mínimos detalhes
enaltecendo a beleza?
Por que não amar uma flor
que de espécie rara ou comum
sempre será símbolo do amor
na vida de cada um?
Nos versos desta inspiração
posso dizer de minha alegria
moram flores no meu coração
fazendo-me companhia !
Não sou poeta das horas vagas,
nem da brisa ou sol ardente,
a voz que em meu peito não cala
é a inspiração que chega num repente !
Fui ao topo da montanha mais elevada,
e alcei voo com asas de beija flor,
senti a alma congelada
junto ao orvalho da noite em torpor
Tal qual borboleta, voei dias e noites,
delirando de jardim em jardim,
senti perfumes, espinhos, açoites
tudo isso e mais, à procura de mim
Assim mais forte, sempre em quimera,
fui remédio de minha própria dor,
fui tempo, fui verbo e espera,
tudo em nome do amor !
Vento... carinho
que despenteia os cabelos,
mal sabe ele que
da vida tentamos
desfazer os nós de novelos
que ela faz sem receio
sob fortes ventos emocionais
que muitas vezes...
nos deixam de joelhos !
