Jardim
"Serás a tulipa do meu jardim
serei eu a água que da chuva cai
para te fazer desabrochar em flor
regando-te com o meu amor."
Todo coração que se fecha é um jardim em greve, rejeitando a primavera para evitar o outono. A frieza que vestimos é um casaco costurado com as linhas da traição alheia, mas o maior ferimento é a solidão autoimposta do desamor.
Eu quero um jardim florido, com um dia ensolarado; eu quero uma noite linda, mas com um céu todo estrelado, ah, eu quero, ah, eu quero! Sou um poeta apaixonado.
É primavera....
Somos flores no Jardim do criador,
Onde ele semeia amor e cuidado sobre nós,
Nos rega em força e fé,
e crescemos em bênçãos e misericórdias.
Ele Atravessa conosco todas as estações,
E florimos com todo os cuidados desse Jardineiro cheio de amor.
Deixe ELE te florir e primavere-se!
É crucial que sejamos
Um jardim agradável,
até um universo para
aqueles que nos
fazem bem. Trata-se
de reciprocidade.
No meu Jardim, ela é flor livre,
voa como uma borboleta, tem
a sutileza do beija-flor, seu toque
é brisa. É a Lua que hipnotiza e
silencia o ruído do meu cérebro,
nela todas as estações do ano
se tornam primavera.
O vento suave tocou em suas pétalas,
a envolveu levemente, mas forte na
Alma, as flores do Jardim cultivado
começaram a sorrir para a vida.
Eu plantei uma grande variedade de flores e rosas no meu coração, pois ele será um Jardim perfumado com o aroma da Primavera, mas também das demais Estações, em seu momento mais sadio, assim deverá ser o lugar exclusivo e inclusivo para a Borboleta que livremente viverá visitando ele, em plena harmonia com a vida e gosto.
Hoje, ao cuidar do jardim
Eu pensei assim:
Será que vale a pena plantar uma flor
Se não tenho nenhum amor
A quem ofertar?
Porém, outra pergunta sempre vem:
De que me valeria amar alguém
Que eu não tivesse junto a mim
E se acaso
Estando ao abrigo do peito
O amor acabasse?
Amores sem qualidade
Fatalmente são de outro jeito
E nunca tem respeito e nem propósito
Precisa botar atenção
No prazo de validade
Pois, se insistir em durar mais
Ele Jamais vai ser como eu quis
Às vezes, de tanto querer
E tanto fazer, mesmo estando distante
Não dura um instante mais
De que me valeria fazer tanta coisa
Quando o mais importante eu não fiz
A gente precisa entender
Que semente de amor
Difere de plantar flor
A flor cresce se a semente presta
Mas amor é diferente
e fere sem crescer direito
Mesmo que a semente seja bem cuidada
de instante em instante
Não tem jeito
A vida passa
E não acontece nada
Que traga a graça da flor
Só nasce dor
E um morrer sem viver
Sem ter uma flor pra chorar por mim
E então eu pensei assim:
Pra nascer uma flor qualquer
É melhor nem plantar um jardim
Edson Ricardo Paiva
"A felicidade não é triunfo ruidoso. É construção paciente, como quem cuida de um jardim secreto, sabendo que o verdadeiro valor das coisas reside no que se cultiva diariamente no íntimo."
"Não construa sua base no jardim dos outros; cultive sua própria terra, porque as visitas partem, mas a raiz é sempre sua."
Não dê um buquê,construa um jardim pra ela.
Não fale, faça um filho com ela e cuide com amor.
Não a abandone, case com a benção de Deus.
E, sejam felizes na medida do possível.
☆Haredita Angel
Enraizados, compactos, vivos
Crescendo a cada dia
Casas dos passarinhos lascivos
Semeando alegria.
Nossos sentimentos nasceram aqui
Sob a sombra de casa exímio arbusto
Como você não mais sorri?
Com a beleza deste matutino crepúsculo.
Eu pensava que o nosso amor ia arborescer
Mas parece que a magia só estava em mim
Para você só eram árvores no amanhecer
E pássaros que voavam sobre o jardim.
As vezes me pergunto, quantas borboletas mais terei que ter em meu estômago, para que saibas que sou o seu jardim e adoro quando encontra a abrigo em mim.
Ao me conhecer, não crie expectativas a meu respeito.
Não me adule como princesa.
Não me idolatre como santa.
Não me rejeite como demônio.
Sou mulher. Sou anjo. Sou fera. Sou quem quero ser.
E não autorizo ninguém a esperar nada de mim.
Minha vida não é uma rua por onde todos passam, é um jardim encantado que poucos tem acesso.
Cristão, se de repente você começar a acreditar que o que aprendeu ser pecado talvez não seja, que o que antes parecia um mal agora parece um bem, que o impuro se apresenta como algo puro e atraente, e começar a questionar se os conselhos de Deus realmente fazem sentido ou até duvidar das intenções por trás deles, cuidado! A serpente entrou no jardim da sua fé e está sussurrando ao seu ouvido...
O Haver
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.
