Janela
Hoje vou abrir os olhos quando acordar e ver como meu teto é lindo, abrir a janela e reparar que se passa um dia frio lá fora, em seguida agradecer ao meu lençol e travesseiro que meus pais me deram sem me pedir nada em troca. Abrir a geladeira e me deparar com belas frutas que me lembra que tenho que come-las antes que estraguem, que isso seria um disperdício com tantas pessoas lá fora querendo uma só parte da minha maçã. Hoje vou vestir minha roupa, qualquer roupa. Não vou reparar como ela me deixa gordo nem a marca de gordura que se destaca nela. Hoje vou me olhar no espelho para reparar meu rosto sem aumentar meu ego. Hoje vou sair na rua e a primeira pessoa que encontrar, vou falar bom dia!
Hoje vou pintar meu cabelo de verde,pular de para-quedas e realizar todas meus desejos loucos, pois isso é tudo que sempre quis fazer, mas nunca tive corajem. Hoje vou soltar tudo que há de ruim dentro de mim, para que as coisas boas possam entrar sem precisar dividir esse espaço dentro de mim.
Hoje vou cometer erros, para reparar como somos tolos. Hoje vou ver pessoas que tem como alimento um pão, para reparar como somos ignorantes.
Vou comprar um celular de ultima geração pra me sentir pior, vou fazer uma doação pra me sentir melhor. Hoje vou contar uma piada pra escutar uma risada, vou reunir os amigos pra fazer simplismente nada.
Hoje vou cantar sem medo de desafinar,chorar de alegria,chorar de tristesa,dar um beijo com espontaneidade,falar eu te amo quando estou odiando,interromper uma frase para dar um sorrido,deixar o orgulho para elogiar.
Hoje vou deitar minha cabeça no travesseiro e pensar: “Somos todos iguais. Uns com ignorância a menos, outros com ignorância a mais.”
Amanhã vou abrir o jornal e ver tragédias.
Amanhã vou sair de casa com a dúvida se vou voltar.
Amanhã vou passar pela praia e não sentir o cheiro da maresia, pois sou obrigado a andar com os vidros fechados.
Sinto o vento na janela,
sempre fico á espera
de que um dia você vá voltar pra mim,
deito e fico no escuro
o meu mundo é inseguro
pois sei que não tenho você aqui,
você se foi e deixou a minha esperança
e eu fiquei pensando que fosse vingança,
sei que isso foi um erro meu
mas será que você já me esqueceu?
sei que esses momentos nunca saíram do meu pensamento
com o amor que corre ao vento
procurando algum sentimento.
"Me afastei da janela e tudo o que vi então foi a chuva caindo pelas vidraças, que mais pareciam prata derretida."
Fala-me anjo de luz! é glorioso
À minha vista na janela à noite
Como divino alado mensageiro
Ao ebrioso olhar dos frouxos olhos
Do homem, que se ajoelha para vê-lo,
Quando resvala em preciosas nuvens,
Ou navega no seio do ar da noite.
Você apoiada na janela era quase um quadro.
Seu cabelo cacheado armado,
assim como o seu sorriso.
Fazendo meu coração acelerar querendo se entregar.
Você me tem nas mãos
E talvez nem desconfie,
Estou te entregando meu coração,
Por favor, o priorize.
Sai pela porta, mas deixa sempre uma janela aberta. Apressa o passo. Pula umas pedras pelo caminho e vai. Um sorriso aberto feito sol de verão que inaugura o dia. Lembra da menina que era ainda em outras primaveras. Quem inaugurava agora, era ela. Estampa o rosto de mudança. Percebe o tamanho das pernas. Prontas para pular. Agora abismos. Essa era sua especialidade. Pulos. Sempre em frente. Depois de muito tempo, ela agora sabia bem onde queria chegar.
Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!... E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!
Não sei que paisagista doidivanas
Mistura os tons... acerta... desacerta...
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas quotidianas...
Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Para quê pensar? Também sou da paisagem...
Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto... iriso-me... estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!
Eu quero um tempo tranquilo como passarinho na janela.
Quero um dia bonito como jardim bem cuidado na Primavera.
Quero um canto com sossego, um cantinho de paz.
Quero dividir panela de brigadeiro com os amigos, somar naquela campanha do bem, multiplicar os sorrisos e abraços que recebo.
Quero surpresa bonita chegando de mansinho só pra me deixar feliz.
Quero pra mim e pra você também.
Rita Maidana
O Retrato e a Verdade do Olhar
O olhar é a janela da alma, e no retrato ele revela aquilo que palavras não conseguem expressar. Capturar a verdade do olhar é captar o instante em que o sujeito se mostra inteiro, sem máscaras, permitindo que sua essência apareça na imagem.
Tecnicamente, é preciso atenção à proximidade, ao enquadramento e à profundidade de campo. Mas o segredo não está apenas na técnica: está na sensibilidade do fotógrafo em perceber quando o olhar é sincero, quando a expressão transmite emoção genuína e quando o silêncio da pose conta mais do que qualquer gesto.
Cada retrato é único porque reflete a individualidade do momento. O fotógrafo atua como um guia, criando conexão, respeito e confiança, mas sem interferir na naturalidade que torna o retrato verdadeiro.
É nesse equilíbrio entre técnica e sensibilidade que o olhar se transforma em narrativa, tornando a fotografia um reflexo autêntico da vida e da emoção.
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges
Sabe a conversa de que, se Deus fecha uma porta, Ele abre uma janela? Eu acho que, quando Ele fecha uma porta, Ele te diz: levanta e abre sozinho, porque te fiz capaz.
SINTO
As vezes abro a janela de meu tempo
Fico a olhar no horizonte, mas não á vejo
Talvez não consiga definir a distancia
Mas sei que esta La... Em algum lugar...
Já não te procuro pelo jardim
Pois sei que já não estas
Mas sinto... pressinto...
Ouço-te ou tento te ouvir
Só sei que tento te esquecer
De alguma forma sinto...
Saudades suas..
Alegria, tristeza, desespero, amor. Os olhos são a janela da alma. Quem aprende a ler a um olhar, aprende a linguagem da alma.
Quando o sol bater na sua janela deixe ele entrar,sorria, cante com os passarinhos,tome um bom café e tenha bom dia.
Ontem tomei um táxi e me distraí tanto olhando pela janela que no meio do caminho estendi a mão para o banco vazio do lado querendo pegar tua mão. Tô com saudade.
Estendi cordas de campanário a campanário; guirlandas de janela a janela; correntes de ouro de estrela a estrela, e danço.
É preciso saber quando uma coisa chega ao final. Embora seja difícil jogar pela janela tempos e tempos de juras eternas, sonhos, planos, experiências, bons momentos vividos;; mas é necessário encerrar um ciclo para poder se começar outro. Deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram, sabendo perdoar os erros. Precisamos perdoar, mas sabendo que este ato não significa colocar debaixo do tapete os sentimentos que existem em nosso coração. Perdoar não é esquecer temporariamente, é reconciliar-se consigo mesmo. O perdão nesse caso não é uma renovação, e sim um fim. Afinal o perdão também cansa de perdoar. É preciso respeitar esses limites. Já que tenho a cabeça no lugar, o texto antes pensado não será postado. Por que? Porque sou humana. Meu mal é ser aberta demais. E eu não quero reviver mais nada daquilo nem que seja só em palavras.
Banho de água gelada.
Abrir os olhos e ver que o sol já não ilumina a janela como outra vez, que as rosas não são mais tão galantes, que os tornozelos já não me amparam mais. Ver que as pimentas já não são mais tão picantes, nem mais tão vermelhas, que aquilo que fazia diferença parece estar me deixando para trás. Perceber que o ciúme é o inimigo dos mortais e que não vale à pena doar-se tanto por quaisquer amores.
