Janela

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Eu só quero ser feliz.
Poder sentar na janela e ver que o horizonte é lindo.
Eu só quero poder acordar sem pensar que estou infeliz, apenas viver e viver.
O que fazer se para muitos é proibido ser feliz?
Só me resta pedir socorro pra vida.


Vento forte
Bate na janela
Barulho estranho
Vem lá de fora
Desperta o sono
De madrugada
De olhos abertos
Pensando em nada
Um vazio
Se instaurou
Dentro de mim
Não tenho medo
Nem desilusão
Meu coração
Tem proteção
Meu amor
Está em mim
@zeni.poeta
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Lei 9610/98

Se deixarmos a janela aberta, não adianta culpar o vento pela bagunça.

Culpar os outros só nos faz regredir como seres humanos
Somos os únicos responsáveis pela vida que estamos vivendo hoje.
Cada uma de nossas escolhas e ações nos trouxeram até aqui.

⁠A noite chega de repente, demorada, chuvosa e fria . Na janela sopra um vento, do nada nasce um sofrimento. Pelo vidro vejo que se passou mais um dia. Sentado na varanda do tempo, faço do véu da noite o refugio dos meus sonhos. Minha alma chora, tropeçando na escravidão do meu desejo, vejo o tempo passando por mim, o que fazer ? Valeu os amores que vivi e trago guardados no peito. Respiro fundo preencho meu coração com a emoção e adormeço. De toda tristeza me esqueço pois vou sonhar com você. Boa noite.

⁠Quem deixou a janela aberta não pode culpar o vento, pois a desordem é o fruto do próprio relaxamento.

Mano fler

Nota: Trecho da canção Médico da Alma, com participação de Fabio Brazza.

⁠Noite fria, janela batendo com o vento, la fora a escuridão domina tudo . Sei que aqui não é meu lugar . A noite quando as palavras se calam, e dão espaço para o silêncio. Posso ouvir o grito da solidão. Me perco em sonho que apenas atravessa minhas noites Ilude os meus dias, marcando-os com
Infindável tristeza que habita em mim. O tempo esse sempre corre, brinca e nunca cansa, constrói pontes, cria histórias, nos permite relembrar cada emoção. Mais não traz de volta o tempo desejado . Qual sera a diferença entre estar vivo e viver . Minha história se perdeu na estrada da vida ou no caminhar dos anos. Ha tempo, mandem um resgaste-ainda há tempo. Boa noite.

Eu vivo entre as frestas da janela

nas emendas dos meios-fios das calçadas

no emaranhado que sustenta as tranças da menina.


Eu brilho nos olhos alegres da criança sonhadora

na risada escancarada dos meninos na lagoa

na melodia do silencio entoada numa noite de amor.


Sou a saudade, o adeus de um casal enamorado

a despedida num beijo apaixonado

a eternidade num coração dilacerado.


Sou as faces no espelho embaçado

As cantigas de grilo no trabalho

A amizade no meio da multidão.


Eu sou o desejo da mudança

na esperança

na temperança

na criança

que habita em mim.

⁠Pedra

O vento impetuoso fustigou a janela,
as árvores dançaram sob a luz artificial.
Procurei-te na solidão da memória,
templo sagrado em ruínas,
várias pedras já foram roubadas,
lançadas ao rio por crianças,
desapareceram na espiral cristalina,
jazem nas profundezas, ocultas,
mas ainda inquietas.
Guardei uma diferente, é azul,
como o meu sonho,
como os sonhos do mundo,
que são como o Céu e que são
de toda a gente e de ninguém.
Onde te perdeste que não te encontro?
A nuvem onde dormimos desfez-se,
choveu durante estações,
mas, depois, os raios de sol entraram
timidamente,
trazendo o calor da esperança.
As árvores finalmente dormem,
o Homem acorda.
Olho para a pedra,
continua azul...
Enquanto viver, ficarei com ela.
Depois, morrerei, tu também morrerás,
onde não sei,
mas a pedra permanecerá
ainda
azul como o céu...

⁠ponto de transição


da minha janela
observo uma árvore
e por ela sigo as estações.
não pelo Sol
ou pelos casacos.
é a árvore
que entrega todo o seu corpo
ao tempo
sem receio
segura de que a vida
é movimento.

⁠CANTO II

Janela d'alma, visão
Íris líquidas pingantes
Longe, longe, coração
Ah, distâncias distantes.

Na ronda teu juízo
Envolto em madeira e terno
No bosque paraíso?
Na floresta inferno?

Se com luz,
Voo alto
Asas de Ismália.

Se na cruz,
Não falto
Mortalha.

⁠E a vida passava, pela janela do trem.

(06/12/21)

Lúcia Farias

⁠Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.

Fernando Pessoa
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.

Nota: Trecho do poema Tacabaria, escrita com o pseudônimo de Álvaro de Campos.

...Mais

⁠Que Saudades de você
Um passarinho chegou
A minha janela.
Quer falar com ela?
Disse-lhe que sim mais
Não podia.
Ele perguntou, :
Porquê??
Disse-lhe..
Ela não me quer....
Ele disse:
Aquiete seu coração
Ela não te merece....
Que pena !!!
Um amor tão lindo e verdadeiro ser recusado.
Realmente ....
Nem todo mundo tem o
Poder de amar..
Graças à Deus...
Eu tenho...


Cores de outono
Castanho canela
Janela verde amarela

Noite fria
Abro a janela para o vazio .
Saudade pode entrar !
Meus silêncios gritam
Querem naqueles
trejeitos navegar
Deixo estar !
Não há como fugir
Desde que ele se foi
Minhas insônias fazem preces
naquele altar .

JANELA.


Daqui dá para ver o tempo.
Lembre-se que os momentos
Não são vividos em histórias
De duendes e fadas.
E que o tempo
Está nas memórias
Escritas e sem palavras.
Daqui de casa dá para ver
Uma nuvem em forma de gente.
Olhando pela janela a espera do futuro,
E pelo milagre a promessa,
Pois a verdade nunca mente.
Daqui vou ver o tempo.
Daqui vou ouvir o vento.
O céu estava azul, agora nublado,
Quem sabe poderá chover,
Não, o sol abriu as nuvens,
Com o seu jeito bravo.
O tempo vai passar,
O tempo vai melhorar,
Quem sabe amanhã o sol
Nasce; um dia sem sol,
Um sol disposto a amar.
Quem sabe a lágrima
Da chuva, uma gota vai molhar,
Toda esta terra, gente,
Toda esta serra, marrom.
Toda esta floresta, cinza.
Toda esta água, preta.
O tempo do tempo calor,
Não vai passar a dor.
Não vai nascer a flor.
Daqui consigo ouvir o vento.
Pela janela consigo ver o tempo.
Sem chuvas e com lágrimas.
O tempo é seco, o vento é seco.
Pela janela do meu quarto,
Eu vejo as palavras nubladas,
Escritas pelo tempo, quente.
E a janela não está fechada.


Autor: Cássio Charles Borges

Por trás da câmera há uma janela mostrando uma beleza,
Vista pessoalmente, um sentimento indescritível de paz, do sol em seu rosto, de um Deus que nos permite sentir as melhores sensações de sua criação.
Obrigada Deus!!

"Em um mundo onde tantos tentam entrar pela janela da vida alheia, aprendi a manter fechadas as portas da exposição por amor à minha família e ao meu próprio caminho."

Sobre amor e libélulas
Um dia desses estava escorado na janela de um hotel qualquer quando uma libélula pousou a poucos centímetros do meu braço. Na hora, eu não sabia ao certo se aquilo era uma libélula, ou uma cigarra, ou um inseto gigante qualquer. Nunca soube, e os poucos segundos que perdi tentando classificar o bicho foram suficientes para que ele sumisse. Bateu asas e escafedeu-se entre as árvores.

Eu tenho uma ligação especial com libélulas. Foi correndo atrás de uma que eu me estabaquei no chão, fraturando uma costela, perfurando o baço e sofrendo uma hemorragia interna que por pouco não me matou. Tinha cinco anos e, desde então, convivo com uma cicatriz que me atravessa o abdome, lado a lado. Tudo que eu queria era vê-la de perto, justamente para me certificar se o bicho em questão era cigarra, libélula ou “seja-lá-o-que-fosse”.

Se a necessidade de classificar uma libélula me rendeu duas semanas de internação, imagino o que me aconteceria se eu ficasse tentando classificar meus sentimentos. Inclusive, me cansa ver por todo lado gente tentando diferenciar um sentimento do outro. Se é amor, amizade, namoro, rolo, beijo, ficada, passatempo… Não tenho a mínima idéia, e nem quero ter! São inúmeras as espécies de relacionamento e a tentativa de classificar a todo minuto algo que, ás vezes, é simplesmente inclassificável pode resultar em muito mais do que um baço perfurado.

Ás vezes, perdemos a noção de que cada minuto da nossa vida pode ser o derradeiro, de que cada ligação telefônica pode ser a última, bem como aquela pessoa, de quem você ainda não sabe se gosta, pode ser o seu último romance.

Lulu Santos pediu, a gente obedece:

“Hoje o tempo voa, amor
E escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor

Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir!”

O amor é uma libélula que pousa na nossa janela pouquíssimas vezes. Corra atrás da sua libélula, sem medo de se machucar. Viva o seu romance. Viva o seu último romance.

Meu olhar é melancólico. Ele é a janela da minha alma. Como pode uma pessoa deprimida tirar fotos sorrindo se apenas estará mentindo? E hoje, com esse egoísmo social vigente e regente das relações, cada vez mais superficiais, quem é triste não tem valor. As pessoas não querem ficar perto de quem não é feliz, de quem nem sequer se dá ao trabalho de dissimular. O importante é ter algo que haja benefício. Caso contrário, esqueça! É cruel, é. É o mundo, não sou eu que estou fazendo sensacionalismo. O mundo me exclui, primeiramente porque estou fora do padrão de beleza, porque não exponho o que comi, ganhei, não me contento em ler 140 caracteres e viver de compartilhamentos clichês, porque eu quero mais que encher a cara ao lado de pessoas que vão me descartar logo depois, minha balada é solitária, ritualista... Espero que essa tristeza toda não me deixe um ser humano frio que joga na mesma moeda que o restante. É só o que eu espero num mundo em que não se deve esperar nada, mas se preparar sempre para o pior, para ver a pior face dos humanos, para ver coisas que te deixam desacreditado de um futuro melhor, que te deixam com medo do que possa vir pela frente.