Jamais
A distância, aliada ao silêncio, jamais terá êxito no esquecimento, se a conexão for patrocinada pelo coração.
DOS PERFEITOS E SANTARRÕES
Demétrio Sena - Magé
Jamais cometi um crime. Mas não posso tentar negar que já cometi muitos erros. Alguns, com uma grande carga de gravidade. Sim, eu deploro muitos passos que hoje não daria... tenho grandes arrependimentos... nem ouso dizer que agora já não erro, mas não queria ter cometido sequer um décimo dos muitos e muitos erros graves que me carimbam.
Ser pessoa reconhecidamente marcada por tantos atos repreensíveis pode não ter sido exatamente um doutorado para mim. Nem todo mundo aprende o bastante com os próprios erros... alguns não aprendem nada... mas uma lição importantíssima não escorreu entre os meus dedos: ter errado como errei, saber exatamente os caminhos que o ser humano toma (muitas vezes crendo que acerta ou que o erro se justifica), fez de mim pelo uma pessoa mais tolerante, compreensiva e menos hipócrita em relação ao próximo.
Aprendi a não julgar tanto. Se às vezes caio na tentação, não o faço publicamente nem condeno como se eu fosse o único membro de um júri ou simplesmente o juiz. Quando sei que alguém errou, lembro do quanto sou errado e, se não posso ajudar, deixo que o julgamento e o veredito fiquem a cargo dos perfeitos e santarrões que incham a sociedade.
Perder uma batalha não significa perder a guerra.
Jamais desanime diante de uma batalha perdida, ao contrário aprenda com ela e ganhe experiência para vencer a próxima e seguir em frente até vencer a guerra.
Seja cientista de si.
Ser cientista de si é abrir gavetas onde ninguém jamais olhou, é encontrar restos de ecos antigos e etiquetá-los com rigor e reverência. Cada memória se torna um organismo estranho, cada emoção, um vírus que infecta sem aviso. Não se trata de curar, mas de observar: estudar as mutações do próprio desejo, as derivações do medo, as metamorfoses do amor que insiste em nascer nos lugares errados.
O corpo é um microscópio que às vezes faz truques com a mente — é um campo de ensaio onde hipóteses explosivas dançam e se desintegram em segundos. Ser cientista de si é aceitar que não há controle, apenas registro. Registrar a instabilidade, o colapso, a beleza que surge do caos interno. É perceber que algumas experiências não se replicam, algumas falhas são únicas, algumas feridas ensinam mais que qualquer vitória.
E no centro desse laboratório, no silêncio que não cabe em palavras, surge a maior descoberta: que o sujeito estudado é também quem observa, e que cada experiência de si é um prisma que reflete infinitos mundos. Ser cientista de si é um gesto de coragem quase selvagem — olhar para dentro e perceber que o experimento nunca termina, e que cada segundo é irrepetível, insubstituível, imprescindível.
Onde está a desculpa não existe o perdão - a flecha , mesmo que não atinga o alvo, jamais retornará, mas as frases cáusticas voltarão para a sua origem com efeito bumerangue!#ToninhoCarlos
O que faz perdoar o erro
Chamado de misericórdia
É ter no peito a compaixão
Jamais causar a discórdia
É um amor que se estende
O que é mal não se defende
Ser o anjo bom da concórdia.
De Beyoncé veio o grito
Com a fala detalhada
Faça o que nasceu pra fazer
E que jamais seja calada
Se a alma chama e convida
Não espere o mundo dar vida
Seja uma mulher empoderada.
Jamais Habitará em Campo Seco O Homem, por Mas Escolhas, Ramificou em Terra Fértíl das Paixões em Busca de Amor...
(Vinnicius Pinto)
Tenha fé e viva sua religiosidade, mas jamais seja conivente ou omisso diante das injustiças e dos danos que a própria religião possa causar à vida das pessoas.
"Viver alguém, sem nunca mais vê-la.
Querer alguém, sem jamais tê-la.
É ópio, é álcool, é trago, dose, cerveja.
Sou grato ao álcool, por fazer-me esquecê-la.
E quando não, ainda sim o agradeço, por fazer-me escrevê-la.
Cada verso, cada estrofe, cada letra.
Um, dois, três poemas, à de alma rasa, de paixão obsoleta.
Tentar encontrá-la em outros corpos, é loucura, tolice, bobeira.
Mas meu eu, parvo, crê que é 'vendetta'.
Pelo abandono, pelas lágrimas, pela solidão, a sarjeta.
Eu não queria muito, só roguei pelo veu e a grinalda, o buquê voando e o nosso beijo, na da praça, a igreja.
Só queria um beijo molhado, o encontro dos lábios, os corpos suados, e a única veste, nossas alianças, reluzindo sob a chama da lareira.
Amá-la, deixou-me com a alma enferma.
Deus não me ouviu, rogo pela a morte, pois minha vida é vivê-la.
E não creio que seja possível, viver alguém, sem nunca mais vê-la..."
Se soubéssemos o quão “extraordinária e difícil” é a travessia do oceano, jamais permitiríamos que alguém navegasse sozinho. Quem entende a grandeza da travessia aprende a ser companhia, não espectador. É um lembrete de que cada pessoa enfrenta seus próprios mares, e que a presença, o cuidado e o caminhar junto fazem toda a diferença.
