Ja Vivi um grande Amor
Não fico desapontada quando meus sonhos não se realizam. Estou acostumada a perder e falhar. Isso se chama ter força mental.
Os adultos nunca aceitam se dissermos que não temos um sonho. Nós precisamos ter um? As pessoas só falam sobre conseguir um emprego.
Quem trabalha e mata a fome,
Não come o pão de ninguém.
Quem ganha mais do que come,
Sempre come o pão de alguém.
Quem não luta pelo que come,
Merece o salário que tem.
Quando morre uma criança na favela, todo mundo devia de cantar...é menos um pra se criar nessa miséria!
[...] Se depois desta volta para dentro, deste ensimesmar-se, brotarem versos, não mais pensará em perguntar seja a quem for se são bons. Nem tão pouco tentará interessar as revistas por esses seus trabalhos, pois há de ver neles sua querida propriedade natural, um pedaço e uma voz de sua vida. Uma obra de arte é boa quando nasceu por necessidade. Neste caráter de origem está o seu critério — o único existente. [...]
Eu me lembro bem, dos poucos momentos que vivi ao seu lado,
Sei que em um caminho de paz e descanso jaz você
Sei também que dói, e isso é uma ferida para a vida toda, um buraco fora aberto em meu peito
Sinto saudades, mas me disseram que quando eu estiver sentindo sua falta, que eu olhasse para o céu, e encontrasse a maior das estrelas, esta seria você, brilhando nitidamente e cuidando de mim.
Ainda hoje procuro alguém para tampar este buraco,
Vejo que não será qualquer pessoa capaz disso
Espero que se você exista, apareça logo em minha vida, já não aguento mais.
Acaso
Matei o acaso em nome de deus, e deixei os motivos pra trás.
Vivi sem pensar no sentido do meu, e achei sentido em ir buscar
Nas paredes, nas memórias, nas propagandas da internet, nos filmes, nos livros, que eu me lembre, desde os 7
Pensar no amanhã é necessário, porém o que será de nós
Amanhã
Sentados tomando um café
Cada um a sua mesa
Porém o que será de nós
Ano que vem
novos nomes aos mesmos ídolos
Idéias velhas criações novas
Nostalgia de um futuro que alguém ja viveu
Saudade de quem nunca morreu.
Matamos o acaso em nome de Deus.
Sem mesmo saber se era vontade de Deus
Mas concluí que talvez justamente esse seja o grande desafio da minha vida. E vamos lá. Adoro desafios.
Achei que eu ia ser esperta pra sempre, mas para a minha grande alegria estou me sentindo uma idiota. Sabe o que eu fiz hoje? As pazes com o Bob Marley, com o Bob Dylan e até com o ovomaltine do Bob’s. As pazes com os casais que se balançam abraçados enquanto não esperam nada, as pazes com as pessoas que não sabem ver o que eu vejo.
Eu só tenho uma grande ambição em minha vida,
que é entre as ambições a mais impossível e desmedida:
eu quero ser como o vento, livre, etéreo,
e nunca parar de soprar...
Entendi então que, de qualquer modo, viver é uma grande bondade para com os outros. Basta viver, e por si mesmo isto resulta na grande bondade. Quem vive totalmente está vivendo para os outros, quem vive a própria largueza está fazendo uma dádiva, mesmo que sua vida se passe dentro da incomunicabilidade de uma cela. Viver é dádiva tão grande que milhares de pessoas se beneficiam com cada vida vivida.
Minha grande altivez: prefiro ser achada na rua. Do que neste fictício palácio onde não me acharão porque – porque mando dizer que não estou, “ela acabou de sair”.
Isto é grande sabedoria para uma mulher adquirir: Não importa o quanto ele pise na bola, para teu marido sempre há de ter perdão.
Natal
Natal! Grande bolo à mesa.
A árvore linda em festa.
O brilho da noite empresta;
Regozijo ao coração...
É como se a Natureza
Trouxesse Belém de novo
Para os júbilos do povo
Em doce fulguração.
Tudo é bênção que se enflora,
De envolta na melodia
Da luminosa alegria
Que te beija a segue além...
Mas se reparas, lá fora,
O quadro que tumultua,
Verás quem passa na rua
Sem ânimo e sem ninguém.
Contemplarás pequeninos
De faces agoniadas,
Pobres mães desesperadas,
Doentes em chaga e dor...
E, ajudando aos peregrinos
Da esperança quase morta,
Talvez enxergues à porta
O Mestre pedindo amor.
É sim!... É Jesus que volta
Entre os pedestres sem nome,
Dando pão a quem tem fome,
Luz às trevas, roupa aos nus!
Anjo dos Céus sem escolta,
Embora a expressão serena,
Tem nas mãos com que te acena
Os tristes sinais da cruz.
Natal! Reparte o carinho
Que te envolve a noite santa
Veste, alimenta e levanta
O companheiro a chorar.
E, na glória do caminho
Dos teus gestos redentores,
Recorda por onde fores
Que o Cristo nasceu sem lar.
Por favor, não nos decepcione. É grande a nossa esperança (…). Nós entregamos os nossos destinos nas suas mãos, com boa fé e boa vontade.
É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas a terra dada, não se abre a boca
É a conta menor que tiraste em vida
É a parte que te cabe deste latifúndio
É a terra que querias ver dividida
Estarás mais ancho que estavas no mundo
Mas a terra dada, não se abre a boca.
Ainda não se cansara de existir e bastava-se tanto que às vezes, de grande felicidade, sentia a tristeza cobri-la como a sombra de um manto, deixando-a fresca e silenciosa como um entardecer. Ela nada esperava. Ela era em si, o próprio fim.
