Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
"Se queres colher bênçãos no futuro, qando os nervos tremerem e seu pés cansados já não suportarem mais seu corpo, planta hoje enquanto ha tempo, sendo exemplo para teus filhos, e tuas gerações, prefira futuramente ser reconhecido pelo exemplo, do que por obrigação ou solidariedade".
O futuro já começou e nossa racionalidade ficou no passado! O presente é apenas um eco do que fomos um dia!
Já se adentrava a noite alta e as pandorgas versos partiam.
Foi quando fitei a moça que de olhos gris se vestia.
Então clamei a ela, antes que também se retirasse:
Agora que a lua cheia chegou,
como teus olhos em ternura,
borda-me entre o céu e a tua boca,
numa indelével tecitura.
In Chá com os Poetas e a Moça Bonita
O quanto tem custado a nossa profissão de fé?
Quanto do velho homem já foi mortificado, por amor a Cristo?
Ou será que a velha natureza ainda prevalece em nós, revelando que pouco temos negado a nós mesmos?
"Compartilhe o que você já sabe. Ninguém precisa saber tudo para ensinar."
"Quem ensina o que já sabe aprende ainda mais no caminho."
"Não espere saber tudo para ensinar. Ensine o que você já sabe hoje."
"O conhecimento cresce quando é compartilhado. Ensine o que você já sabe."
"É melhor ensinar o que você já sabe do que esperar aprender tudo para só então ensinar."
Deitado eternamente nos braços de quem já foi seu
Esta seria a terra prometida
Se quem a prometeu
Não tivesse sido como eu
E quando abrir os olhos
Você verá tudo vermelho
Nenhum sinal daqueles que amou
Sem anjos para mim quando eu morrer
- Anjos
Saudades do Rio
Agilson Cerqueira
O Rio Cachoeira já foi um pedaço do céu derramado sobre a terra. Suas águas corriam tão claras que o azul das manhãs parecia morar dentro delas. Entre pedras douradas pelo sol, a correnteza cantava baixinho, e os peixes deslizavam como versos vivos sob o espelho líquido do rio.
Nas margens havia música humana. O canto das lavadeiras se misturava ao bater da água nas roupas; os areeiros, com suas pás e seus animais, desenhavam o ritmo do trabalho; os pescadores conversavam com o silêncio das águas; e as crianças, livres de qualquer temor, mergulhavam antes mesmo de aprender o significado da palavra perigo. O rio não era apenas parte da cidade — era a própria infância respirando.
Eu me lembro do mergulho seguro. O corpo entrava na água como quem volta para casa. A correnteza nos envolvia com a ternura de um velho amigo, e, debaixo d’água, o mundo tremulava em transparência e luz. Havia cheiro de terra molhada, de mato fresco, de manhã recém-nascida. Tudo parecia eterno.
Lembro também dos jegues nas margens — Sobrado, Ponteiro e Arvoredo — companheiros silenciosos daquele cenário que hoje só existe inteiro na memória. O Sobrado caminhava com a imponência de quem conhecia o próprio valor; o Ponteiro era ligeiro e atento, sempre à frente; e o Arvoredo, com sua orelha quebrada pendendo para baixo, seguia devagar, como se tivesse aprendido a conversar com o tempo.
E como esquecer meu avô? Sua presença vinha junto com o cheiro do rio, com a vara de bambu nas mãos e o anzol unha-de-gato brilhando à luz da manhã. Quando o peixe fisgava, começava um pequeno balé sobre a água: a linha esticada, a vara vergando, o peixe riscando o espelho do rio numa resistência bonita, quase uma dança entre a liberdade e a captura.
Os pescadores voltavam com fieiras pesadas, com muitos peixes reluzindo ao entardecer. Os tarrafeiros lançavam suas redes como quem lançava esperança, e muitas famílias encontravam no Cachoeira o pão de cada dia. O rio alimentava corpos e também alimentava a dignidade.
Hoje, quando a estiagem chega, o leito parece respirar com dificuldade. Das águas cansadas sobe um cheiro triste, como se o rio tentasse expulsar a dor acumulada em tantos anos de abandono. O brilho desapareceu, os peixes se calaram, e as margens perderam a alegria das vozes que sabiam viver no compasso da correnteza.
É estranho sentir saudade de um rio que ainda atravessa a cidade. O nome continua o mesmo, o curso ainda insiste em seguir adiante, mas algo essencial se perdeu. É como olhar uma fotografia antiga desbotada pelo tempo: reconhecemos o contorno, mas as cores da vida já não estão lá.
Dentro de mim, porém, o Rio Cachoeira permanece cristalino. Ele corre intacto pelas lembranças de tardes intermináveis, de pés descalços na areia, de mergulhos sem medo e de horizontes que pareciam não ter fim. Na memória, suas águas continuam limpas, e talvez essa seja a última nascente que ainda não conseguiram poluir.
Ah, que saudade da vida do rio. Saudade do tempo em que a transparência das águas iluminava os olhos das crianças, amparava as lavadeiras, sustentava os areeiros e dava esperança aos pescadores. Saudade do meu avô à beira d’água, da vara de bambu apontada para o poente, e do silêncio dourado das tardes em que o Cachoeira parecia eterno.
Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto a correnteza chamando meu nome. E por um instante breve — tão breve quanto o brilho de um peixe saltando ao sol — volto a ser menino nas águas claras do rio que nunca deixou de correr dentro de mim.
.
Já parou para pensar por que procrastinamos?
Por que adiamos aquela ligação, aquele projeto, aquele abraço, aquele pedido de perdão, aquele sonho que insiste em nos chamar?
Talvez porque, em algum lugar do nosso inconsciente, acreditamos que sempre haverá um amanhã.
Vivemos como se o tempo fosse infinito. Como se a vida nos devesse mais uma oportunidade. Mais uma segunda-feira. Mais um ano. Mais uma chance.
Mas a verdade é que a vida nunca prometeu isso.
Cada dia que adiamos nossos sonhos fortalece nossos medos. Cada decisão que deixamos para depois alimenta a ilusão de que ainda temos todo o tempo do mundo.
E, sem perceber, não é o relógio que está parado...
Somos nós.
A procrastinação raramente nasce da preguiça. Muitas vezes, ela nasce do medo: medo de falhar, de mudar, de ser julgado ou até mesmo de descobrir o nosso verdadeiro potencial.
Enquanto esperamos o momento perfeito, a vida continua acontecendo.
O tempo não espera.
As oportunidades não esperam.
As pessoas que amamos não esperam.
E um dia, o "depois" pode simplesmente deixar de existir.
Por isso, pergunte a si mesmo:
Se hoje fosse o último capítulo da sua história, você teria orgulho da vida que escolheu adiar?
Talvez a maior tragédia não seja morrer.
Talvez seja chegar ao fim da vida carregando uma coleção de sonhos que nunca tiveram coragem de nascer.
O momento certo não é amanhã.
É agora.
Aproveite enquanto tem sua mãe, ela não viverá eternamente, se você ja ama, abraça, beija, faça mais, ame mais... Não deixe passar um dia, não deixe de atender uma ligação, não deixe de falar bom dia, um piscar de olhos passa e você não tem mais isso ... Aproveite! Liga pra ela e diga: mãe, eu te amo.
Deixe de reclamar. A vida é um instante.
Quando você perceber, ela já passou.
Nosso tempo é curto demais para perdê-lo com lamentações.
Faça, procure, perdoe, abrace, ame e seja amado. Mas faça tudo isso no presente!
Pois o passado se foi, e o futuro é incerto.
🏹 Muito antes do asfalto existir, a força dos caminhos já tinha morada. A primeira encruzilhada nasceu no verde, na Makaia.
🪵 Muitas vezes, a nossa mente urbana limita a força dos nossos Guardiões aos cruzamentos de asfalto e às luzes dos postes. Mas a verdade oculta é muito mais antiga.
🍃 A primeira encruzilhada, o primeiro ponto de encontro entre o visível e o invisível, a primeira escolha de caminhos, nasceu no coração da floresta sagrada. Ali, onde as trilhas se cruzavam sob o silêncio das folhas, a força de Exu e Pombagira já reinava.
🔱 Lembrar disso é reconhecer que a energia dos nossos Guardiões é ancestral, orgânica e elemental. Eles não são apenas os reis da rua que a humanidade construiu; eles são os donos do movimento do próprio universo.
🔱 A Rua deles é o mundo. O movimento deles é a própria vida. Resgatar essa raiz é entender que a nossa proteção não depende do cenário, mas da força primeva que habita em nossa jornada.
🔱 LAROYÊ ☠️
Apenas Cicatrizes.
Há cicatrizes que insistem em doer, mesmo sabendo que já não sangram mais.
Pare de tocar na ferida que Deus já curou.
Quando Deus realiza a obra, Ele não apenas fecha a ferida; Ele restaura a alma e impede que a dor governe novamente o seu coração.
Não permita que o passado tenha voz sobre aquilo que Deus já transformou.
Happy end
E isso de dizer que está tudo bem quando não está...
Você já se perguntou a quem está querendo enganar? Preste atenção, você é inteligente... não pode acreditar que vai conseguir pra sempre assim sua vida levar... e que no fim ainda vai se safar.
Acorde! Acorde amanhã... depois poderá ser tarde demais... quanto tempo você ainda terá mais? Você não sabe... não dá pra prever se haverá um depois pra você viver.
Pois é... parece que você está só ensaiando... você já se deu conta disso? Parece que você está só esperando pra então viver sua vida de fato... o primeiro ato. Ação!
Não e não... ou é agora, no máximo amanhã... ou você assume de sua vida a direção, ou vai passar de mão em mão. E vai acabar na contramão.
Na contramão da vida que era pra ser sua e você desperdiçou brincando de ser gente. Cara, isso não há quem aguente!
Desculpe-me pela franqueza... mas eu vejo a sua vida passando e você aí na maior lerdeza sem tomar uma decisão.
Diga-me a sua vida é sua ou não? Em quanto dela você tem participação? É uma sociedade anônima?
Pra muitos você pode simplesmente passar de um anônimo na multidão.... mas olhe bem pra você... olhe! Eu sei que você ainda consegue ver o próprio coração. Que é seu não é? Ou não?
Vê se toma jeito garoto... maroto... A vida não tem repetição!!!
Happy..... end....
Sei que não é culpa sua, mas já enfrentei tantas batalhas que qualquer ato de indiferença entro em modo análise de campo.
Já parou para imaginar que os ciclos talvez não existam para determinar o começo, o meio e o fim de nada? Talvez existam para nos permitir reencontrar pensamentos, pessoas, situações e a própria vida com uma consciência e um olhar que antes não possuíamos.
Você já percebeu que no fundo, no fundo tudo meio tanto faz?
Sim... tanto faz se você parar de ler este texto agora... e tanto faz se você continuar lendo até o final. Tanto faz se você dorme cedo ou dorme tarde... tanto faz se você toma café ou Nescafé... e tanto faz se toma ou não toma café... ou Nescafé... tudo tanto faz... você faz tudo tanto que tudo tanto faz.
Brinque com o Lego do jeito que você quiser... as peças são essas... agora tanto faz como você vai brincar... ou não vai brincar... tanto faz se você respirar ar puro... tanto faz se beber água da fonte ou se é puro álcool o que corre em suas veias aos montes... ou se não corre nada... também tanto faz... tanto faz o uso que das peças você faz... ou não faz... tanto faz.
Tanto faz se você olha pra trás... tanto faz se anda pra frente... tanto faz se para de repente... ou se deslizar igual serpente... tanto faz o pó na sua boca... se você se faz de louca... enfia na cabeça a touca... tanto faz se a vergonha é pouca...
Tanto faz se ganhar ou perder... tanto faz... tanto faz se como viver a vida você aprender... tanto faz se nada aprender... você vai mesmo morrer. então tanto faz viver... você nasceu mesmo pra morrer.
Então, rapaz, concorda que tudo tanto faz? Ah! essa falta de paz... ;)
Então... tanto faz?
Só tenho o presente,
o pretérito já está ausente,
no futuro... nem sei se estarei presente.
Viver só se conjuga no presente,
eu vivo, no presente, ou já estou ausente...
eu vivo, ou pra mim não há mais presente.
Só tenho o agora,
o passado já foi embora,
o futuro, por mais que eu tente
eu nunca chego lá, nunca estou lá...
eu só consigo mesmo é estar no presente.
Tenho de me lembrar mais disto: estar bem presente no meu presente.
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