Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
E hoje o nosso filho, Gabriel, completa 7 anos. Não sou de ficar olhando para trás, mas hj me peguei olhando algumas fotos de quando eu era casado contigo e me veio à mente o “Mito da Caverna”, de Platão.
Em toda a minha vida adulta, vivi acorrentado no interior da minha própria caverna (na cultura policial militar com os benefícios e malefícios que o ethos guerreiro me proporcionou), vivia um cotidiano louco, que era um misto de coisas extremas, como homicídios (provenientes de auto de resistência), orgias (4x4, Mistura Certa) e bebedeiras (Mariuzinn, Lapa 40º, Furacão 2000 na Quadra do Salgueiro, etc), típicas dos tenentes do 1º BPM à época.
Em meados de 2007, eu conheci você, a paixão que senti, forçou-me a sair da minha caverna, foi forte o bastante para quebrar as minhas correntes e querer descobrir o que, da minha caverna, eu só vislumbrava as sombras (família, cumplicidade, amor...), através de poesias, livros, filmes e até observando a vida de outras pessoas.
No início de 2008, nos casamos, finalmente saí da minha caverna, enxerguei, com os meus próprios olhos, o mundo que eu só vislumbrava as sombras. Ao sair da minha caverna, a luz do sol (o seu amor) ofuscou a minha visão de imediato (pra quem vive na guerra, o amor confunde), porém fui me habituando com a minha nova realidade e pude enxergar (vivenciar) as maravilhas da vida fora da caverna.
Naquele mesmo ano, fui alvejado por um projétil no meu joelho esquerdo, no Morro do Querosene (Complexo do São Carlos), você morreu de preocupação. Para te agradar, resolvi abandonar o ethos guerreiro e fiz a inscrição para o curso do, à época, Grupamento Especial de Salvamento e Resgate – GESAR (iria salvar vidas ao invés de tirá-las... kkkkk). Fui o primeiro colocado no processo seletivo, parecia tudo certo, mas comandando uma Operação no Morro da Mineira (Complexo do São Carlos), matei um vagabundo (teve gosto de vingança, já que era da mesma facção criminosa dos que me balearam) e o meu coração voltou a endurecer, eu me enchi de orgulho e vaidade, consequentemente, voltei a visitar a caverna da qual já tinha me libertado (sei que magoei você).
Na segunda metade de 2008, você engravidou, dessa vez, a luz fora da caverna foi tão forte (nunca senti tanto amor, eu conversava com a barriga) que me cegou. Logo eu, que sempre me senti tão forte e corajoso, tive medo e, sem explicação, deixei vocês. Corri de volta para a minha caverna e de própria vontade, eu me acorrentei... Covarde!
Não me sentia digno e nem capaz de ser pai. Não atentei para Nietzsche, que já dizia: “Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você”. E não só olhei para o abismo, como mergulhei de cabeça nele. Usava o fato de não ser dado à corrupção, para justificar as minhas crueldades.
Especialmente hoje, passei a imaginar como teríamos sido os três juntos. Etienne, o fato é que você me trouxe paz, em uma vida de guerras. O seu amor sempre foi a minha fraqueza, paz é para os fracos, no entanto, espero que esse sentimento seja somente hoje e que, amanhã, eu volte a ser o mesmo FDP de coração gelado de sempre!
Sou grata pelas grandes riquezas, a tua grandiosa presença, que os recursos terrenos não podem comprar!
Sou jardim fechado, Sou do meu amado, e Ele me vê, sente o meu aroma, e me faz produzir frutos, o meu pomar está cheio, porque tenho o teu cheiro .
Nada vai roubar a minha fé, e quando tentam me matar, sou sustentada por Ele,
Aquele que revelou o seu amor, o grande EU SOU.
Não me declara pelo aquilo que sou hoje, porque o meu dia de amanhã, está na mão de Deus. Se convertam e vai cuidar da sua alma.
Senhor, reconheço que sou falho e indigno da Tua misericórdia, mas sei que Tu sondas os corações e consideras a sinceridade daquele que Te busca (Salmos 51:17).
Minha paz não vem do que vejo,
mas da certeza que carrego em mim.
Sou amado(a), sou forte, sou livre,
e nada muda o que Deus diz de mim.
O mundo se agita, mas meu coração não,
pois descanso em Suas promessas de amor.
Não sou o que dizem, não sou o que falhei,
sou filho(a) do Rei, sou herdeiro(a) do Senhor.
Sou grato, Senhor, pelo dia que nasce,
Pelo sol que aquece e o vento que passa.
Pela graça imensa que em mim transborda,
Pelo Teu amor que nunca desmorona.
Sou grato, Senhor, pelo pão sobre a mesa,
Pela paz que sustenta minha fortaleza.
Por cada sorriso, por cada cuidado,
Por cada milagre no tempo exato.
Sou grato, Senhor, mesmo na dor,
Pois sei que em tudo há Teu grande amor.
Se o caminho é incerto, eu vou confiar,
Tua mão me guia, não vou vacilar.
Sou grato, Senhor, por Tua vontade,
Pelo Teu beneplácito e fidelidade.
Em tudo me curvo e digo então:
Bendito és Tu, receba o louvor!
Povos verão que sou Teu,
Verão Teu nome brilhando no meu.
Tua presença me distingue com luz,
Pois carrego comigo o nome de Jesus.
Ao sair, Tua mão me guarda.
Ao voltar, Tua graça me cerca e ampara.
Sou guiada por Tua direção,
E seguro está meu coração.
Na entrada e saída, serei guardada,
Por Tuas promessas, sou sustentada.
Na obediência, encontro a paz,
E tudo que eu faço Tu abençoas mais.
Então declaro no meio da luta:
Serei forte, não vou recuar.
Pois quando sou fraca, Ele me toma,
E Sua graça me faz continuar.
“Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas ...
Porque, quando sou fraco, então é que sou forte.”
— 2 Coríntios 12:10
Sou o menor, não tenho valor,
Me vejo perdido entre o caos e a dor.
Mas o Senhor, com Seus olhos de amor,
Me escolheu para ser Seu, e me fez vencedor.
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