Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
sem sombra para qualquer ausência
a dúvida do inventor
sou luz para a decadência
e pó de quem me criou
sou a busca indecisa
da certeza duvidosa
de onde se tiram largas passadas
de um futuro presente
quase sempre aqui
sou o tudo do nada despido
vestido com vestes nuas
imaginando destinos possíveis
enquanto dorme na rua
Meus olhos insistem em ser cachoeira
O vento ainda não a dispersou
Sou intensidade altaneira
Inescrupuloso embaraço
Sou o traço
Do riso discreto
Os dentes falhos
A janela aberta
Da imensidão.
Sou estranha às vestes alheias
Mas não sou sozinha
Eu sou multidão.
Os meus olhos ainda persistem
Como jarros d’água
Infinitas fontes
A cruzar as pontes da escuridão
Eu sou a senhora
Sou a meninice
Sou a pausa e o pique
Da imperfeição.
Meus olhos reclamam por vida
Os braços não deixam enxergar
A pele tão destemperada
O fogo aterra a água e o ar.
Eu sou incredulidade
Palavra de quem argumenta
Motivos, sentenças, viagens
Ao grão da pura inocência.
Meus olhos
Estão cansados
De tanto verter um rio
A cada segundo
No seu mais profundo
Mar em desvario.
Sou a penúria da escassez
Que murmura
Sou o sentir da falta de sentimentos
Sou a paisagem da beleza
Enfeitada
Eu sou a sombra do próprio
Tormento!
Sou o escândalo da noite
Faceira
Sou o perfume, em cândido ardor
Sou a mortalha que prende o meio
Sou estranheza banhada em torpor.
Sou a persona grata non here
Sou o pudor da vergonha em mim
Sou o estrago do próprio embaraço
Sou o nó que desfaz o laço...
Sou a contradição aos pedaços
Sou o som da mudez no espaço
Sou a pedra no meio do caminho
Sou a bebida do meu desalinho.
Tão belo
Que minha vontade
É prendê-lo
E sorvê-lo
Só para mim!
Mas que egoísta sou!
Tanta beleza
Não deve ficar escondida
Não deve ser retida
Não deve ser sorvida
Nem ser de um dono só!
Não sou tão arguta quanto deveria
Nem tão inocente quanto queria
Sou um meio termo estranho
Entre o azedume e o doce
Entre o ar e a terra
Entre a vida e a morte
Entre a paz e a guerra.
sou o istmo ligando minhas emoções
às emoções alheias
ao mesmo tempo sou ilha e oceano
sou o próprio sentir
desaguando inteiro
em mim:
sou o rio que mata
a própria sede
enquanto desafaz-se das redes
do seu existir:
rio
mar
oceano
e eu-gota
escorro dos lábios ferozes
amantes da terra molhada
do bálsamo de si…
“Sou como o mar imenso quase infinito.
Vivo entre o dia e a noite, como o sol que se deita na linha do horizonte, atrás das montanhas, no final de uma reta. Você me ouve nas ondas que caem ritmadas e rolam até a beira. E nas gaivotas que dão rasantes no espelho d’água salgada. Por fim, antes de dormir, sou intensamente dourada e vaidosamente sorrio com seus suspiros. É tudo que quero por cada dia de vida”.
#bysissym
Se ainda estou viva…
Se ainda não enlouqueci…
Se a cada tempestade sou salva…
É porque alguém me guarda!
AQUELE QUE ME GUARDA NÃO DORME.
#bysissym
Não sei se sou chata, talvez para uns, mas ser árvore não tem sido tão seguro assim, ainda não decidi como voltarei, pode ser que me esconda numa nuvem e vire arco íris…
#bysissym
VERSOS IN POESIA
Oh meu dulcíssimo amor,
Na ilusão, és sim pecado!
Sou fido à sua formosura,
Junto ao desejo revelado!
Paixão, és lira desta vida!
Nela, a idealizo e a quero,
Com os versos, in poesia!
A âncora de todos os meus sonhos é a sabedoria coletiva da espécie humana como um todo. Sou mais do que nunca influenciado pela convicção de que a igualdade social é a única base da felicidade humana... É em torno dessas questões que evoluem meus pensamentos.
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