Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum

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" Não sou o passado de ninguém, mas sou o futuro que alguém perdeu " .

Sou mar.
Às vezes, calmaria.
Às vezes, maré brava.
Não é contradição.
É personalidade.
Há dias em que acolho,
há dias em que transbordo.
Sou muitas em uma —
e ainda assim, sou inteira.

Sou solteiro e tenho totais condições de ter carro ou moto. Nunca fui apegado ao material, mas a sociedade atual nos cobra esse status!

Nem no muro nem camuflado: esquerdista


Demétrio Sena - Magé


Sou cidadão esquerdista. Como ser social, ativista e pensante que sou - principalmente pensante -, não tenho como não ter lado. Seria conveniente, mas covarde. Auto protetor, porém socialmente preguiçoso; cagão. Uma tentativa nojenta de fazer média com ambos os lados, para não sofrer perseguições presentes nem futuras, com a eleição de seja lá quem for.


Cidadão esquerdista se posiciona. Declarar-se "nem esquerda nem direita" é atitude rasteira típica de bolsonarista incubado. Pior do que os bolsonaristas confessos que já perderam toda vergonha de quem são. Cada um desses lamentáveis "nem esquerda nem direita" é um voto invariavelmente a mais, ainda que não vote, para candidatos da extrema-direita. Esses, após eleitos, ao fazerem covardias contra o povo, realmente não ligarão se o pobre prejudicado é da esquerda ou direita.


Não confio em quem não é nada (nem esquerda nem direita não é nada), tanto quanto não confio em quem declara que não há consciência negra, e sim, consciência humana. Só mesmo quem não tem consciência social põe panos quentes no racismo, com essa história de consciência humana, etnia, raça humana... tudo enquanto as minorias amargam todos os preconceitos. Sofrem todas as exclusões e destinações possíveis ao gueto, nos mais variados contextos e nominatas de sociedade.


Esquerdista, sim. E se a extrema direita vier a triunfar nas eleições, enfrentarei com orgulho as consequências de minha exposição identitária. Da certeza sincera de quem sou. Tenho certeza de que minhas filhas, alunos e alunas, para quem mais quero ser exemplo, esperam isso de mim. Mesmo quem não concorda, e vive, pensa e vota diferente, mas me tem em alta conta, espera isso de mim.
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Sou meu próprio lar, e aqui a solidão não cria raízes.

Reconheço cada erro, mas exibo com orgulho o meu acerto: hoje não sou mais escravo do que me matava por dentro. Graças a Deus fui forte para vencer o vício sozinho, longe de quem prega santidade mas vive na falsidade. Sou um homem que se levantou pelo próprio caráter.

Eternamente jovem, disse o espelho mudo,
Enquanto a alma contava invernos e adeus.
Sou a flor que não murcha, mas que vê tudo
O que amou ser poeira sob céus.
​O tempo me esqueceu, cruel e distraído;
Guardo um coração febril, sem ter ruga;
Mas cada beijo antigo, já partido,
É uma lágrima seca que me inunda.
​Dramático fardo amar a ti, mortal,
Com este peito insone que não finda;
Sou o verso que fica após o final,
A dor que persiste, bela e infinda.

Quão tolo sou!
mesmo o tanto que observei as atitudes das pessoas embaixo do céu, mas mesmo assim acabo apaixonado como todos!


quanta ira sinto! meu amor sendo seduzido por pessoas que possuem labios doces como mel, mas no final é tão amargo quanto a babosa!


Oh por que fui sentir paixão por aquela pessoa? oque ela fez por mim? porque amamos? para que amamos? Não entendo porque dói tanto amar sem ser amado, é como ser uma planta que ama o sol mas o sol nem se quer sabe de sua existência!

PROPUS-ME


Propus-me a ser quem sou,
a andar de cabeça erguida
sem olhar o mundo ao redor.
Esse mundo balbucia perto de mim
e transforma cada passo
num fardo que não carregarei.


Não me atiro a esmo
num mundo que já cambaleia
na sua própria estrada.
Estou confinado no agora.
O futuro não me diz respeito.
Faço em mim morada
e sigo a estrada onde fui colocado.


Ando sem receio, sem bagagem.
Do hoje, levo só o que restou.
Talvez no meio do caminho
haja um novo despertar.
Observo o que vem
e me vejo espectador
das escolhas que fiz.


A vida anuncia início, meio e fim.
Ficar à espera do fim
só traz pressa inútil.
Então vou sem pressa.
Pressa para quê,
se morremos no presente
e quem nasce ainda sonha com o futuro?


Um ciclo que não acaba.
Um agora que poucos vivem.


Eu me acomodo no sofá
e me proponho a sonhar.
Deixo tudo como está.
Sou o contraponto
da vida, do mundo
e do eu que vive aqui.

Sou o sopro que aprende a existir no agora,
e o tempo que em mim desaprende a correr.
Hoje renasço naquilo que nunca fui embora,
e celebro o infinito que insiste em ser

Há muitos de mim escondidos em meu ser,
tantos caminhos que ainda quero viver.

Sou força e ternura, sou noite e sou dia,
sou medo, coragem, desejo e poesia.

Tenho um que se esconde, outro quer se mostrar,
um fecha os seus olhos, outro prefere encarar.
Um carrega mistérios, outro busca a verdade,
mas ambos caminham na mesma vontade.

Às vezes sou homem, às vezes sou flor,
às vezes sou fogo, às vezes amor.

Não cabe em palavras aquilo que sou,
sou muitos caminhos dentro de um só.

Tenho tantas faces, mas uma só essência,
tantas diferenças na mesma existência.

E quanto mais busco saber quem eu sou,
mais vejo quantos vivem dentro de um só.

Não quero escolher o que devo parecer,
nem qual das versões o mundo vai conhecer.

Quero ser inteiro, sem medo ou prisão,
mistura de alma, desejo e razão.

E se alguém perguntar: “Afinal, quem você é?”
Eu sorrio e respondo: “Sou tudo o que eu puder ser.”

Sou ontem, sou hoje, sou sonho e sou pó,
sou muitos, muitos mesmo,
vivendo dentro de um só.

Sandro Paschoal Nogueira

Diga-me o que pensas e te direi quem és ou estás, assim, saberás quem sou ou estou.

"Tu é o cara!"
Sou nada e assim sou grato, ser o cara é caro e ser nada é um barato.

Nada é tão forte do que ouvir: Sou grato a você!
Ou: Tua graça me basta!
A fidelidade a Deus nos ensina a ser grato, por que recebemos de graça, egraça damos ao mais valioso do espírito humano: A fidelidade! Seja fiel a sua esposa ou esposo para que suas orações sejam ouvidas
Gratidão 🙏

"Sou capaz de me maquiar de palhaço só para te ver feliz."

Braza de natureza, quando ela encosta ferve ;
hoje é um dia normal porque sou mais frio quando quero. 🧬

Sou leve quando leio, livre quando escrevo, feliz quando sou lida.

Sou um homem rico
Sou um homem milionário
Porque na conta do meu coração
Está cheio de amor e paixão

Não sou poeta
Mas Deus me fez o melhor poeta
Não sou amor
Mas Deus me fez o melhor amor

NÃO SOU O MUNDO — SOU O QUE ELE ME PERMITE SER

Por Marco Arawak

A Terra não é cenário. É a condição de tudo o que acontece. Antes de qualquer pensamento, existe aquilo que sustenta. Antes de qualquer palavra, existe aquilo que torna possível existir.

Nada em mim começou inteiramente em mim. Meu corpo é feito de coisas antigas: água que já foi nuvem, minerais que atravessaram montanhas, elementos forjados muito antes que meu nome existisse. Sou um encontro provisório de matérias que já pertenciam ao mundo antes de pertencerem a mim.

Não sou origem. Sou continuidade.

A Terra não me acolhe por escolha. Ela simplesmente existe. E, enquanto suas condições permitem, eu existo com ela. O chão não me sustenta por cuidado; sustenta porque é chão. Se deixa de existir sob meus pés, eu caio. Sem intenção. Sem julgamento.

A água não me protege. Ela corre. Quando está limpa, sustenta a vida; quando está contaminada, pode carregar essa alteração para dentro dos sistemas dos quais dependemos. O ar não se oferece. Ele está. E quando deixa de estar em condições que permitam a vida, não há filosofia capaz de substituí-lo.

Nada na natureza precisa me explicar o sentido da vida. Sua função não é me oferecer respostas. Basta que suas condições tornem a vida possível.

Não vivo em um mundo que foi criado para me refletir. Vivo em um mundo que me antecede e continuará depois de mim.

Minha história não é o centro da história da Terra. É uma passagem. Sou um instante dentro de algo muito maior, um acontecimento breve em um processo que não começou comigo e não terminará comigo.

E, ainda assim, existo.

Não como dono.

Como parte.

Cada respiração revela uma dependência. Cada passo pressupõe um chão. Cada alimento carrega uma cadeia de vida, matéria, água, energia e trabalho. Cada dia é uma experiência de equilíbrio que não controlamos inteiramente.

Nada em nós é garantido.

A Terra não é boa nem má. Não cuida de nós como uma consciência materna, nem nos pune como um juiz. Ela simplesmente segue suas leis e seus ciclos.

Mas nós sentimos.

Nós tememos.

Nós lembramos.

Nós escolhemos.

E é exatamente aí que algo muda.

A natureza não precisa ter intenção para produzir consequências. E nós não precisamos controlar o planeta para interferir profundamente nele.

A vida acontece enquanto suas condições permitem.

Dentro dessa fragilidade, construímos cidades, cultivamos alimentos, inventamos máquinas, criamos culturas, amamos, lembramos e sonhamos. Somos capazes de transformar o mundo porque dependemos dele. Essa é uma das grandes contradições da nossa existência: temos poder suficiente para modificar aquilo que não podemos substituir.

Somos forma por um tempo.

E toda forma, cedo ou tarde, muda.

O corpo retorna aos ciclos da matéria. A água continua circulando. Os elementos permanecem em movimento. Aquilo que chamamos de fim, muitas vezes, é apenas uma transformação dentro de processos muito maiores que nós.

Mas a nossa experiência individual é finita.

Eu posso desaparecer.

Você pode desaparecer.

Uma geração pode desaparecer.

E é justamente porque somos passageiros que nossas escolhas importam enquanto estamos aqui.

Existir é frágil. Não porque a vida não tenha valor, mas porque ela não vem acompanhada de nenhuma garantia de permanência.

O mundo não foi feito para mim.

Eu fui feito dentro dele.

E o modo como escolho viver dentro dele não é neutro.

Tudo o que faço interfere em alguma coisa: aquilo que extraio, consumo, desperdiço, transformo, descarto ou preservo. Nem tudo retorna diretamente para mim, nem tudo retorna da mesma maneira, mas quase nada simplesmente deixa de existir porque decidi chamar de “lixo”.

O que descartamos continua fazendo parte do mundo.

O que degradamos pode alterar os sistemas dos quais dependemos.

O que destruímos pode levar décadas, séculos ou gerações para se recompor — quando ainda pode se recompor.

Por isso, a natureza não precisa pedir admiração.

Precisa que reconheçamos limites.

Não precisa dos nossos discursos.

Precisa das nossas escolhas.

Não somos espectadores de um planeta externo a nós. Somos participantes de sistemas dos quais dependemos a cada instante.

Talvez esse seja o erro mais profundo da nossa época: imaginar que estar no mundo significa estar separado dele.

Não estou fora da natureza observando-a.

Estou dentro dela.

Meu corpo não é estrangeiro ao planeta. Minha água veio de ciclos anteriores. Meu alimento depende de solos, chuva, luz, organismos e trabalho. Minha respiração depende de uma atmosfera que não produzi.

Não carrego a Terra dentro de mim como símbolo.

Dependo dela como condição.

Se ela sustenta as condições necessárias à vida, eu existo.

Se essas condições se degradam, minha existência também se torna mais vulnerável.

Isso não é metáfora.

É condição material.

A natureza do planeta não é apenas uma ideia, um símbolo ou um consolo espiritual. É a base física sobre a qual a vida acontece.

Compreender isso não deveria nos tornar maiores.

Deveria nos tornar responsáveis.

Porque não estou aqui para dominar o mundo.

Estou aqui dentro dele.

E aquilo que me sustenta também sustenta milhões de outras formas de vida.

Talvez, portanto, a pergunta não seja “o que o mundo pode me dar?”.

Talvez seja:

“O que a minha presença deixa no mundo?”

Depois de mim, o que permanece?

Uma marca?

Uma ferida?

Uma construção?

Uma memória?

Um cuidado?

Uma possibilidade?

Não posso impedir que o mundo continue sem mim.

Mas posso escolher a maneira como participo dele enquanto estou aqui.

Posso consumir sem transformar tudo em descarte.

Posso construir sem considerar tudo ao redor como matéria disponível.

Posso usar sem esquecer que aquilo que uso veio de algum lugar.

Posso existir sem precisar transformar minha existência em domínio.

Porque não sou o mundo.

Não sou seu proprietário.

Não sou seu centro.

Sou uma pequena parte de uma realidade muito maior que me antecedeu, me sustenta e continuará existindo quando meu nome já não estiver sendo pronunciado.

E talvez essa consciência não seja uma diminuição.

Talvez seja uma libertação.

Não preciso ser o centro para ter valor.

Não preciso possuir a Terra para pertencer a ela.

Não preciso durar para sempre para que minha passagem tenha significado.

Sou apenas algo que acontece dentro deste mundo.

Breve.

Frágil.

Consciente.

E enquanto aconteço, posso escolher.

Posso cuidar.

Posso limitar.

Posso preservar.

Posso reparar.

Posso, ao menos, tentar não transformar em ruína aquilo que tornou possível a minha presença.

Talvez seja essa uma das formas mais silenciosas de responsabilidade humana:

saber que o mundo não existe para nós e, ainda assim, compreender que somos responsáveis pela maneira como existimos dentro dele.

Não sou o mundo.

Sou o que ele me permite ser.

E aquilo que eu fizer com essa possibilidade também fará parte do mundo.

Marco Arawak