Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
Já sofri absurdamente, decepcionei com pessoas que eu nem imaginava, e com os maus professores, nunca aprendi nada, porque nunca teve nada para me ensinar. Mas a presença de DEUS nunca deixou eu guardar nada de ruim dentro de mim!
Aos meus inimigos, o meu Deus os tem e fará tudo que declarado já está,
Então eu cantarei altos louvores de agradecimento a Deus
Perdido
O que fez de mim esse amor?
Eu que me vejo perdido...
Já me quis encontrar assim,
Onde outrora só éramos nós.
Lembres um dia de nós,
De tudo que eu era contigo...
Vívidos olhares cativos,
Prendíamo-nos sonhos infindos
De andarmos em um só caminho.
Entre cartas e flores,
Pouca coisa te disse
Desse amor
Que me tem afligido...
Mas nada ficou em oculto
Que meus olhos
Não tenha te dito...
Edney Valentim Araújo
1994...
Eu estou triste.
tão triste que já nem sei mais onde começa ou termina.
é um cansaço que não passa com descanso,
é um peso que não se explica
só se sente.
eu estou tão triste
que até existir parece esforço demais.
e o mais difícil de admitir
é que não é sobre querer ir embora…
é sobre não aguentar mais ficar assim.
eu estou cansada de estar triste.
cansada de tentar e não sair do lugar,
cansada de sustentar algo dentro de mim
que já não se sustenta sozinho.
tem dias que a vontade não é viver,
é só desaparecer um pouco…
silenciar tudo isso que não cala.
Elas dizem, puxam, confundem…e eu já nem sei se isso é real ou coisa da minha cabeça. Não é ficção ou talvez seja, e eu que não percebi.Mas no meio desse caos todo, uma certeza fica, no final, a gente não termina no mesmo caminho.
DeBrunoParaCarla
"Agradecer pelos privilégios de sofrer no caminho, me manter fiel até na dor, pois eu já sei que nada é maior que o seu amor"
"Se você não se decide, eu não me importo só quero paz! já foi tempo que você conseguia tirar minha paz.
Eu já desmoronei em silêncio,
já me levantei cansada e tremendo.
Mas aprendi a ser muralha e flor,
vento e raiz.
Porque dentro de mim mora uma força
que não faz barulho,
mas que me reconstrói todas as vezes.
E sigo — bonita, quebrada, inteira.
Em lugares improváveis eu já encontrei o amor. Ontem mesmo vi amor entre o beija-flor e a rosa.
Eu já encontrei um amor nas mãos enrugadas da mulher que tanto lutou para ser quem é.
Eu já encontrei um amor na fila do banco, enquanto todo mundo tava preocupado com o tempo da demora.
Eu já encontrei um amor no meio da rua, em um abraço de saudade que deixou a minha alma nua.
Eu já encontrei o amor no café com bolo na casa da minha mãe e já vi amor nos olhos inocentes das crianças da minha vida.
Eu já encontrei amor até nas marcas deixadas pelas minhas feridas.
Nildinha Freitas
Por onde eu andei,
que meus pés me levaram,
e quando achei que já estava longe,
percebi o quão perto eu estava de mim.
Eu andei uma vida inteira
pra me encontrar no mesmo lugar
de onde eu parti,
porque qualquer lugar que eu fosse
seria sempre o início de tudo,
e este sou eu...
Por Marcio Melo
Desde o começo senti, será que era você… mesmo sem você, eu já te desenhava e como eu não percebi: como eu desenho tanto a sua falta, te levo em tanta saudade; será que você ainda tem desenhado você em mim? Você não percebe, o tempo não volta mais, mas precisa saber, eu não vou deixar de amar você; desde o começo, até o fim, vou desenhar o amor que abandona tudo por ti.
Aquela saudade que senti no começo, eu senti no fim, o medo que eu tinha no começo, eu tenho no fim; até sem você, ainda sinto medo; guardei tanto de você em mim que o seu desenho já não apaga mais, não sei mais me despedir de ti; às vezes a sua falta é tanta que, parece até que está comigo, parece até que me abraça, mesmo quando não tem você comigo.
Eu amo tanto você e acho que o meu coração, aprendeu ti reproduzir em sentimentos, seus sentimentos em mim já são intrínsecos e não tem mais como separar; numa saudade visceral, o tempo não me afeta, o amor que sinto por ti, é minha pureza vital, minha razão de viver mais e querer todo tempo mais tempo para ti querer comigo, quando sempre sem você, sempre vou querer você e com você, quero mais de você.
Eu quis tudo com você e nada sem você, eu não vivo para o capitalismo; não vivo mais ambição que o amor que tenho por você; não pedi saúde, nem quis presente: o único valor que eu queria e que eu sempre quis e ainda quero é você comigo; o amor que existe aqui, é o valor que desde o começo, eu implorei que não tirassem de mim: e fizessem de você parte de mim e por toda vida, beijar você até sermos uma unidade.
Escrita Autoral!
Tem dias que eu penso
Que eu queria morar aí
Bem aí nesse cantinho,
Já basta pra mim.
No cantinho da sua boca
Nesse, de onde nasce teus sorrisos.
É onde minha boca
Quer se encontrar com a sua.
Ao fim de uma tarde chuvosa
De um silencioso amanhecer.
No cantinho da sua boca
É onde eu quero morar.
A Borboleta Azul
Ela tem tantos poemas…
Que eu nunca imaginei.
Muitos já a viram…
Não fui só eu.
Li vários significados,
não sei se todos são verdade.
Alguns, eu gostaria que fossem…
Outros, talvez.
O que eu sei é que
foi uma sensação maravilhosa —
algo mágico.
E não sei se mereço
o direito de presenciar
um milagre assim.
E isso me assusta.
Penso: “Quem sou eu
para viver todo esse encanto?”
Um pequeno grão de areia…
E, incrivelmente, é real.
E nesse momento de reflexão,
compaixão e humildade…
ela pousa em mim.
Meu coração se renova
e se enche de uma alegria inexplicável.
Me sinto completa.
Me sinto num mundo de fantasia,
de faz de conta.
Ela levanta voo,
dança feliz…
E em nenhum momento
pensei em detê-la.
Porque a maravilha
é a vida,
e está em ser livre.
Penso que talvez
seja um sonho
do qual eu nunca quero acordar.
Não vi só beleza…
vi magia.
Abaixo a cabeça novamente
e, humildemente, agradeço.
Obrigada, Borboleta Azul.
Obrigada, meu Deus.
Eu te amo!
Porque existem palavras que só são ditas quando já não fazem mais sentido…
quando já não pertencem ao contexto
— Assim podem ser ditas sem nenhum peso na consciência.
Eu necessito, eu necessito…
como quem já não distingue desejo de falta,
como quem arde por dentro
sem saber onde termina o fogo.
Necessito sentir você
não só na pele,
mas no intervalo das coisas,
no silêncio entre uma palavra e outra,
no espaço onde o mundo desacelera.
Necessito estar perto…
perto o suficiente
pra que tua respiração bagunce a minha,
pra que tua presença dissolva
o excesso que me transborda.
E, ainda assim,
no meio de toda essa fome,
há uma pausa em você
que me salva do excesso
que, contraditoriamente,
é tudo o que eu mais necessito.
Dengue
Sabe hoje? Eu tô me sentindo doente.
Mas não é de hoje. Já faz uns dias.
Um mundo mais pálido, a vista fechada,
A vontade de viver secando em mim.
Tipo... eu tô doente. Doente de verdade.
Eu não tenho fome e nem coragem de sair da cama.
Na verdade, tenho uma bola na garganta.
Não, não é uma bola. É um bicho vivo.
É um gato arranhando a carne por dentro,
Rasgando pra fora, num desespero contínuo.
Eu tento cuspir, eu tento expulsar,
Mas ele crava a unha e não sai.
E o pior? O pior é estar sozinha.
Eu não sou fraca. Mas hoje me encontro frágil.
Odeio a fragilidade me arrastando pro chão,
Nesse poço sensível onde me afundei.
Eu não consigo pensar. Eu não consigo agir.
Eu só consigo ficar deitada. E chorar.
Qualquer som lá de fora me faz desmoronar.
Como se a doença vazasse pelos meus olhos.
Como se eu precisasse rachar de uma vez,
Com um choro contido e engasgado,
Pra engolir a verdade que eu sempre recolho:
Eu não tenho ninguém. Ninguém pra chamar.
Ninguém que me chame sem segundas intenções, sem transações sociais.
Alguém que só queira saber como estou e venha ao meu socorro.
Isso me lembra algo.
Eu tive dengue quando era criança.
Família grande. Casa cheia e vazia ao mesmo tempo.
Tudo acontecendo, mas nada era dito.
Eu ficava doente, encolhida no canto...
Pequena. Insignificante. Engolindo o grito.
Ninguém cuidava de mim. Ninguém me via.
E isso bate na ferida que nunca fechou.
A carne viva rasgada que não cicatriza.
É a minha maior ferida.
Talvez seja o abandono me fazendo doente.
Ou talvez seja dengue, que me paralisa.
Eu não sei. Eu só quero chorar.
Esperar que alguém me salve. Que alguém venha.
Mas ninguém nunca vem. Ninguém liga. Ninguém.
E eu choro mais forte, engasgada na dor
Desse gato maldito arranhando a garganta.
A vergonha sufoca. O vazio me esmaga.
Eu olho pro lado. O silêncio decreta.
Não tem ninguém.
Nunca teve ninguém além de mim mesma.
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