Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
Eu não gostava de festas. Eu não sabia dançar, e as pessoas me assustavam, especialmente as pessoas em festas. Elas tentavam ser atraentes e alegres e espirituosas e, embora esperassem exercer bem todas essas funções, fracassavam. Elas não eram boas nisso. O fato de tentarem com tamanho afinco só piorava as coisas.
Eu confio em ti;
Mesmo se as estrelas deixarem de brilhar,
Mesmo se secarem as águas do mar,
Mesmo se o sol não aquecer.
Eu confio em ti;
Mesmo se o meu coração não quiser amar,
Mesmo se a minha cabeça não pensar,
Mesmo se um sonho lindo morrer,
Eu confio em ti;
Mesmo se a chuva cair sem parar,
Mesmo se nuvens no céu não se formar,
Mesmo se o arco-iris não aparecer.
Tal vez...
Eu não sei,
porque tem que ser assim.
Mas sei...
Que tudo vai passar!!!
Espero que um dia você olhe pra mim e pense:
“Cara, porque eu deixei algo tão valioso assim ir embora? Como sou idiota.”
Na era do físico perfeito, eu sigo me apaixonando pelo que não se exibe: gestos que acolhem, atitudes que revelam verdade, ações que abraçam sem tocar, gentilezas que dizem tudo sem exigir nada. É nesse invisível que meu coração encontra lugar.
Eu estava livre. Não havia ninguém pra te dizer o que fazer. Ninguém pra te fazer se sentir inferior. Ninguém pra te obrigar a usar uma máscara. É claro que, finalmente, me dei conta de que isso é péssimo.
Ode ao Burguês
Eu insulto o burgês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos,
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os “Printemps” com as unhas!
Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!
Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
“_ Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
_ Um colar… _ Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”
Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!
Fora! Fu! Fora o bom burguês!…
Se você deixasse tudo de lado, por cinco minutos, e escutasse tudo que meus olhos têm a dizer, eu diria tudo em silêncio, sem precisar falar.
Às vezes as mentiras também ajudam a viver...
Talvez para meu filho eu também tenha que mentir para enfeitar os caminhos que ele um dia vai seguir...
Sempre que precisar de mim, estarei aqui para lhe acalmar e dizer que tudo vai ficar bem... Mas eu também preciso de alguém que faça isso por mim.
Mas nesta época eles dançavam pelas ruas como piões frenéticos e eu me arrastava na mesma direção como tenho feito toda minha vida, sempre rastejando atrás de pessoas que me interessam, porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante pop pode-se ver um brilho azul intenso até que todos caiam no "aaaaaaaaaaaaaah!" Como é mesmo que eles chamavam esses garotos na Alemanha de Goethe?
Querida filha,
eu tenho por você um amor incondicional.
E por mais que o tempo passe e que barreiras surjam em nossos caminhos, nada irá me separar de você, minha filha querida. Pois sou conhecedora da sua garra e da sua determinação. O que tenho por você é um sentimento inexplicável, tão forte que até daria minha vida por você. Jamais quero me afastar de você, meu amor. Isso não está em meus planos. E sim! Quero que cresça do mesmo jeito que é hoje.
Amável, suave e guerreira. Eu estarei sempre por perto e lutarei com todas as minhas forças pela sua felicidade. Pois você sempre me surpreendeu com seus belos conselhos e superou todas as minhas expectativas. Posso afirmar que sou uma mãe hiper realizada. Eu sou uma explosão de felicidade. E eu fico sonhando, acordada e dormindo, mas apenas com o teu crescimento. Te amo, minha filha!
Acho que é melhor nos separarmos e eu ir tocar a minha música em outro lugar, com todos os meus preconceitos burgueses de fidelidade.
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