Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum

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Se as minhas mãos pudessem desfolhar

Eu pronuncio teu nome
nas noites escuras,
quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens
das frondes ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.

Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,
e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.

Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranqüila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!

Federico García Lorca
Obra Poética Completa

Eu quero que você saiba que eu te amo. Te amo agora, enquanto te escrevo. Te amo agora, enquanto lê, seja qual for a data de hoje. Eu te amo, meu anjo.”

Se eu te adorar por medo do inferno, queima-me no inferno. Se eu te adorar pelo paraíso, exclua-me do paraíso, mas se eu te adorar pelo que tu és, não esconda de mim a Tua face. (Rabia, 800 d.C.)

Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. Quem sabe, às vezes penso que estou à procura de um livro que eu mesma escreveria. Não sei. Mas faço tantas fantasias a respeito desse livro desconhecido e já tão profundamente amado. Uma das fantasias é assim: eu o estaria lendo e de súbito, a uma frase lida, com lágrimas nos olhos diria em êxtase de dor e de enfim libertação: “Mas é que eu não sabia que se pode tudo, meu Deus!”

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Crônica O livro desconhecido.

...Mais

Desta vez eu não vou facilitar para você.

Desculpe, mas quando estou com você eu me sinto sozinha.

Odeio

Eu odeio o modo como fala comigo e como você não sente minha falta.
Eu odeio seu desmazelo.
Eu odeio seu modo de pensar.
Eu odeio quando me faz chorar.
Eu odeio seu sorriso lindo e como conseguia ler minha mente.
Eu odeio tanto isso em você que até me sinto doente.
Eu odeio como você me faz sentir por dentro.
E odeio quando você mente.
Eu odeio não conseguir adivinhar o que passa na sua cabeça.
Eu odeio a forma como eu sinto a sua falta.
Eu odeio saber que já tem outra no meu lugar.
Eu odeio o rumo que as coisas tomaram.
Eu odeio não poder pensar que amanhã você vai estar ao meu lado quando eu acordar.
Eu odeio saber que o errado foi você e quem sente a culpa sou eu.
Eu odeio não saber o que fazer pra que você volte depressa.
Eu odeio ver suas fotos espalhadas no meu quarto.
Eu odeio andar pela casa e cada canto que eu olhar lembrar você.
Eu odeio andar pela rua e de repente sentir seu cheiro no vento.
Eu odeio quando me pego repetindo as coisas que você dizia.
Eu odeio a forma que você invade meus sonhos todas as noites.
Eu odeio quando alguém pergunta por você eu e não sei o que dizer.
Eu odeio sentir tanta saudade.
Eu odeio saber que você não se arrepende, nem por um momento que seja.
Eu odeio ouvir uma musica e lembrar de você, mas eu odeio mesmo quando toca aquela música ...
Eu odeio não conseguir esconder de você o quanto eu te amo.
Eu odeio não conseguir entende por que o tempo demora tanto a passar depois que você se foi.
Eu odeio dormir e acordar todos os dias com você no pensamento.
Eu odeio você ter errado tanto.
Eu odeio não entender por que a palavra “ESPERANÇA” não sai do meu coração.
Eu odeio sempre comprar uma roupa nova ou ir ao cabeleireiro na intenção de você me notar.
Eu odeio a forma tão fugaz que você desgostou de mim.
Eu odeio ter que dar um passo a frente, por que no fundo eu queria mesmo era voltar para traz.
Eu odeio você não está por perto, e o fato de não me ligar.
Eu odeio como vive sua vida sem mim.
Eu odeio ter que aceitar que acabou.
Mas eu odeio principalmente não conseguir te odiar, nem um pouco, nem mesmo por um segundo, nem mesmo só por te odiar.

[...] Ninguém é de fato inteiramente bom.
Pelo menos é o que eu acho.
Tentar ser bom, ou ao menos tentar não ser mau,
provavelmente é o mais perto que conseguimos chegar.

Se eu avançar sigam-me.
Se eu retroceder matem-me.
Se eu morrer, vinguem-me.

O que alguém como você sabe de alguém com eu?

Você é alguém.É o meu melhor amigo.E eu preciso de você.Scott,você é meu irmão.

Eu nasci pra ver o mundo,
explorar novas culturas,
Viajar pelas estrelas e descansar ao amanhecer...
Voces podem até tentar me manter,
nesse pequeno e seguro mundinho cultivado por vocês,
mais eu quero os perigos e as belezas desse gigante universo!

De muitas maneiras verdadeiras, eu o amava. Ele era meu conforto, meu porto seguro. Naquele exato momento, eu preferia que ele me pertencesse.

A maior prova do meu amor por você é a de que,
eu deixarei você ir, se me prometer que será feliz
mesmo que seja com outro...

Pode-se entender o cosmos, mas nunca o ego; o eu é mais distante do que qualquer estrela.

Pedrada no sistema de hoje: Um Sonho.

Ontem eu sonhei o teu sonho.
Sonhei que os soldados,
cantando e dançando,
libertando-se de todo mal,
surgiam de todos os lugares
para velar o funeral
de todo arsenal
das ogivas nucleares.
No sonho,
os homens não eram escravos
nem de si, nem dos outros,
tampouco das cores,
pois o dinheiro
havia sido morto
no combate com o amor.
As crianças,
cravo e canela,
dançavam com as flores,
como não tinham fome
caçavam estrelas
e quando cansadas
tornavam-se nelas!
Sonhei
que as mulheres e os homens
não tinham coisas, mas sentimentos,
e em sinal de alegria,
plantavam suas orações
não de mãos espalmadas,
mas de braços dados
com o milagre do dia.
E Deus - todo pequeno gesto de amor -
não frequentava igrejas,
livros ou estátuas,
apenas corações…

Ontem,
sonhei o teu sonh
sem saber que também era o meu.

Que se foda, o que eles falam de mim pelas costas. Eu só quero saber se eles tem coragem de falar na minha cara!!!!

Eu sei e você sabe o que é frustação, maquina de faze vilão .

Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho: eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se.

Pablo Neruda

Nota: Trecho de "A Dança/ Soneto XVII"

O mal e o sofrimento

Se eu conversasse com Deus
Iria lhe perguntar:
Por que é que sofremos tanto
Quando viemos pra cá?
Que dívida é essa
Que a gente tem que morrer pra pagar?
Perguntaria também
Como é que ele é feito
Que não dorme, que não come
E assim vive satisfeito.
Por que foi que ele não fez
A gente do mesmo jeito?
Por que existem uns felizes
E outros que sofrem tanto?
Nascemos do mesmo jeito,
Moramos no mesmo canto.
Quem foi temperar o choro
E acabou salgando o pranto?