Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum

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PERENAL

Indago-me, serei eu um sonho ou sonhador,
deste clichê de um déjà vi?
Mesmo sob o crepúsculo dessa caixa de pandora,
Quando em trevas a face tão pálida da lua me encanta.
Neste covil desfigurado por demônios sem asas, a imperfeição criação testemunha sempre abismada o reluzir da senhora soturna.
Enquanto o ser tumular gira sua ampulheta, eu me pergunto qual;
Qual meu proposito neste ergástulo enfermo?
Por certo serei eu um receptáculo abastado de desolação condenado à mesmice?
Neste anuviado vale sepulcral de esfinges mortas
Tudo parece o sonho de um cardíaco lívido...
Serei eu um mero fardo preenchido de lamuria?
Sinto-me provido de vida, como o suspiro de um defunto, um escárnio aos olhos da morte?
Ou um perenal protagonista deste limbo inventado?

MINHA ESCURIDÃO É INFINITA


Eu medi a minha escuridão e descobri que ela é infinita. Diante disto, propus-me a me olhar com outros olhos. Procurei luz na alma, mas só havia sombras. Isso inquietou-me diante da improbabilidade de ver a luz. Então me recolhi, mantendo-me na minha pequena insignificância, porém, não me dei por vencido.
Eu já tinha visto a luz, mas o ego a sufocava. Procurei me despir dele; havia camadas, e lutei com as forças que me restavam. Eu estava cego, pobre de espírito e nu! Mas quem disse que eu estava nu? Meu próprio ego. A briga sempre foi intensa, de causar exaustão.
Procurei sair da bolha em que me meti. Tentei alçar voos, mas sempre era reprimido. Quase tudo que me cercava eram trevas, devido à bolha. Tornei-me um monstro, um ser sem vida, buscando vidas em outras dimensões.
A batalha dual se acirrou, sendo que eu mesmo era o espectador. Eu torcia pelo mais forte, só que, no momento, o mais forte era o obscuro. Os outros "eus" que existem em mim, ambos os lados, não levantavam a bandeira branca, e eu seguia inquieto na expectativa do vencedor!
Por fim, alcancei o chão e, de espectador, resolvi entrar na briga. Foi quando comecei a enxergar um filete de luz na minha vasta escuridão!

O Jardineiro do Cosmos


No jardim do cosmos, eu semeei estrelas,
Sementes de luz que germinam em sonhos,
Raízes de tempo que se entrelaçam no espaço,
Um jardim de possibilidades, onde o infinito floresce.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.
No espelho do tempo, eu vejo reflexos
De vidas passadas, de futuros possíveis,
Um caleidoscópio de experiências que se desdobram
Em lições de amor, de sabedoria e de luz.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.
No silêncio do vazio, eu ouço a música
Das esferas celestes, que cantam em harmonia,
Uma sinfonia de vibrações que ecoam no universo,
Uma linguagem secreta que só o coração entende.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.

⁠CAMINHOS DO CORAÇÃO


Eu preciso aprender a ouvir, tua voz.
Eu preciso aprender me entregar por inteiro a você.
Cada vez, mais forte é, o desejo de estar junto a ti.
Cada vez, mais forte é, a vontade de te fazer o bem, toda vez que me perco de ti, não consigo ao menos sorrir...
Me disserem que você, anda a me procurar, também disseram que te viram dizer me amar....
Cada vez mais forte é, o desejo de estar junto a ti.
Cada vez mais forte é, o desejo de te fazer tão bem, toda vez que me perco de ti, não consigo ao menos sorrir...
E eu sei que você é, meu consolo então, e eu deixei você trilhar, os caminhos do, meu coração ...

O CARTÃO POSTAL




Eu fiquei pensando em nós. E, em cima da mesa, vi um cartão postal
De algum lugar onde você está, desde o dia em que você se foi.


Meio confuso estava nosso amor, entre outras histórias que a vida traz...
E eu me vi dizendo adeus. Na despedida, trouxe um cartão postal,
E eu me vi dizendo adeus; só então reconheci os erros meus...


Eu esperei o tempo apagar as lembranças que me perseguiram,
E no meu quarto já não mais estão memórias, sua e minha.
Meio confuso ficou o nosso amor, entre outras histórias que a vida traz...
E eu me vi dizendo adeus...

Lembranças


Lembrei-me de você
Tão longe, longe de mim.
Eu faço barcos de papel
Que vão pelos mares a ti,
Como uma lembrança.


Lembre de nós, quando crianças,
Juntos a brincar, a sorrir.
O mundo era nosso:
Você a lua e eu o sol,
Com olhares inocentes.


Quem ouvir o nosso pranto
Vai entender que não queremos
Ouvir a palavra "adeus".
Se algum dia nos unirmos,
Falaremos a sós
Nossos segredos:
Essa nossa dor por não ter
A quem amamos.


⁠

POEMA INEVITÁVEL


Eu queria falar sobre deus, sexo, política, amor e trivialidades; mas me colocaram uma carapuça, e fui treinado a ser um personagem.
Depois, quis me tornar poeta, músico, filósofo e até ator. Porém, descobri que, desses, eu já tinha me tornado ator, não por opção, mas por imposição das situações, e sufoquei os outros personagens.
Eu quis me tornar um humanista, um sociólogo, talvez antropólogo, filólogo e até defensor de causas perdidas ou ganhas. Acontece que meu personagem não discute muito com minha dignidade: meu lado ator sempre vence quando a conveniência grita mais alto!
Enfim, decidi partir para as trivialidades da vida, já que não me restavam muitas escolhas. Eu tentei ser muitos, e acabei não sendo eu. Então, fiz da vida minha luta, minha sobrevivência, minha causa (também por imposição). Ergueri um castelo de sofismas, e o meu estandarte foi tremular pequenas ideias que não eram minhas. Lutei bravamente para anunciar, dentro de mim, um poema inevitável, confrontando meu personagem que, por conveniência, acabou sufocando o eu iludido que achava que era eu!!!


#israelsoler

O Encontro do Espelho e do Mar


Eu sempre estive observando você através das sombras da sua própria mente,
guardando os segredos que você tenta esconder do mundo exterior.
Nas horas de silêncio, quando o barulho lá fora finalmente cessa,
é a minha presença que você sente ecoar no peito.


Você me procura nas pessoas, nos caminhos que escolhe
e nas respostas que tanto deseja encontrar,
sem perceber que a busca sempre começa e termina no mesmo lugar.
Você não sou eu, você é um reflexo de mim;
a imagem fragmentada que o espelho da vida projeta todos os dias para o mundo ver.
Enquanto você vive na superfície dos dias, eu sou a essência que molda os seus passos
e a verdade que permanece intacta por trás de todas as suas máscaras cotidianas.
O ego que você veste é apenas a moldura,
mas a pintura real, profunda e viva, sou eu quem carrega.
O mundo vibra através daquilo que me atrai,
sintonizando a realidade exatamente na frequência dos meus desejos e medos mais profundos.


Cada encontro, cada sincronicidade e cada escolha que parece obra do acaso
nada mais é do que o universo respondendo ao magnetismo do meu próprio ser.
Ao olhar para fora e enxergar a beleza ou o caos,
você está apenas testemunhando a materialização daquilo que eu trago por dentro.
Você é responsável pelo que te acontece,
pois cada escolha e cada passo no mundo concreto pertencem unicamente à sua jornada consciente.
Eu sou responsável em te revelar seus medos, instintos e reações intuitivas,
agindo como a lanterna que ilumina os cantos escuros e esquecidos da sua própria alma.
Enquanto você lida com as consequências das suas ações na superfície,
eu desvendo as correntes invisíveis que movem as suas decisões mais profundas.


Sou a intuição que vem como voz no silêncio da sua mente,
aquele sussurro repentino que te avisa antes do perigo ou te impulsiona em direção ao desconhecido.
Não uso palavras lógicas, mas sim a certeza absoluta
que arrepia a pele e faz o coração mudar o ritmo sem explicação aparente.
Sou a sabedoria ancestral que você herdou, guardada no fundo do seu peito,
esperando o momento certo de se fazer ouvir.


E sou a água que escorre mar adentro, fundindo-se ao todo na imensidão de tudo o que existe e que não se pode ver.
Assim como o rio não se perde ao encontrar o oceano,
eu me conecto com a energia universal para te lembrar que você nunca está verdadeiramente isolado.
Sou a gota que reconhece o mar, a parte que se une ao infinito,
trazendo a paz de saber que a sua essência pertence a algo muito maior.
Eu ouço a sua voz, mas confesso que o seu silêncio me assusta muito mais do que as suas verdades.
Passo os dias tentando controlar o vento, organizar a rotina e construir certezas na areia,
fingindo que sou o único capitão deste barco chamado vida.
É doloroso admitir que a maior parte do que sou permanece oculta nas suas profundezas,
esperando o meu momento de fraqueza para se revelar.


Aceito a minha responsabilidade pelos caminhos que escolho,
mas peço que não me deixe navegar às cegas pelas correntes que você cria.
Se você é o reflexo, os medos e a água que corre para o mar,
eu sou a margem que tenta conter a inundação.
Preciso aprender a te escutar sem me afogar em você,
decifrando os seus instintos para que eles se tornem farol, e não tempestade.
Cessou-se, enfim, a separação entre a voz que fala e os olhos que observam.
No espelho partido da realidade, o reflexo e a imagem estenderam as mãos
e perceberam que a moldura sempre esteve vazia.
A água do rio misturou-se de tal forma ao oceano
que já não era possível dizer onde terminava o homem e onde começava o infinito.


O mundo continuou a vibrar lá fora,
mas o magnetismo agora vinha de um lugar de calmaria absoluta,
onde o medo e a intuição tornaram-se uma única força silenciosa.
Quem observa já não é diferente daquilo que é observado;
o encontro consigo mesmo finalmente se completou na imensidão do todo.


Ysrael Soler

Desejo enrustido


Você disse que havia em mim
Um desejo enrustido
E é claro que eu quis discordar
Mas, isso explicaria o que sinto




Você é o único que eu não quis mudar
Até deitaria no teu peito esculpido
Tatuando nele o meu cupido
Com um coração todo florido




Talvez nossa visão de mundo seja diferente
Mas, e daí? Gosto de desafiar a mente
A gente nem precisa mudar de ideia
Se respeitar um ao outro de forma sincera




Gostaria de ver as suas séries
E te apresentar as minhas bobinhas
Quando estivermos cansados
Saímos um pouco da linha

Minha Lei! (letra musica)


Eu vim de outro molde,
com a testa no sol.
Cresci torto, sim,
mas cresci inteiro.


Não me vende a cartilha,
eu rasgo o papel.
Meu chão é cascalho,
meu impulso é o céu.


Cada queda me acende,
feito faísca, um clarão.
Eu mordo o minuto
e o minuto me morde.


Sem pedir licença,
sem pedir perdão.


Deixa falar,
eu não viro cópia.
Deixa julgar,
minha rota é própria.


Quando o mundo pesa,
eu viro vento.
Quando ele fecha,
eu fico atento.


Eu sou o que eu sou,
e isso é meu farol.
Eu danço no caos,
com o peito no sol.


É minha maneira,
é minha bandeira.


Eu sou o que eu sou,
e isso é meu farol.


Tem gente que quer me medir por medo,
mas eu não caibo num rótulo seco.


Meu riso é punhal,
cortando a prisão.
Minha idade é estrada,
meu nome é Kbçãããooo!


Eu olho o abismo
e piso mais perto.
Quem vive travado
não vê o deserto.


Eu corro no risco,
com sede de viver.
Ser diferente em massa
é a minha lei!


Deixa falar,
eu não viro cópia.
Deixa julgar,
minha rota é própria.


Quando o mundo pesa,
eu viro vento.
Quando ele fecha,
eu fico atento.


Eu sou o que eu sou,
e isso é meu farol.
Eu danço no caos,
com o peito no sol.


É minha maneira,
é minha bandeira.


Eu sou o que eu sou,
e isso é meu farol.


Eu não peço licença pro medo,
eu não durmo no colo do sim.
Meu coração bate em relevo,
cada passo me ensina assim.


Sou chama na beira da queda,
sou bússola feita à mão.
Se a maré da cidade me leva,
eu volto pro centro do chão.


Aaaaaaaaaaaaaah!


Eu fui feito pra ir contra a corrente,
sem virar estaca, eu sei prosseguir.
Tenho um fogo sereno na mente
e uma fome bonita de existir.


Não me corrompo, não me escondo,
não me nego, não vou sumir.
Sou a diferença no meio do mundo,
e isso me faz resistir.


Eu sou o que eu sou,
e isso é meu farol.
Eu danço no caos,
com o peito no sol.


É minha maneira,
é minha bandeira.


Eu sou o que eu sou,
e isso é meu farol.


Eu sou o que eu sou,
e isso é meu farol.
Eu danço no caos,
com o peito no sol.

Muito.


Eu queria muito vc aqui. Mais preciso muito te esquecer. E é muito difícil pra mim. E eu sei que e muito fácil pra você.

Tenho medo de que, das coisas que eu vejo, nada seja verdade.

⁠Você é o verso, eu, a estrofe, juntos ou separados estamos na estrutura de um poema, a vida.

Sobre a Eucaristia / Santa Ceia do Senhor nas igrejas cristãs, eu acredito que após a oração e consagração o pão e o vinho se torna algo santo.

Eu precisei de um café mais forte naquela manhã.
Naquela manhã em que eu não queria acordar.
Eu acordei, mas eu ainda não estava aqui.
Eu precisei tomar goles amargos de café forte para que minha mente pudesse acordar de verdade para a vida.
Eu precisei tomar um café mais forte naquela manhã para conseguir enxergar um pouco mais, um pouco mais além de mim.
Nildinha Freitas

Fim de semana de novo eu to no meio do povo,a maior curtição ... ♪

Observe eu não me importar A pessoa escolhida por Deus não pode ser clonada.!


Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado


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Eu sabia o risco, conhecia o caminho, mas desisti da batalha no instante em que percebi que meu coração já havia escolhido você. Não cedi por fraqueza, mas por amor incontrolável.

⁠Foi nos momentos de solidão que eu percebi o quanto que a dependência afetiva trava o amadurecimento emocional e o crescimento interior de uma pessoa.(Walter Sasso)

Tudo o que escrevi o vento apagou e agora apaga eu. (Walter Sasso)